VEGETARIANISMO – Sobre comer carne ou não comer carne

by Pat Feldman on 14/03/2011 · 58 comments

in Alimentação, ARTIGOS

O debate entre vegetarianos e não-vegetarianos já vem de longa data e eu não escreverei aqui sobre ele, nem vim tentar convencer ninguém a mudar de lado, mas nos últimos dias andei pensando sobre diversos aspectos dessa questão e gostaria de compartilhar meus devaneios aqui.

Leia o texto com toda a atenção. Reflita sobre os prós e contras do consumo de carne vermelha e tome a sua decisão! Só você pode decidir o que é melhor para você e para sua família.

Aqui no site eu me limito a escrever sobre as minhas pesquisas e principalmente sobre minhas opiniões e convicções pessoais!

Eu gosto de comer carne, aliás, adoro! Cresci num família, tanto pelo lado da minha mãe como pelo lado do meu pai, em que carne nunca podia faltar às refeições. Na família do meu pai, por morarem à beira da praia, havia também o forte hábito dos peixes, hábito que eu adquiri com mais gosto um pouquinho mais velha.

Já li muito sobre alimentação para concluir – sem ser tendenciosa – que a carne é um alimento muito importante para a nossa saúde. Muitos nutrientes estão na carne, muitos nutrientes estão também em outros alimentos, mas só são bem absorvidos pelo nosso corpo quando ingeridos através da gordura de animais, a qual se encontra junto à sua carne.

Tive fases de comer quase nada de carne – quase vegetariana. Senti falta em todos os sentidos: senti falta do gostoso e senti falta da disposição e energia que a carne me dá. Mas também já tive as fases de comer carne demais e sentir que abusei, que não precisava de tanto. Nosso corpo é uma máquina perfeita, nos avisa do que precisamos e do que está em excesso. Só precisamos ouvir melhor o que ele tem a nos dizer.

Desde que comecei a ler mais e pesquisar mais sobre alimentação saudável, a questão do vegetarianismo ou não apareceu forte na minha vida – muitas pessoas acham que simplesmente ser vegetariano é ser saudável e pronto. Basta não comer carne e tudo fica bom. Sem entrar na questão do mérito do valor nutritivo da carne (falarei sobre isso mais pra frente), uma pessoa pode ser vegetariana comendo muita batata-frita, salgadinhos industrializados e doces. Tudo sem carne. É saudável? Não! O contrário também vale! Dizer que come carne só porque come hamburguer comercial ou ‘nuggets’ e achar que é saudável por isso, também é uma boagem enorme!

O buraco é mais embaixo!!!

No último congresso que fui, nos Estados Unidos, ouvi um pouco sobre isso e desde lá venho querendo tocar nesse assunto…

A primeira questão, digo e repito: comer carne é importante sim. Empanturrar-se de carne é absolutamente desnecessário!

Em segundo lugar, uma carne para ser saudável – e isso vale para carnes de boi, de porco, frango, peru ou qualqur outro animal – deve ser originária de um animal saudável, e um animal saudável deve ser criado solto, pastando/ciscando. Um animal saudável deve ser bem tratado, deve ser exposto ao sol, não deve comer ração, JAMAIS deve ser confinado.

O teor de nutrientes das carnes muda muito de acordo com a forma que os animais são criados, de acordo com o que se alimentam e de acordo com o nível de estresse durante a vida deles.

A explicação aqui nem precisa ser muito científica… Pegue a si mesmo como exemplo e pense em qual tipo de vida você gostaria de viver:

  • Uma casa no campo espaçosa, sem hora pra nada, regada a banhos de sol, banhos de chuva, banhos de cachoeira, com comidinhas caseiras e gostosas, uma casinha confortável para dormir à noite ou para se proteger da chuva, ou
  • Um “apertamento” numa cidade poluída e apertada, com barulhos ensurdecedores 24 horas por dia, sem conseguir domir a noite por causa do excesso de luzes em volta, comida industrializada com gosto de plástico, etc…

Acho que a maioria das pessoas ainda prefere a primeira opção, e com os pobres animais não é diferente! Eles querem paz e tranquilidade para viver a vida. Morrer e servir de comida para outro ser vivo é algo totalmente natural, que ocorre em todas as escalas da cadeia alimentar desde que o mundo é mundo!

Como era:

Os animais eram primeiramente selvagens. Eram caçados pelos predadores, entre os quais nós, seres humanos. Quando se caçava um animal, ele deveria ser dividido entre muita gente, portanto era toalmente aproveitado para NUTRIR um grupo de pessoas. Os caçadores usavam as carnes, gorduras e órgãos para comer, os ossos para preparar caldos fortificantes e as peles para se aquecerem. O animal era completamente aproveitado! Mesmo posteriormente, a partir de há 10 mil anos atrás, quando já havia criação de certos animais, eles ainda eram completamente aproveitados.

Hoje em dia porém, a vida do gado da indústria pecuária está bem longe de ser um mar de rosas… Uma enorme pena para os animais e uma enooooorme pena também para a nossa saúde. Esses animais vivem totalmente confinados, sua alimentação é totalmente à base de uma ração totalmente anti-natural, eles vivem em espaços apertadíssimos, nunca saem ao sol e são criados e mortos de forma bastante cruel – nesse ponto concordo totalmente com os vegetarianos: não podemos deixar esse absurdo acontecer!

Hoje em dia também, por questões culturais,  “moda”, paladar, e facilidade ou não do preparo, são utilizadas somente algumas partes do animal. Carnes de órgãos (vísceras, miúdos) em geral são rejeitadas ou são consideradas “comidas de pobre”. Os próprios açougues vendem as carnes divididas em “carne de 1a.”, “carne de 2a.”, “miúdos”.

Mais desperdício e mais animais para alimentar um mesmo número de pessoas…

Repito: comer carne é importante demais para a nossa saúde, mas temos de  buscar, urgentemente, carnes melhores, carnes ecologicamente corretas, carnes verdadeiramente saudáveis. O mercado já oferece carnes orgânicas, porém mais do que orgânicas, as carnes devem vir de animais criados soltos – neste caso, quando a carne provém de animais soltos, ela será muito mais rica em nutrientes.

As “carnes modernas” podem realmente fazer mal à saúde (e ao meio ambiente!). A maior parte da carne vermelha oferecida no mercado provém de animais criados em sistemas de confinamento, com alimentação à base de grãos ou capim lotado de pesticidas ou, pior ainda, milho e soja, totalmente antinaturais para esses herbívoros, e que desequilibram a  importante proporção entre gorduras ômega-6 e ômega-3. Muitos tomam injeções de  hormônios esteróides (apesar dessa prática ser teoricamente proibida no Brasil) para ter uma carne mais macia, e são tratados com antibióticos sistematicamente, para evitar doenças facilmente transmissíveis no ambiente confinado. As dietas desses animais (assim chamadas ‘rações balanceadas’) são de fato pobres e monótonas, tornando suas carnes bem menos nutritivas.

Coma carne vermelha, mas faça todo o possível para obeter carne orgânica e, principalmente, carne de animais criados soltos. Neste caso, ser orgânico não basta! Eu ainda não aderi totalmente às carnes orgânicas – a mudança está acontecendo aos poucos, conforme me informo melhor sobre os fornecedores disponíveis. Se você mora no interior, procure em fazendas próximas, nos arredores. Converse com o produtor, peça para conhecer a fazenda, informe-se ao máximo! Sem contar que um passeio pela fazenda pode ser um programa bastante divertido para a família. Comprar direto da fazenda também te dá a vantagem (que eu ainda não tenho) de comprar carnes de órgãos (são as carnes mais nutritivas) e ossos para o caldo de carne caseiro. Conheça seu fornecedor.

As carnes de órgãos (vísceras ou ‘miúdos’) jamais eram desprezadas pelas culturas tradicionais. As carnes de órgãos são extremamente ricas em vitaminas lipossolúveis, e eram/são apreciadas como verdadeiras iguarias na culinária tradicional de todos os povos. Os ossos sempre foram utilizados para o preparo de caldos e sopas riquíssimos em minerais que, desta forma, são muito facilmente assimilados pelo nosso organismo.

A carne vermelha é uma excelente fonte de minerais, particularmente o zinco e o magnésio. Na carne esses minerais estão presentes em uma forma muito fácil de ser utilizada pelo nosso organismo, muito mais fácil do que em grãos e sementes. As carnes vermelhas também são ricas em vitaminas B12, importantíssima para a saúde do sistema nervoso e do sangue. A carne também é rica em carnitina, que é essencial para a saúde do coração.

A gordura da carne vermelha de animais criados soltos é rica em vitaminas lipossolúveis e contém uma boa proporção de ácidos graxos essenciais ômega-3. Essas vitaminas lipossolúveis são as que o nosso organismo precisa para aproveitar os minerais presentes nos alimentos. Em estudos com cobaias, a gordura de animais possui a propriedade de *baixar* o colesterol – preocupação “da moda” nos dias de hoje (porém infundada, segundo vários pesquisadores sérios).

As gorduras das carnes vermelhas são também ricas em ácido linoleico conjugado, substância comprovadamente anti-câncer. São também ricas em ácido palmitolêico, que nos protege conra vírus e outros micróbios causadores de doenças.

Eu não quero ser estraga-prazeres, mas também sugiro evitar o consumo de churrasco frequentemente. Carnes assadas em chama forte, com no caso do churrasco, formam gorduras oxidadas e substâncias químicas altamente prejudiciais à saúde (aliás, em qualquer situação além do churrasco, quanto mais bem-passada a carne, mais isso tende a acontecer). Se você gosta muito de churrasco (meu caso!), não pare totalmente, mas evite os excessos e reserve o churrasco para ocasiões realmente importantes. Faça valer muito a pena! E acompanhe seu churrasco com vegetais crucíferos, como brócolis, repolho ou couve de Bruxelas. Melhor ainda, sirva seu churrasco com produtos lactofermentados: pepinos em conserva, chucrute, etc. Essa combinação é perfeita para neutralizar os efeitos carcinogênicos da carne de churrasco.

Bom apetite, cuidado na escolha do seu fornecedor e aproveite as receitas de carnes já publicadas aqui no site.

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{ 51 comments }

Elsa January 5, 2009 at 11:18

Olá
Adorei a materia…. super importante … com muita informação que a gente não sabia.
Bjnhos

eliana January 5, 2009 at 13:23

adorei a matéria.
as gostaria de saber qual a diferença do sabor da carne orgânica e a carne q nós a maioria consumimos.Adoro suas matérias,espero q vc continue sempre nos dando dicas importantíssimas sobre nossa alimentação. Bjs!!!

silvia January 5, 2009 at 13:36

Minhas razões para não comer carne são mais de origem filosófica(religiosa) do que nutricionais. Para explicar uma delas trago o seguinte trecho de Pierre Weil “Não comer carne significa muito mais para mim que uma simples defesa do meu organismo; é um gesto simbólico da minha vontade de viver em harmonia com a natureza. O homem precisa de um novo tipo de relação com a natureza, uma relação que seja de integração em vez de domínio, uma relação de ser dentro dela em vez de possuí-la. Não comer carne simboliza respeito à vida universal.”
Outro ponto que devemos nos alertar é o fator ecológico. Vocês sabiam que o “pum” do boi é um dos maiores responsáveis pelo efeito estufa?(Na Nova Zelândia, os fazendeiros pagam o imposto do “pum” por cada boi que criam) Soma-se a isso o fato de que para criar pasto é necessário desmatar florestas naturais temos aí um grande problema que acredito nos faz pensar em pelo menos diminuirmos o consumo de carne.

Pat Feldman January 5, 2009 at 14:38

Silvia, é realmente um ponto interessante, porém temos que lembrar que plantações também desmatam muito e em geral (tirando as orgânicas) espalham os mais variados pesticidas e agrotóxicos pela terra, penetram em lençóis freáticos e se espalham pelo ar.

O progresso nos meteu num perigoso beco de toxinas….

Tula Verusca January 5, 2011 at 13:48

Olá… so queria fazer um adendo.. não é o pum dos bois que tem o metano tao prejudicial e sim o arroto.

Bois regurgitam todo seu conteúdo gastrico para remastigar e com isso liberam muitos, MUITOS gases do efeito estufa.

isso é fato!

Luciane January 5, 2009 at 17:55

Olá, Pat!

Adorei seu artigo e ele vem de encontro com o que eu estou vivendo hoje…

Pesquiso muito sobre alimentação, dietas e qualidade de vida..não fiz nenhuma faculdade…fiz cursos na area de Gastronomia e trabalhei em uma livraria especializada em Gastronomia(o que foi minha verdadeira faculdade)onde entrei em contato com bastante coisa que me chamou a atenção….Macrobiótica, Medicina Chinesa, Sonia Hirsh…bem… foi o que mais me chamou atenção lá..embora era uma verdadeira livraria gastronomica que o Brasil ainda não estava preparado para tal empreendimento…

Enfim, li muita coisa..a Macrobiótica é uma coisa que me facina..ôrganicos tbém..aprendi muito com vc por aqui sobre isso…

Descobri que da pra viver sem açúcar, coisa que ha um ano atras..pra mim seria uma piada de mau gosto..

Aprendi que posso usar outros ingredientes muito mais saudaveis no lugar da farinha de trigo…painço..farinha de arroz integral..Trigo sarraceno..etc.

E agora pesquisando sobre a dieta do tipo sanguíneo..descobri que sou carnívora e posso comer carne que só vai me fazer bem. Nunca fui de muita carne..sempre preferi cereais..e senti os efeitos deles na minha alimentação…fiquei muito mais pacífica e minha mente muito clara..principalmente sem o açucar…

Sempre tive gastrite e o sangue tipo O tem muito suco gastrico..por isso precisa comer mais carne..senão fica mis propenso a gastrite e ulceras.

Então apesar de todas as contradiçoes encontradas vc está certíssima em relação a comer carne sim..mas acho que isso não serve pra todo mundo..mas sim pra grande maioria..o tipo O é a maioria

Bom ..queria deixar meu depoimento

Parabéns, vc abre nossas cabeças

Um forte abraço

Patriciauk January 6, 2009 at 9:40

Nos aqui amamos carne, mas nao precisa ser todos os dias muito menos 2 vezes ao dia, hj mesmo eu e meus filhos comemos um risoto de cogumelos! Eles amam carne de carneiro! Mas eu so compro carnes organicas, principalmente de frango – se um dia a minha situcao mudasse e eu nao poderia comprar mais carnes organicas, eu iria para o lado vegetariano!! bjos

Picky January 6, 2009 at 11:24

Pat, vc teria um fornecedor de carne orgânica para nos indicar? de frutas e legumes e frango eu possuo, mas de carne vermelha ainda não…
mil bjs e obrigada1

Giselle February 28, 2016 at 8:55

Continuação:
Meu irmão que vende ração para gado , me disse que 90% do gado de corte no Brasil e solto e come capin .O problema e o gado leiteiro….

Fausto January 6, 2009 at 14:55

Bom, é difícil você morar num grande centro urbano e ter acesso a carnes assim. Já é difícil encontrar frutas e verduras orgânicas, quem dirá carnes de animais saudáveis.

Eu concordo plenamente que a vida no interior é bem melhor do que no agito louco da cidade. Minha família vem de lá, e é muito bom você ter acesso a leite que acabou de sair da vaca e a abundância de frutas frescas. Se eu tivesse condições de me manter lá, com certeza o faria.

thais saito January 8, 2009 at 11:19

Pat, AMEI AMEI AMEI esse post! Está maravilhoso.
Eu parei de comer carne por motivos ecológicos (assim como parei de comprar vegetais não-orgânicos), não por achar que faz mal.
As minhas crianças comem, ainda, o marido também. Mas de vez em quando.

Adorei que você colocou que carne orgânica não quer dizer que o bicho foi criado solto. Muita gente me pergunta isso e eu sempre falei, mas parece que não lêem tudo o que eu escrevo. hauahauhaua.

Posso linkar essa matéria no Vida Verde?

Beijo

Pat Feldman January 8, 2009 at 12:47

oi Thais!!!

Que bom que você gostou da matéria!! Pode e deve linkar a matéria, claro! Quem sabe a gente divulgano esse tipo de coisa a gente não consiga achar uma boa carne orgânica e “caipira” (no sentido de criada solta, de você me entende)!!

Por enquanto uso algumas carnes da Friboi, mas eles não vendem todas as peças e eu uso as mais diferentes, como mocotó, fícado, ossobuco, etc… Fico me perguntando o que eles fazem com o que não vendem… Será que vendem local?l;;;;

Fernanda January 14, 2009 at 14:15

Olá td bem???

Gostei muiuto da sua matéria e é realmente importante alertar as pessoas que comem carne o que elas realmente estão comendo..Não como carne a mais de um ano e sou a unica na minha casa, o que me fez aprender a cozinhar, hoje emagreci de maneira saudável, meu cabelo é mais bonito e minha pele tbm, algumas pessoas falam q quem não come carne tem unhas cabelo e pele fracos, e vc como uma pessoa que pesquisasobre alientação sabe q isso se deve exclusivamente ao que comemos por isso quem para de coemr carne tem que substituir a proteina e demias vitaminas que a carne contem…

Indy January 15, 2009 at 6:34

Alguns pontos que você coloca em sua matéria são muito interessantes, apesar de não concordar com a maioria.
Sou vegana há 4 anos por compaixão aos animais e por motivos ecológicos. Inicialmente me tornei vegetariana, mas posteriormente detectei que tinha intolerância à lactose e me tornei vegana desde então. Meus filho mais velho decidiu virar vegetariano com três anos por conta própria e minha filha nunca gostou de comer carne, ela cospe. Os dois estão saudáveis e crescendo além do esperado. Por existir esta discussão sobre a carne animal ser ou não importante para alimentação, visitei milhares de pediatras e nutricionistas nos Estados Unidos, país onde moro atualmente. Além de ler e pesquisar muito sobre o assunto antes de decidir não dar carne aos meus filhos. E fui orientada a dar uma alimentação saudável e rica em proteína encontrada em diversos outros alimentos que são muito bem absorvidos pelo organismo quando consumidos juntamente com vitamina C.
A Sílvia ressaltou um ponto muito importante para não se consumir carne. O ecológico. Pat, você alega que as plantações espalham pesticidas e agrotóxicos. Concordo. E isso pode ser evitado consumindo produtos orgânicos. Mas a indústria da carne polui mais que todos os meios de transportes juntos. Além de desmatar muito mais que qualquer outro tipo de comércio.
Uma outra coisa que gosto de lembrar, é que se realmente pararmos para pensar no que é a carne muita gente deixaria de comer. A maioria das pessoas pessoas dizem: “Pare! Não gosto nem de pensar”. Você já imaginou comer algo em que você nem pode pensar no que era (no caso, um animail vivo) e então você pica, tempera, assa, cozinha, torra, etc, para poder consumir. Eu por exemplo, não consigo comer algo em que não posso pensar o que é. Sou muito rígida em relação à alimentação e em minha casa só entram produtos naturais e orgânicos. Não apenas alimentos, mas produtos de limpeza, de beleza, etc, tudo natural e orgânico. E eu QUERO saber o que minha família está consumindo. Na verdade tudo é uma questão de consciência e costume. Comemos produtos de origem animal porque fomos acostumados desde pequenos e é difícil parar. Mas a partir do momento em que você toma consciência do que realmente é a carne animal, aí encontra a chave. Esta que irá abrir uma porta para um mundo novo, sem produtos de origem animal ou a que irá trancá-la e deixar tudo como está. É tudo uma questão de escolha. E esta escolha é muito pessoal. É como parar de beber ou fumar, por exemplo.
Se a pessoa decidir continuar a comer carne, que pelo menos saiba e admita que consome animais e agride o meio ambiente.

Pat Feldman January 15, 2009 at 7:55

Indy, tudo o que você alou é verdade sim, mas veja: plantações, além de pesticidas e agrotóxicos também desmatam para o espaço de que necessitam. A discussão aqui está ótima, num nível muito saudável.
Acredito que todas as opções tenham prós e contras. Cabe a nós conhecer todos os lados e optar pelo que nos é mais conveniente.

Samia Siqueira September 29, 2014 at 13:40

Eu admito que como carne, amo carne, faz muito bem sim à saúde, eu e minha família consumimos pelo menos duas vezes por semana. Como a Pat disse tudo que é consumido em excesso faz mal. Tudo é tudo mesmo… e desculpe, duvido muuuitooo que uma criança de 3 anos tenha consciência e discernimento suficientes para escolher o que é melhor para ela. É mais bonito e louvável você dizer que sim, influenciou a escolha de seu filho por achar que é mais saudável para ele.
Concordo com você no que diz respeito a ser uma escolha muito pessoal, como beber ou fumar. Embora colocar comer carne com dois vícios sabidamente prejudiciais é bastante extremista, você não acha? Nunca vi ninguém morrer de câncer ou enfisema pulmonar por consumir carne.

Enfim, todo o extremismo ou fanatismo é prejudicial por mais bonita que seja a embalagem que se coloque.

Pense nisso.

Thiago January 15, 2009 at 19:37

Eu também adoro churrasco. rs É difícil não se empanturrar de carne numa churrascaria por exemplo.
Muito interessante o seu texto. Até porque eu ouvia dizer que carne vermelha tem toxinas, dá câncer, etc. E aí vejo aqui que não. Enfim. O que hj dá cancer, as vezes amanhã não dá mais também né. Depende das descobertas da ciência. rs
Parabéns pelo texto.
Abs,

;P

Pat Feldman January 15, 2009 at 19:57

Thiago, tem “carnes” e “carnes”, diversas formas de preparo, diversas formas de processamento. Dizer simplesmente que dá ou não câncer é muito simplista, mas acho que você entendeu bem a mensagem do texto.

mirian fausto February 15, 2009 at 22:40

gostaria que voce tirasse uma duvida se o mocoto e carne o branca

Pat Feldman February 15, 2009 at 22:45

Mirian, não entendi a tua dúvida…

Vera Falcão April 21, 2009 at 15:32

Pat, não gosto de discussões onde dois opostos se degladiam, pois, dificilmente alguém vai mudar de posição. Mas, como você disse que “adoraria ler o meu parecer”… lá vai!
A questão do consumo da carne de animais, para mim, já saiu do âmbito nutricional para o espiritual e ético. Não somos mais homens selvagens que necessitavam caçar para sobreviver, evoluímos; e quanto mais sutil se tornar nossa consistência, mais sentiremos necessidade e desejo por alimentos mais sutis, como os vegetais.
Poucas pessoas sabem ainda o quanto existe de energia em sementes germinadas: esse processo potencializa os nutrientes, aumentando seu valor nutricional em até 20.000 vezes! Se posso conseguir toda essa energia de sementes, para que vou caçar, pescar, derramar sangue de animais inocentes, contribuir com o desmatamento e o aquecimento global (pecuária excessiva)?
Os animais são nossos irmãos, numa escala evolutiva ainda inferiores, mas não é pelo fato de estarem abaixo de mim por N motivos , que vou abusar deles.
Alguns podem dizer: ah, mas as plantas também são seres vivos! Mas elas não têm um sistema nervoso que as faça sentir dor, o que já não podemos dizer dos animais…
Resumindo: creio que a questão será solucionada por cada um, num determinado momento, respeitando o ritmo evolutivo individual, falando sobre um ângulo espiritual (não religioso, pois religião é uma invenção humana e espiritualismo vem direto de Deus).
Espero não ter magoado ninguém com as minhas palavras, não tenho nada contra carnívoros e/ou onívoros nem gosto de doutrinar ninguém: para isso tenho meu espaço onde apóio o vegetarianismo, então as pessoas são livres para irem lá informar-se, sem constrangimento.
Abraço e paz.

Pat Feldman April 21, 2009 at 17:52

oi Vera, acho muito interessante um ponto de vista oposto, mas só o aceito quando vem de forma educada e respeitosa, como você sempre costuma fazer, por isso inclusive foi que lhe convidei para comentar aqui!

Nós concordamos em muita coisa. Não concordamos tão bem quanto ao consumo ou não de carne. Mas respeitamos muit a opinião uma da outra e isso é maravilhoso! Obrigada pela colaboração!

Viviani May 12, 2009 at 9:45

Gostei do debate e gostaria de dividir minha experiência. Tb não como carne. Eu era agressiva com as pessoas, no trânsito eu passava até mal de tanta raiva… Hoje consigo controlar melhor meu humor, vou ao banheiro todos os dias e o odor, textura e a cor das minhas fezes mudaram bastante… Parece papo de louco, nê? Mas elas dizem muito de nós e da nossa saúde…
Minha pele melhorou muito, não tenho mais algumas espinhas que nunca secavam… Vivo bem melhor assim, então por que mudar? Só pelo prazer imediato? Eu prefiro a sutileza dos vegetais! Adorei seu depoimento Vera!
Um abraço.

Alessandro July 14, 2009 at 21:44

Gostaria de saber mais sobre tais temas.

Pat Feldman July 14, 2009 at 21:50

Sobre o que, especificamente?

Pyke October 13, 2009 at 21:57

O que eu acho realmente curioso é ver veganos estufando o peito e dizendo que estão protegendo o meio ambiente, mas depois vão fazer suas compras de verduras e legumes no supermercado e, como consumidores de massa, apenas estão contribuindo para a industria do Agronegócio que só degrada as terras com a monocultura e causa um dano irreparável ao meio ambiente.

Flavia Esperante June 28, 2010 at 6:47

Oi Pat, quando descobri como a grande maioria dos animais são criados parei de comer carne, só de pensar me dava vontade chorar. Com o tempo fui conhecendo criadores sérios, que se preocupam com a saúde de seus animais e com a forma como eles são tratados. Conheci muita gente bacana que trabalha com bem estar animal. Com o tempo voltei a comer carne, pois acho que a morte de uns para alimentar outros faz parte do ciclo de vida de todos animais (incluindo a gente). Claro que só compro carne de animais que são criados soltos, que não tomam hormonios e não comem ração. Percebi que dá para oferecer aos animais uma vida (e uma morte também!) até melhor do que a que ele teria se fosse criado em seu estado “selvagem”. Concordo com as pessoas que se preocupam com o excesso principalmente de gado no mundo e a destruição que isto tem causado ao meio ambiente. Acho também que boa parte das plantações de grãos servem para alimentar este gado todo. Por isto acho que a gente não precisa comer carne de vaca todos os dias, eu, pelo menos, tendo variar, como um dia carne vermelha, no outro um frango caipira, outro dia procuro um bom peixe… O que eu não entedo são as pessoas que param de comer carne por pena dos animais, mas continuam comprando laticinios e ovos convencionais. Acho que as grandes industrias de ovos e de leite são as mais cruéis que existem! Busco sempre ovos caipiras e leite de vaquinhas livres, que comem capim e amamentam seu bezerros. Acho que é possível fazer uma troca saudável com os animais, basta que todo mundo comece a exigir isto. Flávia Esperante

Pat Feldman June 28, 2010 at 7:54

Muito bem colocado, Flávia!

Vera Falcão June 28, 2010 at 9:41

Flavia, dentro do raciocínio do teu texto há um ponto falho que seria o consumo de peixes, não existe “pesca boazinha”, o animal é fisgado por um anzol de metal que rasga suas entranhas e quando sai da água, fica ainda alguns minutos sofrendo, buscando respirar, retorcendo-se e agonizando antes de dar o último suspiro. Sempre achei o “esporte da pesca” uma maldade…

Pat Feldman June 28, 2010 at 11:00

Vera, por esporte é realmente uma maldade, mas quando a pesca é feita simplesmente pela busca do alimento, apesar do animal sofrer mesmo assim, pode-se dizer que a causa é nobre, ou pelo menos que faz parte do ecossistema!

Flavia Esperante June 28, 2010 at 13:30

Oi Vera, peixes criados em tanques, alimentados com ração eu não como nunca. Também acho muito importante evitar a pesca predatória, que acaba levando algumas espécies a extinção. Concordo com a Pat, pescar por esporte é realmente uma maldade, mas pescar para comer é diferente. Acho que temos que fazer o possível para que os animais sofram o mínimo possível, inclusive na hora da morte. Em alguns casos, como o da pesca, o sofrimeto é inevitável. Se este peixe não fosse pescado será que ele morreria sem sentir dor? Não sei. Mas sei que a morte é sofrida para quase todo mundo. Não concordo em expor um animal durante a sua vida inteira ao sofrimento e sinto muito que às vezes isto tenha de acontecer na hora da morte. Acho que a questão não é ser boazinha ou não, mas sim encontrarmos uma maneira ética (o que inclui a preocupação com o bem estar dos animais) para que possamos nos alimentar de maneira saudável. Sei que muitos acham que podemos ter saúde sem comer produtos de origem animal, eu tentei acreditar nisto também, mas, pelo menos no meu caso, não deu certo.

Vera Falcão June 28, 2010 at 15:48

Pat, “esporte da pesca” foi uma ironia… rs… fazer alguém sofrer, sem necessidade (pois há outras fontes de alimento), para mim, não é justificável – a não ser que a pessoa viva num ambiente em que a vítima seja a única opção de sobrevivência! Como exemplo extremo, temos o caso dos sobreviventes daquele vôo que caiu no Andes, quando tiveram que alimentar-se da carne de seus semelhantes… Mas já sabemos que essa é uma discussão infindável… abraço!

Rosália March 15, 2011 at 7:16

Pat,
o que você acha da carne kosher (ou casher)? às vezes é mais fácil encontrá-la que a carne orgânica.

Pat Feldman March 15, 2011 at 7:43

Rosália, a questão principal é como o gado foi criado. O que se diz da carne kosher é que o animal é abatido com cuidados especiais e sob a supervisão de um rabino. todo o procedimento parece ser feito de modo a estressar a animal o mínimo possível, o que é bom, porém se esse animal foi criado em confinamento, à base de ração, ele é tão ruim quanto qualquer outro.

ana maria March 15, 2011 at 14:39

Acho importante encontrar opções de alimentação que não sejam os animais. Com o consumo desenfreado de carnes em geral, vai ser difícil a criação sem aditivos químicos pra atender a demanda. Quem tem filhos – o futuro pela frente – precisa ponderar sobre que tipo de herança se quer deixar. Hoje pode-se desfrutar, ainda, de alimentos orgânicos, mas, e amanhã? Tudo que se puder fazer, praticar, servir de exemplo pra preservação da VIDA, é bom começar hoje.
Abs

Adriana March 15, 2011 at 18:16

Concordo em alguns aspectos sobre sua reflexão e decisão qto ao consumo da carne, porém acho que deveria ter se referido aos animais, aos direitos a vida que eles tem. E pelas minhas pesquisas a necessidade de uma vegana (que nem leite, ovos e mel consome), necessita suplementar apenas de Vit. B12, desde que coma equilibradamente. E a questão do alto consumo de carnes e as doenças relacionadas.
Eu, particularmente não me apetece comer cadáver, mas respeito os que apreciam.A decisão, como vc mesma referiu tem que partir de dentro de cada um.
Abraços Adriana

Isaias March 18, 2011 at 14:13

Querer colocar no gado a culpa pelo efeito estufa é no minimo uma piada.
No passado, manadas de milhões de bisões vagueavam pela América do norte e nem por isso havia efeito estufa, que se iniciou com a chegada do Homem branco, que iniciou os desmatamentos e a industrialização, além de terem exterminado com os bisões, que hoje só sobrevivem em pequenos grupos nos pequenos parques ecológicos.
O mesmo pode-se dizer da Áfirca, onde ainda hoje manadas de gnus e zebras com milhões de animais fazem todos os anos suas migrações pelo continente e nunca provocaram efeito estufa algum. E os elefantes, que no passado existiam aos milhões? Já imaginaram quantos puns (e que puns…) eles soltavam? Pois é; nem por isso seus puns provocavam efeito estufa.
Percebem? Antes do Homem branco chegar em determinado lugar a fauna local é super abundante, com um número assombroso de herbívoros e outros animais. O Homem branco chega, destrói a fauna, queima a vegetação nativa e depois coloca a culpa no pum gado; mas depois começa a comer capim.
Paradoxo ecológico?

laender June 4, 2012 at 16:37

Que bom seria se alimentação vegana realmente suprisse as necessidades humanas, mas… a realidade é outra e infelizmente graças ao descontrole da natalidade humana, estamos vendo estas aberrações gastronômicas tomar corpo na sociedade. Sabemos que esta forma de alimentação está sendo incutida na mente das pessoas pela própria Natureza , com a finalidade exclusiva de reduzir o tempo de vida humana, tentando reverter a proliferação da espécie humana, cada vez mais predadora ao meio ambiente. Assim como a Natureza está criando seres homo-afetivos com a finalidade
de também equilibrar a espécie humana. Isto é fato incontestável. Num mundo tecnologicamente desenvolvido não há lugar para 7 bilhões de seres que já consomem toda a capacidade de sustentação vital do planeta.

silvia June 7, 2012 at 16:04

Laender

Sempre existiram relacionamentos homo afetivos na humanidade…não está sendo criado para equilibrar nada!!

Valdete June 8, 2013 at 9:51

Bom dia, Pat!
Li todo o seu artigo, com muita atenção.
Minha opção, há 40 anos (desde 1973) foi por uma aula de laboratório que tive na UNICAMP e analisamos os subprodutos da carne no organismo.
Após alguns anos me conscientizei a não comer pelas questões ecológicas. Para produzir um 1kg de carne = 15.000 litros de água. Para produzir 1 kg de grãos = 1.500 litros de água.
Além de todos os outros fatos relatados pelos seus leitores e como vc mesmo afirma em seu texto, há uma preocupação em saber como ocorreu a criação e o abate dos animais. Com milhões de pessoas para serem alimentadas vorazmente com a carne, o processo equilibrado é inviável. Pelos cálculos de técnicos em pegadas de carbono, já estamos precisando de mais um planeta, se o consumo continuar do jeito que está.
Hoje, acredito que estou defendendo o não comer carne pelo melhor motivo: evitar o sofrimento animal, tanto em sua vida de confinamento (já viu como é produzido o tal do ‘baby beef’?) como o do abate.
Estou vegetariana há 40 anos e não tenho: colesterol descontrolado, diabetes, minha densimetria, aos 62 anos, é melhor do que outras pessoas de mesma idade, pressão normal e nem anemia, pois mesmo que a carne tenha quantidade imensas de ferro e vegetais tenham menos, eu o absorvo dos vegetais. O fato de haver uma alternativa superior não faz, da outra, uma alternativa insatisfatória. Minha alimentação é natural com grãos (vários) diariamente, leite de nozes ou castanhas ou amêndoas, que me fornecem nutrientes. Faço combinações de leguminosas e cítricos, bem… são meus anos de busca e pesquisa que aplico.
Não hostilizo quem come carne, acho isso uma falta de respeito. Nem fico relatando fatos desagradáveis quando estou almoçando com alguém que se serviu de carne.
Convivo com amigos queridos ( e família)que marcam churrascos como reunião. Vou a estes já alimentada, pois o cheiro me incomoda, não mais me estimula. E a companhia dos meus amigos e seu carinho, vale a pena. Sou da Paz e divulgo minha filosofia de vida do amor INCONDICIONAL aos animais. Só isso.
Um grande e afetuoso abraço, Pat.
Valdete

Pat Feldman June 8, 2013 at 10:42

Gente, só pra vocês ficarem sabendo: essa foi a melhor professora que tive na vida!!!!! Mais do uqe ensinar uma matéria (ciências) ela me ensinou a aprender!!

Daniela July 18, 2013 at 15:49

Olá Pat Feldman tudo bem?
Gostei muito dos teus temas que tratas no blog, gostaria de saber se a carne branca contem os mesmos nutrientes existentes na vermelha, pois evito ao máximo carne vermelha creio que seja a mais prejudicial.

Pat Feldman July 18, 2013 at 17:11
Juliano December 21, 2014 at 21:20

Olá Pat Feldman! Eu estive vendo alguns comentários em outros sites sobre este assunto e vi que pessoas começaram trocar ofenças, por causa das diferenças de opiniões. Aqui no seu blog não vejo isso. Bem, eu não sou vegetariano, mas respeito quem é, e acho louvável a atitude deles. O que não pode ocorrer é a troca de ofensas entre as pessoas. Na Bíblia está escrito que é bom que o homem não coma carne, mas se alguém come, não contenda com quem não come. Da mesma forma, se alguém não come, não contenda com quem come. Eu acho assim: Se alguém come carne, agradeça a Deus pelo alimento. Se alguém não come carne, melhor ainda! Coma outros alimentos e dê graças a Deus pelo que comeu! Muitos falam que é pecado. Na realidade não é pecado comer carne… é pecado comer do sangue! Não se pode comer chouriço, pois ele é feito de sangue. O sangue era onde estava a vida do animal. Quando se mata um animal, seu sangue deve ser derramado. Dele não comerás! Não devemos também ficar com glutonarias, pois o alimento é só para satisfazer as necessidades do organismo, para dar força para o dia-a-dia, mas comer para se “empanturrar” também é errado. No que diz respeito aos animais, eu não tenho coragem de matar nem um sequer, e sei que quase todos que comem carne também não teriam coragem! Eu tenho comigo o seguinte: Se alguém matar um animal para saciar a fome dele ou de outrem, não submetendo o animal a sofrimento, isso não é pecado e Deus não vai cobrar dessa pessoa. O que não pode em hipótese alguma é uma pessoa submeter animal a sofrimento, pois nós temos que ser amigos dos animais. O mesmo Deus que nos criou, foi Quem criou eles também. Eu ODEIO MUITO MESMO quem judia de animais, seja o animal que for! Aqui no Brasil, graças a Deus não existem touradas, mas eu odeio saber que em algum lugar ainda exista isso e que muitos aplaudem ao ver o animal ser sacrificado com tanta crueldade… e para nada! Eu ainda como um ou outro pedacinho de carne de vez em quando, mas estou diminuindo aos poucos e me sinto bem melhor quando não como! Prefiro mesmo é comer verduras, legumes, frutas, coisas assim mais leves… o estômago agradece e a gente não fica lembrando de animal nenhum. Na minha cidade tinha um frigorífico onde os animais eram mortos com requinte de crueldade. Eu ficava triste quando ouvia os berros tristes deles, de tanta dor, ao terem o couro retirado e ao serem cortados ainda com vida. Graças a Deus, esse frigorífico não existe mais e foi demolido. Ainda existem outros dois grandes frigoríficos, mas o sistema de abate é muito rápido, sem crueldade e não se ouve berro nenhum. O assunto é meio polêmico mesmo! Eu acho que se por um lado o ser humano não matasse animais para seu sustento, a população deles seria muitíssimo maior do que é hoje e teríamos alguns problemas (territoriais)… e por outro lado, se os mata, existe sempre quem vive criticando. Uma curiosidade eu tenho: Quem não come carne por compaixão aos animais, essas pessoas deixam de usar cinto de couro? Deixam de calçar sapatos, botas, ou outros artigos que na maioria são de couro? Deixam de pegar uma carona porque o carro do colega às vezes pode ter o banco de couro?… Então, acho que não dá pra seguir tudo à risca! Eu não critico quem é vegetariano e nem quem não é, mas uma coisa eu tenho comigo: Não tem jeito de ficar “totalmente” sem usar algo que seja de origem animal, mas não devemos aceitar em hipótese alguma, a crueldade contra os animais. Se alguém souber de algum caso deve denunciar. Um abraço para todos… fiquem com Deus!

Natália Krieser April 20, 2015 at 13:18

Oi, meu tipo sanguíneo é +O, mas não gosto de carne, minha mãe diz que desde bebê, nunca gostei de chupar um ossinho, até as vezes me obrigo a comer algo, não sei se é nojo, dó ou o quê que não me deixa comer carne, estou preocupada com essa minha alimentação, mas não consigo comer; como muito pouco, massas, cereais, frutas, verduras e alguns legumes. Li sobre o Fenótipo de Bombaim, meu pai é +O, e minha mãe +A, não sei se tem alguma coisa a ver … Ç.Ç

Ana Maria Mainhardt Carpes April 20, 2015 at 18:18

Olá Natália,
a questão do vegetarianismo e o tipo sanguíneo não tem nenhum respaldo científico, pelo contrário, é apenas um argumento pseudo-científico, apesar de ter sido criado por um médico — um tanto quanto duvidoso, por sinal, outros médicos o consideram “charlatão”… seus argumentos misturam fatos com o ponto de vista preconceituoso dele.
Qualquer pessoa pode ser vegetariana, ou melhor, vegana (neste caso, o único suplemento necessário é a B12, que, na verdade, em torno de 50% da população onívora também tem deficiência). Assim como em qualquer outro tipo de alimentação que você decida ter, é preciso ter diversidade e equilíbrio, só isso. Indico muito a leitura dos livros do médico Eric Slywitch, ele explica toda a questão do vegetarianismo de forma clara, e suas fontes bibliográficas são ricas.
Minha dica é seguir seus instintos: aproveite que não gosta de carne e não coma, não contribua para uma indústria responsável por tanta poluição, sofrimento e desperdício. Eu gostava e mesmo assim parei — inclusive me tornei vegana, pois, depois de muita leitura e reflexão, vi que é a escolha mais consciente. Aliás, minha pele, corpo e mente estão melhores que nunca! Ah, só para ter uma ideia, até a ONU já deu seu parecer sugerindo à população mundial o não consumo desses alimentos!
Abraços

Pat Feldman April 20, 2015 at 19:26

Natália, não há nada muito científico na relação entre tipo sanguíneo e tipos de alimentos a consumir. Coma alimentos frescos, de preferência de criação orgânica. No caso de alimentos de fonte animal, eu acho que não devem faltar na nossa dieta, sem exageros e de boa procedência – sempre de animais criados soltos. Se você não gosta, não se force. Importante lembrar que sempre que excluimos algum grupo alimentar da dieta é importante ter acompanhamento profissional.

Ana Maria Mainhardt Carpes April 20, 2015 at 18:24

Pat, por favor, aceite meus comentários. Já fiz vários, mas nenhum foi aceito. Hoje, acabei de replicar uma moça…
Não entendo porque não aceitas, eu sempre sou educada. Vou pensar que tens medo de um outro ponto de vista.
Sugiro que pare de negar comentários de pessoas que tem uma perspectiva diferente da tua, parece até que queres fomentar o consumo de carne. Se não aceitares, vou contatar a Sociedade Vegetariana Brasileira a respeito.
(Esse comentário aqui, claro, é só para tu leres, não precisas aceitar).
Abraços

Pat Feldman April 20, 2015 at 19:17

Ana Maria, eu aprovo os comentários que acho pertinentes no MEU espaço. Não vejo o que a Sociedade Vegetariana Brasileira possa fazer a respeito de comentários aprovados ou não no MEU espaço.
Sim, eu sou a favor do consumo de carne. Um consumo consciente, cuidadoso e respeitoso, mas sempre serei a favor e recomendarei para quem me perguntar. Não vejo nada de errado nisso também. Não quero convencer ninguém a mudar nem a concordar comigo, mas no meu espaço exponho a minha opinião. Espero que compreenda!

Giselle February 28, 2016 at 8:20

Olá gostei do artigo . muito bom! mas não sei como faço para comprar carnes e laticinios de animais soltos não confinados que comam capim? Onde acho? Moro na capital são Paulo obrigada

Pat Feldman February 28, 2016 at 19:33

Eu compro derivados de leite na feira de orgânicos do Parque Água Branca.

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