Autismo – Porque SOMENTE uma dieta livre de glúten e caseína não é suficiente

by Pat Feldman on 27/01/2009 · 44 comments

in ARTIGOS, Autismo

autismoContinuando o assunto autismo, sobre o qual eu prometi que falaria durante este ano, decidi falar hoje um pouco mais sobre a dieta livre de glúten e caseína, que é um verdadeiro “hit” entre todos que se envolvem no assunto. Não quero dizer aqui, nem a Dra. Natasha Campbell McBride diz em seu livro que essa dieta é inútil ou não funciona – A DIETA LIVRE DE GLÚTEN E CASEÍNA É FUNDAMENTAL no tratamento/controle do autismo, porém uma dieta livre de glúten e caseína comprovadamente não é TUDO, não é suficiente.

Vamos entender melhor, segundo uma tradução livre de um trecho do livro da Dra. Natasha Campbell McBride…           

Em algumas pesquisas realizadas foram encontrados na urina de crianças autistas substâncias chamadas gluteomorfinas e casomorfinas, derivadas de glúten e caseína, respectivamente. O mesmo achado se deu na urina de pacientes com esquizofrenia, psicose, depressão, hiperatividade e alguns distúrbios auto-imunes.

Estas substâncias (peptídeos) – gluteomorfinas e casomorfinas – possuem uma estrutura química similar às drogas opiáceas e o seu efeito no cérebro também ocorre de forma semelhante. Imagine então que para um autista, consumir glúten e caseína é quase como consumir ópio!!

Baseada em pesquisas desta linha é que surgiu a tão conhecida dieta livre de glúten e caseína. Esse dieta  praticamente se tornou a “dieta oficial do autismo”!

O glúten é uma proteína encontrada em grãos, principalmente trigo, centeio, cevada e aveia. A caseína é uma proteína encontrada no leite e em seus derivados. A referida dieta sugere retirar completamente as fontes dessas duas proteínas da alimentação de um autista. A teoria parece bastante interessante, porém a prática se mostra um tanto problemática…

As crianças autistas, talvez por conta dos problemas em sua flora intestinal, sentem especial necessidade de consumir carboidratos refinados – exatamente o que alimenta os patógenos no seu intestino.

O padrão típico do desenvolvimento autista inclui o fato de em algum momento nos dois primeiros anos de vida a criança limita seu consumo alimentar a carboidratos processados, açúcar e lácteos: pães, biscoitos, bolos, doces, salgadinhos, cereais matinais, massas, leite e iogurtes industrializados adoçados. Na enorme maioria dos casos é dificílimo mudar as preferências das crianças: ela simplesmente não aceita outro tipo de comida! Então para inserir esta criança numa dieta livre de glúten e caseína a solução em princípio seria substituir os produtos contendo glúten e caseína por equivalentes livres dessas substâncias, que ainda assim são preparados com arroz, açúcar, fécula de batata, farinha de tapioca, soja, trigo sarraceno, etc. Esse tipo de comida alimenta a flora intestina anormal tanto quanto o glúten a dieta anterior, perpetuando o ciclo vicioso de um sistema digestivo enfraquecido e doente, que libera toxinas para a corrente sanguínea e o cérebro.

É claro que a dieta livre de glúten e caseína elimina uma parte das toxinas que são enviadas por todo o organismo: a gluteomorfina e as casomorfinas e isso faz alguma diferença, isso faz algum bem. Em algumas crianças o efeito é surpreendentemente bom. Mas infelizmente na maioria dos casos o efeito não ocorre, ou quando ocorre é apenas por algum tempo, porque as demais toxinas contiuam lá, sendo produzidas pela flora intestinal anormal. Se patógenos como Candida, Clostridia, entre outros continuam lá povoando o sistema digestivo, a inflamação persiste, o intestino fica enfraquecio, permitindo ainda que diversas substâncias indigestas e tóxicas sejam espalhadas pelo organismo.

O fato desta dieta ter ganho fama mundial como “a dieta do autismo” é muito infeliz, porque ela cobre apenas uma parte muito pequena o problema: as gluteomorfinas e as casomorfinas. Como sempre acontece, diversas indústria do setor alimentício se aproveitaram de tal fama lançando uma infinidade de produtos com o rótulo “livre de glúten” e/ou “livre de caseína”, porém são produtos industrializados e são produtos cheios de açúcar (ou pior, em alguns casos, adoçantes artificiais), carboidratos refinados, gorduras alteradas edesnaturadas, proteínas alteradas e desnaturadas e outras tantas substâncias que crianças autistas jamais deveriam consumir. Toda publicação relacionada a auismo vem recheada de publicidade desses produtos, dando aos pais uma falsa sensação de segurança: se é livre de glúten e livre de caseína, então o produto deverá ser bom para a minha criança autista, pensam eles. Livros são escritos cheios de receitas, sempre baseadas nesses produtos alimentícios altamente industrializados, açúcar, proteínas e gorduras alteradas. Sites na internet e foruns trocam o mesmo tipo de receitas…

Este é apenas mais um exemplo do que já aconteceu diversas outras vezes na história da humanidade: pesquisas científicas sérias interpretadas e usadas de maneira incorreta. Não há dúvida de que eliminar o glúten e a caseína da dieta de crianças autistas seja uma medida importante, porém nem de longe essa medida é suficiente e decisiva.

Minha sugestão: continuem sim evitando totalmente o glúten e a caseína da dieta das crianças autistas, porém não se contentem apenas com isso! Livrem-se dos industrializados, busquem alimentos o mais naturais possíveis, o mais orgânicos e/ou biodinâmicos possíveis.


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Luciana January 28, 2009 at 14:04

Paty, vc sabe me informar se arroz integral, batata/inhame/mandioca cozidos também alimentam essa flora intestinal anormal??? Minha filha tem dermatite atópica, e está fazendo um tratamento de medicina ortomolecular que muito se parece com a dieta do autismo, baseada na idéia de fortalecimento das funções intestinais para que o aparelho digestivo trabalhe melhor como um filtro, impedindo a entrada de toxinas no organismo. As restrições alimentares são enormes, principalmente na parte de carboidratos, e fico sem saber o que oferecer a ela. Bjs e obrigada.

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Pat Feldman January 28, 2009 at 16:54

Luciana, de acordo com o que tenho lido, me parece ser melhor evitar sim – principalmente a batata, mas vou pesquisar esses detalhes mais à fundo e te falo! Enquanto isso, aproveita algumas receitas aqui do site que são deliciosas e totalmente livres de carboidratos. DEixa o consumo de carboidratos por conta de frutas frescas, que são uma fonte maravilhosa!

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Karla February 3, 2009 at 11:36

Olá! Sou irmã de um autista de 09 anos e defendo a dieta SCSG porque meu irmão teve uma melhora fantástica depois que parou com o glútem e com a caseína e se ele come (na ecola ou por algum descuido) algo com gluten ou leite ele fica ruim. Teve bronquite esses dias por consumir suco orgânico com germen de trigo. Suspendemos o suco e ele voltou ao normal. Tenho uma apostila diagramada por mim e pela minha irmã e de pesquisa feita por Cláudoa Marceliono, mãe de autista, que gostaria que divulgasse. Leio e estudo muito e acho que artigos como esse que você colocou deixam as pessoas confusas. Fiquei feliz por você falar de autismo no seu blog (poucos falam) mas fiquei triste com a maneira que você tratou a dieta… perecendo tudo ficar mais difícil ainda. Concordo que não é apenas o gluten e a caseina que atrapalha nossas crianças mas elimina-los é fundamental e por isso o “nome da dieta” enfoca nisso. Meu imão só come alimentos orgânicos e não pode com algumas frutas com fenol, come pouca açúcar e mascavo… Quer receber a apostila? Assim você me ajuda a incentivar aos pais a praticá-la.

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Pat Feldman February 3, 2009 at 13:16

Olá Karla, bom saber da melhora do teu filho com esta dieta! Na verdade, talvez eu tenha me expressado mal ou você tenha interpretado mal o que eu escrevi: em nenhum momento disse que a dieta SCSG era inútil ou perda de tempo, pelo contrário!!

Esta dieta é de grande valia, ajuda em muitos casos e é parte dos cuidados a serem tomados. Porém ela sozinha não é suficiente para uma verdadeira melhora no quadro de autismo. Meu texto foi baseado principalmente na minha leitura do livro e artigos da Dra. Natasha Campbell MacBride, super fera no assunto. Ela incluisive no livro oferece opções interessantíssimas para o cardápio de crianças autitas. Pretendo chegar a essas sugestões e receitas em breve.

Ainda vou escrever sobre os problemas do fenol e algumas outras dicas interessantes que aprendi nas minhas pesquisas. Vou procurar testar uma das receitas da Dra. Natasha o quanto antes, em tua homenagem, e posto aqui no site!

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Valeria Conti September 28, 2013 at 13:14

Ola !
Eu tenho um filho autista e faco a dieta especial ha mais de 5 anos e posso dizer que o progresso dele esta maravilhoso. Eu tambem acho que alguns produtos sem gluten e sem caseina , podem ser tao industrializados quando os produtos que carregam gluten e caseina. Atualmente, moro nos EUA e posso dizer que encontro variedades fantasticas de produtos SGSC, organicos e bem saudaveis. Eu acho tudo aqui, como tambem acho receitas maravilhosas em blogs especializados para dietas especiais.Eu soube que alguns paises na Europa , sao bem mais exigentes quando a qualidade da alimentacao do que aqui nos EUA. Eu estarei visitando Portugal no ano que vem com meu filho, e espero que eu consiga achar produtos SGSC ,como tambem, restaurantes. Se alguem puder me indicar restaurantes seguros SGSC e supermercados que carreguem produtos SGSC, eu agradeceria!!

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Lu November 24, 2013 at 16:04

Oi karla! Gostaria de ler sua apostila. Vc poderia me enviar, por favor. Lucianapersiano@hotmail.com. Muito obrigada!!!

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Maria October 11, 2014 at 20:42

Olá Karla, tenho um filho no espectro autista. Fiquei curiosa pela apostila, envia pra mim… Bj

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Karla February 4, 2009 at 9:25

Acho que a a boa alimentação um grande passo para termos avanços no autismo. A maioria dos pais e parentes que conto sobre a dieta acham bastante difícil excluir certos alimentos. Adicionei o seu blog por acaso, porque adoro cozinhar e de repente, um assunto que não é discutido em nenhum lugar (somente em grupos com esse tema) está lá, num site de culinária que eu adoro. Eu entendi o que você quis dizer e concordo. Tirar o glútem e a caseína não é tudo mas podemos falar de uma outra maneira tipo “dieta sem glutem e sem caseína e mais dicas para a melhora do autismo” ao invés de falar que “não é tudo”.

Que bom que vc vai olhar uma receita pra mim! Fico feliz.
Me fala seu email pra eu te enviar a apostila, você vai gostar pois tem receitas :)

Entra no blog do meu irmão depois! http://blog.agencialumini.com Lá tem uma “aba” para a dieta com tudo que tem na apostila menos as receitas. Mas no email posso te mandar tudo diagramadinho!

Obrigada por me responder e por estudar e pesquisar sobre o tema. Fantástico… Se o mundo tivesse mais pessoas como vc, seria 10!

Beijokas!

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Sabrina Alves Rodrigues September 16, 2014 at 13:32

Ola Karla! Será que você pode me mandar essa apostila por e-mail? sabria.enzo32@gmail.com
Desde já agradeço!
Sabrina

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Severino Moreira February 28, 2009 at 16:55

Obrigado, antes de mais, pelas vossas intervenções. Ter influência positiva uma certa e cuidada linha de alimentação, é algo que desconhecia …

Seria possível usarem uma linguagem ainda mais descodificada, no que se refere aos tipos de alimentação aconselháveis? Se posteriormente aos termos supra citados (caseína,glúten etc.)forem citados exemplos circunstanciados dos alimentos que os relevam,é bem possível que mais gente possa aproveitar deste vosso valiosíssimo trabalho de investigação/ versus divulgação.
A população que visita hoje estas fontes da internet, é como sabeis heterogénea, e portanto academicamente variadíssima … – e uma linguagem mais es+ecificamente ilustrativa pode ajudar muitíssimo mais gente!

Peço perdão, mas já agora uma dúvida se me instalou, acredito que por limitação minha: já há aval consentido por parte das Ciências Médicas para a validade utilitária das dietas aqui apontadas?

Creiam-me penalizado por ocupar-vos este espaço, e aceitem as minhas felicitações pelo vosso trabalho!

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Lucilene April 6, 2009 at 21:14

Ola gostaria de congratula-la por seu artigo. Moro nos EUA ha 09 anos e tenho um filho com Autismo (aqui nao podemos mais dizer AUTISTA) o que concordo. Tenho no meu convivio inumeras pessoas que tentaram e persistiram com a dieta gluten-free/caseina-free e valeu a pena. Viram progressos substanciais nos seus filhos e alguns que tentaram interromper ou parar com dieta verificaram que as criancas praticamente surtavam. E uma dieta que exige paciencia, dedicacao e investimento pois os produtos embora mais baratos que o brasil ainda assim sao caros, contudo concordo nao ser o unico caminho. Nos mudamos nossa alimentacao toda em casa e mesmo os alimentos GF/CF do meu filho optamos por organico. Nunca tambem devemos menosprezar o papel das terapias (fono, TO e etc) na vida do individuo com autismo pois nao existe um unico fator que vai determinar a melhora.

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leia June 3, 2010 at 23:41

ola Lucilene, eu moro aqui nos EUA, gostaria de trocar informacoes com vc, sobre a dieta, alimento comprado aqui. Beijos!! meu e-mail e jacileasullivan@hotmail.com

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Valeria Conti September 28, 2013 at 13:28

Oi!!
Tambem moro no EUA !! E tambem tenho um filho autista que esta na dieta GFCF ha mais de 5 anos. E tambem concordo que nao existe um so fator para o progresso da crianca, e sim um conjunto de fatores, como terapias, boas escolas , dieta e etc…

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Marcelo Costa de Oliveira April 16, 2009 at 16:42

Olá Pat Feldman,

Recomendo a você e a seus leitores estes livros:
1) The UltraMind Solution: Fix Your Broken Brain by Healing Your Body First do Dr. Mark Hyman;
2) Ultrametabolism: The Simple Plan for Automatic Weight Loss também do Dr. Mark Hyman e já disponível em Português;
3) The Spectrum: A Scientifically Proven Program to Feel Better, Live Longer, Lose Weight, and Gain Health do Dr. Dean Ornish.

Obviamente, incluo nesta lista o livro da Dra Natasha que descobri aqui em seu blog. ;-)

Todos eles corroboram este seu artigo e não só em relação ao Autimo, mas em relação a praticamente todas doenças crônicas. A própria Dra. Natasha já escreveu um segundo livro – Put Your Heart in Your Mouth – que trata da prevenção e cura de doenças cardíacas através da alimentação.

[s] Marcelo

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Pat Feldman April 16, 2009 at 17:39

Marcelo, eu já estou com o segundo livro da Dra. Natasha em mãos – inclusive assisti à palestra dela falando sobre o assunto num congresso do qual participei em San Francisco, em novembro de 2008. Foi interessantíssimo e eu não vejo a hora de ler o livro, que está esperando na “fila”!

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lucia da costa almeida May 11, 2009 at 10:07

sou mãe de um rapaz de 23 anos e portador do espctro autista,iniciamos há uma semana a dieta livre de glúten e caseina.Vi que a Carla,irmã de um rapaz tbem que vive o mesmo problema que meu filho,elaborou uma apostila com receitas,nossa,seria muito bem vinda essas receitas para mim que não tenho outra saída a não ser investir nessa dieta,já que tentamos de tudo e até agora temos tido dias muito difíceis com as constantes crises agresivas dele,peço encarecidamente que me forneça meios de conhecer as receitas da Carla,Obrigada.

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Karla September 3, 2009 at 15:02

Você pode ler a apostila na aba do meu blog: http://blog.agencialumini.com ou me mandar email para karluiza@gmail.com

Beijokas!

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Evellyn Diniz August 11, 2009 at 1:35

Olá Pat. Tenho uma filha de 2 anos e 6 meses no espectro autista e há 6 meses estamos “intervindo”. Uma destas intervenções foi a dieta SCSG que resultou em uma drástica diminuição das dermatites atópicas e parou com a diarréia que era “normal” na vida dela. Ela agora faz cocô normal, parou de aparecer a monilha no bumbum que era uma evolução do eczema. Enfim, só fazem 3 semanas e além do mais ela começou a APONTAR, quem tem uma criança no espectro sabe que muitas não usam esse recurso. Enfim, nos utilizamos desta e de outras intervenções. O que me CHOCOU aqui foi ler sobre fécula de batata, açúcar (nem o mascavo orgânico pode?), fécula de mandioca, arroz? Nossa! E agora? Veja bem, não foi difícil colocar minha filha na dieta, pois ela já comia verdura, frutas, feijão…nunca dei a ela doces, refrigerantes, danones…essas coisas. Mas eu dava alguns tipos de biscoitos como Club Social, crackers, sabe? E bolo também. Após o início da dieta não acertei fazer nem biscoito, nem bolo em casa que ela gostasse, tudo receita da internet com Quinoa, farinha de arroz, etc…Ela rejeitou tudo que fiz em casa. Hoje encontrei numa casa de produtos naturais uns biscoitos SCSG, mas tem as “féculas” de batata e mandioca, açúcar, essencia de baunilha, espessante, farinha de arroz, fermento, ovo, gordura vegetal, essencia de côco e côco ralado. ELA ADOROU! Fiz mal em dar a ela? Agora fiquei preocupada, pois tenho feito o melhor que sei, tenho comprado só orgânicos, Quinoa, arroz integral, tenho dado muito suco (adoçado com mel ou mascavo orgânico) e água de côco. Agora não sei mais o que pode e o que não pode. Se for assim ela vai viver de fruta e verdura, nada mais. SOCORRO!
ME DÁ UMA LUZ!

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Valeria Conti September 28, 2013 at 13:23

Evellyn, tente trocar o acucar mascavo ou mel por agave. Tenho um indice glicemico baixo e e muito saboroso. Eu uso o agave para adocar sucos ,fazer sobremesas e muito mais.
Eu sei que e um desafio mesmo…mas a dieta especial, funciona muito bem para o meu filho, e nao me arrependo em ter comecado esta dieta com ele. Hoje em dia, ele sabe tudo o que ele pode comer e o que ele nao pode.
Boa sorte!!!

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Evellyn Diniz August 11, 2009 at 1:38

Só queria ressaltar, caso não tenha ficado claro, que os crackers e o bolo eu dava ANTES da dieta. Estamos cumprindo a dieta à risca. Esta foi a primeira vez que demos biscoitos, os tais SCSG.

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DANIELA TAVARES August 22, 2009 at 12:03

EU TENHO UM FILHO COM ESPECTRO AUTISTA TID . EU ESTOU A DIETA SEM GLUTEM E SEM CASEINA MAS ELE ME PEDE CHOCOLATE TODA HORA E NÕ SEI MAIS O QUE FAÇO POIS ELE NÕ PODE. ESTOU DANDO LEITE DE SOJA ADES SERA QUE PODE?

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Pat Feldman August 22, 2009 at 12:25

Daniela, veja aqui a minha opinião sobre soja: http://pat.feldman.com.br/?p=5

Ele quer o chocolate em barras? Esse eu não recomendo, mas você poderia tentar uma bebida achocolatada, feita com leite de coco ou castanhas (tem as receitas aqui no site, use sempre a versão caseira), adoçado com quantidades mínimas de mel ou melado.

Que tal?

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Chef Jane Manns September 10, 2009 at 21:46

Ola Pat,encontrei seu site numa comunidade de vacinas e resolvi visita-la. Tenho um filho de 11 anos com aspergers symdrome e por causa dele estudei tudo que encontrei sobre a dieta sem gluten e sem casein, o que nao encontrei de receitas que fossem nutritivas para o organismo do meu pequeno eu inventei..foram anos de “cozinha branca de farinha”. Hoje sou reconhecida no meu trabalho( sou chef de dietas restrictas ) e tenho a satisfacao de dizer que nao soh essa dieta mudou a vida do meu filho, mudou tambem a vida de 75% dos meus pequenos clientes portadores de autismo. Digo 75% porque por alguma razao essa dieta nao funciona em 100% dos que a tentam, talvez uma das razoes seje porque a maioria das criancas com autismo/e ou aspergers symdrome tem algum tipo de “food alergy” fora a caseina e o glutino. Concordo plenamente quando vc diz que somente a dieta nao resolve, mas ela eh um passo bem importante.
Otimo o seu trabalho, parabens e obrigada :)
chef Jane Manns

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maria paula de miranda September 27, 2009 at 23:32

olá pat,tenho uma filha de 4 anos, e com 1ano e seis meses desenvolveu sintomas do aspecto autista, bem, depois de muita busca descobrimos a dieta e ela melhorou muito, mas como vc já deixou claro só a dieta não resolve, fizemos exames de alergia alimentar, entoxicação por metais entre outros e o resultado foi que além da dieta ela faz uso de suplementos e nistatina para o controle da cândida que é um problema constante na criança autista. bem, queria dizer que minha filha hoje depois de 8 meses em tratamento ela é o utra criança,brinca e demonstra afetividade, atende aos nossos chamados e se assusta quando flagrada fazendo algo errado, para nós é o máximo! sabemos que que ainda temos um longo caminho pela frente mas é muito bom vê-la valtando para nós. E queria que outros pais sentissem essa alegria, e não desistissem. obrigada pelas informações e espero que outras pessoas façam a dieta e busquem mais informações para darem mais qualidade de vida para seus filhos.

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Jaqueline October 25, 2009 at 11:59

Vi que vc tbm tem matérias sobre a DrªNatasha Campbell. Vc sabe se o livro que ela publicou foi traduzido para português? Procurei mas não consigo encontrar.
Beijos e obrigada

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Pat Feldman October 25, 2009 at 12:26

Jaqueline, uma leitora aqui do site traduziu o livro, mas aidna precisa de revisão e de uma editora, além da autorização da Dra. Natasha para publicá-lo.

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Jaqueline October 26, 2009 at 14:58

Estou super curiosa para ler!!!
Quando estiver liberado me avise! :)
Beijos

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EULINDA CARNEIRO December 3, 2009 at 8:52

Tenho um neto com características de autismo ,ele está com 2 anos de idade,goataria que me enviasse receitas sem glúten e caseina,próprias pra idade dele. onde moro ,não vende muitos produtos próprios. AGRADEÇO DE CORAÇÃO !

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VALERIA MENDES LIMA December 16, 2009 at 10:22

tenho unm filho com quatro anos autista.

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Lucia da Costa Almeida December 30, 2009 at 11:37

Posso também garantir que a dieta sgsc ajuda,mas não é tudo.Fazemos a dieta com meu filho de 23 anos,e,infelizmente não dá o resultado pretendido.Não abro mão da dieta por ser absolutamente indispensável na perda de peso do portador do espectro autista,fazemos o tratamento biomédico,mas infelizmente está ano luz distante de ter sido absolutamente eficaz,porém,não perco as esperanças.Abraços

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Fernanda March 11, 2010 at 15:13

Olá, gostaria de saber alguma receitas sem glútem.Obrigada.

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gilberto August 11, 2010 at 12:51

pessoal, tem 2 grupos do yahoo que tratam da dieta sgsc e ourtas coizitas mais:
autismoesperança
autismotratamento

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Luciana September 1, 2010 at 15:27

Pat,eu sou mãe do Marcos Vinícius,que tem autismo,é achei um artigo antigo sobre glúten e caseína,achei muito esclarecedo,muito se fala nessa dieta,mas eu em particular sou contra,porque privar de tantas coisas que meu filho gosta,sem necessidade é tanto cruel,aliás ele adora come.Ainda tem muitos mitos sobre o Autismo,que deveria ser esclarecido com por exemplo seu inteligencia acima do normal ou será que ele,só se interessar por um assunto ele fica sabendo demais sobre determinado assunto.Saudação carioca Luciana.

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Pat Feldman September 1, 2010 at 18:30

Luciana, eu acho que a dieta sem glúten e sem caseína é uma parte importantíssima no tratamento/controle do autismo, que fique bem claro, mas depois de tudo que estudei, conclui que apesar de importante (e muito) não pode ser o único cuidado a ser tomado. Eu tenho certeza que que o “sofrimento” de privá-lo de certos alimentos – você pode substituir por outro tão ou mais saborosos e muito mais nutritivos – trás muito mais benefícios do que tristeza.

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soraya dias souza September 30, 2010 at 3:18

SORAYA DIAS,DEERFIELD BEACH,FLORIDA.DIETA E IMPORTANTE NA CURA DE AUTISMO,PESQUISE,ESTUDE,FOI COMPROVADO AS MUDANCAS.

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Pat Feldman September 30, 2010 at 5:42

Eu nunca disse que a dieta não é importante. Aliás eu não disse nada, apenas transmiti as idéias fantásticas da Dra. Natasha, especialista reconhecida internacionalmente. A dieta faz diferença SIM, porém não é tudo! Há muito mais a ser feito!

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Karla Coelho November 15, 2010 at 16:55

Pat, acho que vpcê deveria mudar o título desse post pois até hoje ele causa polêmica e você tem que explicar a mesma coisa várias vezes. Eu caí aqui (sempre que pesquiso a dieta caio aqui) pois estava pesquisando sobre autismo e percebi que o título causa dúvidas. Se uma pessoa é leiga e vê um texto grande mas tem preguiça de ler, ela já desanima da idéia de cara, se uma pessoa é defensora da dieta lê, ela se revolta…

Eu entendo o que vc quer dizer. A dieta SGSC está tirando o meu irmão do espectro mas não retiramos apenas o GLUTEM E O LEITE e sim a alimentação vazia (balas, chocolates, etc), diminuímos muito o açúcar, alimentação 100% orgânica, suco da luz todos os dias, grãos germinados, trocamos as panelas de lúmínio, cremes, shampoos, sabonets sem corantes e com menos química possível, pasta dental sem flúor, etc.

Refrigerante não tem glúten nem leite e é péssimo para um autista. A coca por exemplo tem muita química, caféina, corante e açúcar demais (esses últimos causam muita hiperatividade); se for diet ainda tem o tal aspartame… aff

As pessoas precisam entender que a retirada dessas duas próteínas (glúten e caséina) é um passo mas o ideal é ir para a cozinha e fazer lanches e comidas naturais e saborosas, comprar menos industrializados, ler todos os rótulos e de preferência, tudo sem agrotóxico.

Obrigada por divulgar o autismo. Adoro seu blog. Beijos!

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Pat Feldman November 15, 2010 at 17:40

Karla, eu vou é destacar a palavra chave do título: SOMENTE!!!! Obrigada pela dica!

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Valeria Conti September 28, 2013 at 13:41

otima a sua colocacao!!! A soja tambem tem os mesmos efeitos da proteina do leite. Meu filho e bem organico e ele ja escolhe o que comprar no supermercado. A dieta tem um peso importante na vida das criancas que estao no espectrum. E meu filho nao se priva de nada, pois nos achamos produtos de altissima qualidade aqui nos EUA, eles nao sao baratos, mas podemos declarar tudo que e “medicamente necessario” nos nossos impostos. Meu filho e muito saudavel gracas a esta dieta!!!

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Maureen November 15, 2010 at 23:15

Quem usa açúcar na dieta está por si só longe na dieta SGSC que tem apresentado resultados em autistas.

Eu acompanho (como amiga) há quase 4 anos uma criança autista e que faz essa dieta e os resultados são surpreendes, ela tem 10 anos e faz a dieta há mais de 6 anos. É oferecer qualquer coisa fora da dieta e o efeito negativo é percebido imediamente. Mas até frutas eram evitadas, agora ela pode consumir frutas com bastante limitação. Outras famílias que seguem a dieta tem obtido o mesmo sucesso.

A maioria dos seguidores da dieta levam super a sério, principalmente com o uso de ingredientes e receitas da ‘Raw diet’, os ingredientes são caros e é ‘hard work’, são horas de preparação para bolos, pães e demais produtos do consumo diário.

Macarrão de arroz (estilo ‘chinese noodles’) é um ótimo substituto para as massas.

Para adoçar o Agave é um adoçante natural com a textura do maple syrup (ou Karo).

O ambiente também é livre de químicos no quarto da criança com móveis de madeira natural, tinta orgânica, nada de compensado ou qualquer tipo de prensado de madeira que emita gases, colchão orgânicos especial.

Vale a pena o esforço!

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Pat Feldman November 16, 2010 at 6:23

Maureen, você entendeu bem o espírito da coisa: somente SGSC não é suficiente! Em alguns casos há que se abster até de frutas, que são saudáveis, mas contém açúcar naturalmente e na maioria dos casos estão infestadas de pesticidas!!! Industrializados então, não há o que falar, devem passar muito longe, tenham eles ou não o glúten e a caseína.
Os cuidados com o ambiente em que se vive também são importantes, bem lembrado!

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Isabella July 13, 2013 at 16:37

Agave é altamente processado e deve ser evitado.

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Maureen November 16, 2010 at 10:50

Exato.

Eu não entendia o pq da menina não comer fruta NENHUMA e a mãe me explicou sobre a frutose. Hoje a mãe libera uma frutinha ou outra mas não é diário e em pequenas porções.
É difícil mas o resultado aparece.

Hoje a menina faz terapia por um programa muito conceituado do governo canadense (conseguido com muita luta) mas até uns 2 anos atrás ela não recebia apoio nenhum. Por conta desse progresso eventualmente é liberado alguma coisa fora da dieta, mas muito de leve, no aniversário dela ou algo assim.

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