Você ainda vai dar leite de soja para o seu filho?

by Pat Feldman on 22/01/2008 · 94 comments

in Alimentação, AMIGOS, ARTIGOS, Leitores do Crianças na Cozinha

A Vera Falcão tem sempre artigos maravilhosos na manga, mas eu adorei este em especial, que desmistifica a adoração atual aos produtos à base de soja.

Fica aí para vocês lerem e refletirem. A minha opinião sobre o assunto já foi publicada AQUI.

Você ainda vai dar leite de soja para seu filho??

Fórmulas infantis à base de soja: outra verdade

A NATUREZA DISTANTE:
FÓRMULAS INFANTIS À BASE DE SOJA
(UMA OUTRA VERDADE SOBRE O LEITE DE SOJA)

Será que pessoas que querem se alimentar “naturalmente” devem ingerir leite… de soja?

Em janeiro de 2004, o departamento de saúde do Reino Unido, através do periódico CMO’s Update (comunicado a todos os médicos) recomendava aos pediatras, mais uma vez, que não se indicasse fórmulas infantis à base de soja para alimentação infantil.

No Brasil, costumamos chamar as fórmulas infantis de leite em pó.  Quando se examina com atenção a composição das latas dos leites em pó para crianças podemos perceber que na verdade não se trata de leite em pó. São ordinariamente fórmulas alimentares. Como soa melhor dizer leite em pó, as pessoas em geral não prestam atenção ao conteúdo dessas apresentações alimentares. Mas quando oferecemos óleo de canola, presente nas fórmulas infantis mais comuns, para um recém nascido, estaremos seguindo a trilha natural da alimentação humana?

Bem, oferecer substâncias inusitadas aos nossos filhos é uma atitude típica da única espécie que parece que tem vergonha de ser um mamífero. Na verdade parece que o homem tem mesmo é vergonha ser do reino animal. Pior: talvez tenha vergonha de ser um membro da teia alimentar. Essa fantasia de se sentir separado da natureza tornou o ser humano mais destruidor organismo vivo do planeta, mas com a benção de ser semelhante a Deus!

Voltando ao enunciado…

Se você se interessou pelo assunto e quer se aprofundar na questão dos malefícios da soja, recomendo fortemente a leitura deste livro, ainda sem tradução para o português

Se você se interessou pelo assunto e quer se aprofundar na questão dos malefícios da soja, recomendo fortemente a leitura deste livro, ainda sem tradução para o português

Porque será que essa recomendação foi feita? O texto adverte: “As formula baseadas em soja tem altos conteúdos de fitoestrogênios, o que pode colocar em risco a saúde reprodutiva das crianças”. Mais adiante o mesmo artigo diz que o Comitê Científico de Recomendação Nutricional estabelece que não existe um único benefício que justifique o uso desse tipo de alimento industrial para bebês. E mais: “… não existe uma única condição clínica que requeira especificamente o uso de fórmulas a base de soja”.

Essas são recomendações do ministério da saúde inglês. Devemos acreditar que isso não seja implicância com os países que tem na soja importante forma de comércio.

Vamos examinar melhor esse extravagante produto que muitos gostam de chamar de leite de soja, na verdade um extrato vegetal. Esse extrato é comparado ao leite com a única finalidade de confundir o público consumidor e com propósitos muito distantes de oferecer um alimento natural, especificamente aos recém nascidos e às pessoas em geral.

UM POUCO DE HISTÓRIA

De um modo geral as pessoas são facilmente seduzidas por uma idéia aparentemente interessante: os chineses consumiam muito leite de soja e o ofereciam aos seus filhos. Como a história não é o forte do aprendizado escolar, as pessoas aceitam idéias que parecem fazer algum nexo sem contestação.

Mas se imaginarmos como se produz o leite de soja não é muito difícil refletir que não haveria tecnologia industrial que habilitasse os antigos orientais a produzir esse derivado de soja.

De fato, a primeira fórmula infantil a base de soja conhecida, foi empregada na América do Norte, provavelmente em 1909. Foi elaborada por um pediatra, dr. John Ruhrah, preocupado em oferecer opções as crianças com problemas digestivos.

Em 1916, o Jornal da Associação Médica Americana publicava um artigo que estudava o uso de uma formulação com soja para crianças com diarréia, com uma taxa de sucesso de 59,4%.

No Oriente, o primeiro uso desse tipo de formulação data de 1928, mas teve sua composição modificada já em 1931, em função de carências nutritivas. (Essa nova fórmula continha sal, açúcar, lactato de cálcio, óleo de fígado de bacalhau e água de repolho). Um representante do Departamento de Saúde Pública de Pequim, em 1936, reconheceu que não havia qualquer indicação tradicional de que o “leite” de soja fosse utilizado por mulheres chinesas para alimentação de crianças até então.

Na verdade a primeira fórmula desse tipo de uso comercial, na própria China, foi divulgada por um Harry Miller, um médico adventista do sétimo dia. A origem oriental do leite de soja para uso infantil não passa de um esfarrapado mito!

PROBLEMAS NA COMPOSIÇÃO

O leite de soja, seja na formulação de pó em lata ou líquida em caixas, jamais é pura soja.

Isso seria absolutamente maléfico.

Esses produtos são fortemente modificados em sua composição final para atender predicados mínimos de saúde nutricional. E esses predicados foram se modificando ao longo do século XX, conforme foi se descobrindo suas insuficiências e potencialidades tóxicas.

Como poderemos perceber esse tipo de alimento só tem a palavra saudável ou natural em seus rótulos para obter simpatia de marketing! Essas expressões são obviamente fraudulentas.

O leite de soja é enriquecido com: metionina – fundamental para o crescimento, carnitina – para adequada função da mitocôndria, taurina – aminoácido oxidante importante para o metabolismo de ácidos biliares. Os minerais são absolutamente carentes na soja assim o enriquecimento com zinco, cálcio, fósforo, ferro e cloretos é fundamental.

É caricatural se ouvir sobre a importância do uso de leite de soja para mulheres na menopausa que não tomam leite. O cálcio, que se diz presente naquelas sedutoras embalagens de derivados de soja, foi colocado lá artificialmente! E se não estivessem lá o metabolismo do cálcio seria seriamente comprometido. A soja pode ser um terrível problema para o desenvolvimento ósseo normal.

Outro grave problema é o excesso de manganês. Esse excesso nem é uma conseqüência da industrialização. Ë um problema inato do grão de soja. Tal mineral pode ser encontrado em concentrações 30 vezes maiores que a do leite humano. O excesso de manganês pode estar associado á déficit de atenção, dificuldade de aprendizado, distúrbios de comportamento e agressividade.

Como esse é um aspecto inato da soja, talvez a única solução para acabar com esse problema seria não produzir mais esse tipo de manufatura alimentar.

PRESENÇAS INCÔMODAS

Parte dos problemas que levam a falta dos minerais tem a ver com os constituintes incômodos da soja.

Os fitatos – ou ácido fítico – reduzem de forma marcante a absorção de vários importantes minerais alimentares.Esses fitatos não são completamente neutralizados pelo processamento doméstico e nem mesmo, industrial. Os inibidores da tripsina são outros desagradáveis constituintes desse vegetal. Eles perturbam a digestão das proteínas e podem levar a distúrbios pancreáticos.

Há ainda os agentes anti-tireoideos, ou groitogênicos, que podem estar associados a doenças auto imune que afetam essa glândula. Os danos à tireóide foram descobertos já em 1939, e isso obrigou os fabricantes a adicionar iodo aos derivados de soja. Infelizmente, isso pode não ser o suficiente para proteger plenamente os consumidores.

O processo industrial pode gerar lisinoalanina – agente tóxico, e nitrosaminas, reconhecidos carcinogênicos. Além disso, pode ser produzido MSG, ou ácido glutâmico, com ação neurotóxica. Adicionalmente os produtos a base de soja podem ter taxas elevadas de alumínio, um dos tóxicos minerais mais comuns presentes no organismo.

O ASPECTO IMUNOLÓGICO

Entre os nutrientes da soja os fatores alergênicos tem alta relevância.Afinal o leite de soja é oferecido ao consumo como um produto hipoalergênico. Entretanto desde 1930 os produtos a base de soja são reconhecidamente indutores de alergia.

Naquela época já era percebido que as crianças verdadeiramente alérgicas ao leite de vaca seriam também alérgicas ao leite de soja. Recentemente o Colégio Australiano de Pediatria advertia que esse tipo de produto não deveria ser utilizado como profilaxia para quadros alérgicos frente aos seus potenciais riscos para a saúde geral da criança, além do mais a proteína de soja é alergênica por si mesma.

Pesquisas científicas descobriram que as fórmulas de soja reduzem as imunoglobulinas e proporcionam mais infecções do que em crianças alimentadas com produtos naturais (leite de peito ou de vaca).

Outras pesquisas mostram uma deficiência na resposta imunológica às vacinas em nenês alimentados com soja. Seus autores advertem que proteínas vegetais nunca deveriam ser administradas às crianças nos primeiros meses de vida.

OUTROS NUTRIENTES

A lactose é responsável pela doçura do leite materno. No organismo ela é transformada em galactose e será importante constituinte da mielina das células do sistema nervoso central.

Os fabricantes de fórmulas infantis a base de soja utilizam sacarose ou xarope de milho, bem mais baratos, na confecção de seus produtos. Colocam em seus rótulos a virtude de não terem lactose, que como todos nós temos ouvido em tempos de modernismos, parece ser um problema na constituição bioquímica do leite.

A fraude é óbvia.

Após milhares de anos consumindo leite na primeira fase da vida, o século XXI tenta provar que a lactose é um problema para o homem mamífero. Subverter a natureza é um fator fundamental para o avanço do capitalismo científico. As pessoas estão apressadas demais para se lembrar do óbvio.

Os mamíferos são os mais complexos seres vivos do reino animal.

Todos os animais precisam alimentar seus descendentes com outros seres vivos desde os primórdios do nascimento. Isso obriga os pais a buscarem alimento no meio ambiente, tarefa sempre carregada de algum risco. Os mamíferos têm uma vantagem adaptativa óbvia sobre os demais membros do reino animal: produz o alimento de sua prole. Essa vantagem deve ter sido ainda mais relevante para um grupo especialmente frágil de filhote, o filhote humano, que precisa de muito tempo para poder enfrentar as agruras ambientais. Um dos mais marcantes ingredientes desse alimento é um glicídio, a lactose. Trata-se de uma molécula que se transforma em dois açúcares de excepcional importância: a galactose e a glicose. A natureza escolheu a lactose como elemento fundamental do leite. O desenvolvimento do sistema nervoso central é alvo fundamental de um alimento especial para os primeiros meses de vida dos lactantes. A galactose é parte fundamental da formação da mielina das células do nervoso central.

Uma rara doença genética, a galactosemia, onde o metabolismo da galactose é afetado, mostra como a falta desse glicídio é perversa para o sistema nervoso central. Privar as crianças da lactose pode salvá-las de problemas tóxicos agudos, mas não evitará o surgimento de problemas neurológicos no futuro… Que infelizmente, não serão os únicos.

O leite à base de soja tem outra “virtude” do mundo new age: tem zero % de colesterol. Ao contrário do leite materno que é riquíssimo nessa substância, que pode corresponder a 50% de seu valor energético. O colesterol é fundamental para o desenvolvimento normal do sistema nervoso central. Todas as vitaminas lipossolúveis – A, D, E e K – naturalmente faltam nas fórmulas à base de soja. Não existe vitamina B12 em qualquer alimento do reino vegetal e essa vitamina absolutamente vital também falta no leite de soja.

A insensata crença de que o beta caroteno vegetal pode ser um substituto da vitamina A pode trazer danos ao fígado de recém nascidos e levar à falta dessa vitamina. Problemas oftálmicos podem acontecer. A antiga tradição de se adicionar óleo de fígado de bacalhau visava suprir essas limitações: vitaminas A e D.

ATAQUE À SEXUALIDADE

Como já vimos a soja tem vários anti-nutrientes: os inibidores da tripsina, o fator anti tireóide, os fitatos, o fator alergênico. Um quinto fator anti-nutriente é composto pelos fitoestrogênios.

Como todos sabemos a soja é rica em isoflavonas. É público e notório que as isoflavonas tem atividade biológica similar aos estrogênios. Muitas pessoas crédulas dos benefícios dos alimentos de origem vegetal entendem que as isoflavonas são uma dádiva abençoada por Deus presente nesses seres vivos.

A maioria não se pergunta: porque as plantas têm isoflavonas? Será que isso não tem uma finalidade a favor delas e contra seus fanáticos consumidores? Algumas pesquisas demonstraram uma péssima virtude dos fitoestrogênios: inibir a capacidade reprodutiva dos seus predadores.

Ao contrário do que muita gente gostaria de acreditar, os agentes estrogênicos presentes nas plantas podem ser um delicado veneno que não mata, mas inibe a reprodução e corrompe lentamente a saúde de quem o consome.

Nos anos oitenta as chitas (mamíferos felinos tipicamente carnívoros) de um zoológico de Cincinnatti, não se reproduziam. Sofriam de um dano reprodutivo induzido pela genisteína e pela daidzeina – isoflavonas presentes em altas doses na sua ração a base de soja. Havia alteração na ação do eixo hipotálamo-gonodal, e nas qualidades do endométrio no útero. Sem surpresa, as chitas alimentadas com carcaças de animais não tinham esse problema. Nada como deixar a natureza agir por si!

A ação negativa de fitoestrogênios não é uma novidade: já nos anos 40 a doença do trevo trouxe prejuízos aos criadores de ovelhas, na Austrália. O excesso de uma substância que se comportava como estrogênio: o formononetrin foi responsabilizado pelo problema.

Em 1999, um artigo britânico da Comissão de Nutrição do Reino Unido advertia que os efeitos das isoflavonas presentes nos produtos de soja já estavam claramente definidos. Incluíam alterações nas funções das glândulas sexuais, no sistema nervoso, na tireóide e nos padrões de comportamento.

Elas são amplamente absorvidas pelos lactantes e alcançam taxas sangüíneas comparáveis àquelas encontradas em estudos com animais de laboratório sobre a ação estrogênica dos vegetais.

Alguns autores entendem que a alimentação à base de soja em lactantes os expõe a ingestão de quantias similares a cinco pílulas anticoncepcionais por dia. Alcançam 13000 a 22000 vezes mais agentes estrogênicos em circulação do que crianças alimentadas com leite. Pode ser altamente prejudicial aos meninos que precisam ter eficiência nas ondas de ação de testosterona nos primeiros meses de vida.

A alimentação com soja pode estar incriminada no incrível aumento de puberdade precoce entre as jovens americanas, (chega a 50% entre filhas de origem africana). Os garotos podem apresentar problemas de desenvolvimento físico e sexual. Eles também parecem ser mais sensíveis a problemas de desenvolvimento cognitivo.

DIFERENÇAS INATAS

Uma das questões que mais chama a atenção na busca histérica de se substituir o leite materno por produtos muito diferentes das necessidades dos mamíferos é um tanto quanto óbvia, mas esquecida: os leites das várias espécies de mamíferos são bastante semelhantes em seus macro e microcomponentes. Pode haver diferenças em suas concentrações, mas não em suas composições.

Fabricar um novo produto, industrial, a partir de componentes de plantas, que não devem nenhuma obrigação alimentar a outros seres vivos, a não ser garantir a sobrevivência de sua própria espécie, é um enorme desafio.

Além de diferenças na macrocomposiçã o, é possível que outros microcomponentes, ainda não perfeitamente identificados possam trazer outras desordens ao funcionamento orgânico do ser humano.

Cada espécie seguiu seu próprio rumo de aptidão no ecossistema.

Infelizmente o homem tenta recriar a natureza ao sabor de interesses financeiros, antes do bem estar da humanidade. No início do século XXI, ver tanto “leite” de soja a venda nos supermercados é a prova caricatural de como o desenvolvimento tecnológico se distanciou e afasta ainda mais o homem das suas origens biológicas. E quanto mais distantes ficarmos de nossas premissas biológicas, mais desequilibrados, mais enfermos deveremos ficar.

De qualquer maneira tem aparecido muita bibliografia e muitos sites na Internet, que se contrapõem ao trator de uma visão convencional que atropela e redefine a verdade ao sabor de interesses muito singelos: aumentar o poder das empresas que fabricam, transformam e distribuem os frutos de suas commodities.

As novas modas alimentares (soja – produtos dietéticos – produtos sem colesterol e baixo teor de gordura), curiosamente, sempre têm beneficiado as tradicionais corporações multinacionais. Falar contra seus interesses é sempre comparado a heresias cientificas.

Mas no caso do leite de soja e das fórmulas infantis a base de soja o mais óbvio parece não ser difícil de se acreditar: não é um produto natural e não deve ser um produto necessário para o saudável desenvolvimento de nossos filhos! Milhares de anos de evolução não devem estar errados!

por Dr. José Carlos Brasil Peixoto

Referências:

DANIEL, K. The hole soy story. EEUU: New Trends Pub. 2005.
http://www.soyonlineservice.co.nz/04babyhealth.htm
http://www.babymilkaction.org/resources/briefings/tessasoya03.html

Veja os artigos na integra:
Fórmulas Infantiles a Base de Soya. Preocupaciones para La Salud. Baixe o arquivo em formato pdf – em espanhol:
http://www.umaoutravisao.com.br/Paradownloads/Formulas%20infantis%20a%20base%20de%20soja.pdf
Documento Informativo de la Comisión de Alimentos, *(Food Comission) del Reino Unido. **Escrito por Sue Dibb y el Dr Mike Fitzpatrick. Abril de 1999.

CMO’s UPDATE – Janeiro 2004 – Advice issued on soya-based infant formulas



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{ 75 comments }

Bartira January 23, 2008 at 11:11

Pat,

Então me ajuda: O que dar para uma criança de 03 anos que tem intolerância a lactose?

Bianca January 23, 2008 at 15:11

Muito bom Pat!!! Estou repassando pra minha lista de “mães” !!! bjs bianca

Fer Guimaraes Rosa January 24, 2008 at 15:30

Eu tenho um certo preconceito com a soja. Nao uso nada com ela.

um beijo!

Valéria January 26, 2008 at 12:38

Pat:

Sou alérgica à lactose, tenho 46 anos, sou hipertensa, tenho familiares com diabetes e problemas na Tireóide. Existem outras alternativas no meu caso?
Aguardo resposta. Obrigada.
Valéria

Jeane January 31, 2008 at 0:24

Então, como explicar a boa saúde dos povos orientais, grandes consumidores de soja????

Joana February 16, 2008 at 18:28

Nossa, quanto será que esse médico ganhou da indústria do leite para fazer essa matéria? Deve ter sido muito, afinal botar o nome para contrariar a grande maioria dos médicos e nutricionistas… Só por uma boa bolada!

Dr. Alexandre Feldman February 16, 2008 at 20:12

Ao contrário do que se pensa, não faz parte da tradição oriental consumir soja que não tenha sido fermentada. A fermentação natural da soja é um processo que leva um ano ou mais, foi descoberta pelos chineses no final da Dinastia Chou (1134 a 246 AC) e resulta no que conhecemos por missô, shoyu, tempê e tamari. Estes, juntamente com a soja precipitada na forma de tofu, são consumidos tradicionalmente por orientais, porém não como prato principal, e sim como tempero, em poucas quantidades: o consumo médio de soja fermentada no Japão e na China é de 10g (2 colheres das de chá) ao dia.

Associar a boa saúde dos orientais unicamente ao consumo de soja é uma visão absolutamente simplista e distorcida dos fatos, que interessa e é fomentada pela poderosíssima indústria da soja, uma vez que na realidade, a base da alimentação, por exemplo, japonesa, são peixes e frutos do mar; a chinesa, carne de porco, galinha e outros animais; a mongol, leite de iaque fermentado e carnes de animais.

Pelo contrário, os alimentos contemporâneos à base de soja, por não terem sido fermentados, não tiveram suas toxinas neutralizadas, e ainda por cima, são processadas de modo a desnaturar as proteínas e aumentar os níveis de substâncias carcinogênicas.

Alimentos contemporâneos à base de soja são péssimos para crianças, e mais ainda para bebês pois contêm inibidores da tripsina, que prejudicam a digestão das proteínas e afetam a função pancreática. Em animais de laboratório, dietas ricas em inibidores da tripsina levam a atrasos no crescimento e distúrbios pancreáticos. Os alimentos à base de soja aumentam o requerimento de vitamina D, necessária para formar ossos fortes e para o crescimento normal. O ácido fítico presente na soja não fermentada reduz a biodisponibilidade de uma série de minerais, entre eles o ferro e o zinco, necessários para a saúde e o desenvolvimento do cérebro e do sistema nervoso. Os fitoestrógenos presentes nas fórmulas infantis à base de soja têm sido associados à tendência atual de desenvolvimento sexual prematuro em meninas, e atraso no desenvolvimento sexual em meninos.

Uma dieta rica em alimentos à base de soja pode provocar deficiências em cálcio e vitamina D, necessários para a boa qualidade dos ossos. O cálcio presente nos tradicionais caldos de peixe (preparados com carcaças e cabeças), e a vitamina D presentes nos frutos do mar, banha de porco e vísceras de animais, são os verdadeiros responsáveis pelo bom desenvolvimento ósseo e saúde como um todo dos povos asiáticos – e não os alimentos contemporâneos à base de soja.

As isoflavonas presentes na soja são disruptores endócrinos. Mesmo em doses dietéticas, elas podem interferir negativamente na ovulação e estimular o crescimento de células cancerosas. Uma ingestão de apenas 30 gramas (cerca de 4 colheres das de sopa) ao dia, pode resultar em hipotireoidismo, com sintomas de letargia, intestino preso, ganho de peso e fadiga.

Vários estudos em animais demonstraram que uma alimentação à base de soja é causa de infertilidade nos mesmos. Na cultura oriental tradicional, o tofu é considerado prejudicial à virilidade e à libido. Os monges budistas sabiam disso e sempre comeram muito tofu, uma vez que estão presos ao voto de celibato. Até hoje, as donas-de-casa japonesas alimentam seus maridos com grandes quantidades de tofu quando querem diminuir a virilidade dos mesmos.

cristina February 19, 2008 at 19:44

Dei leite de soja ao meu filho desde os 8 meses até aos 4 anos. Resolvi agora, depois de ter lido sobre os maleficios da soja, dar leite de vaca. Que consequencias pode ter tido para a saude do meu filho este periodo em que consumiu leite (e iogurtes) de soja? Esses eventuais maleficios são irreversiveis ou, pelo contrario, o facto de ter parado e estar agora a dar leite de vaca poderá corrigi-los?

Obrigada!

Pat Feldman February 19, 2008 at 23:00

Olá Cristina, seja bem-vinda! Felizmente, o organismo humano é uma máquina maravilhosa, capaz de se regenerar, bastando para isso, na maioria das vezes, que nos voltemos a hábitos saudáveis. Por isso, sugiro que não olhe para trás, e sim para frente! Busque o leite integral da melhor qualidade possível, de preferência cru, para seu filho. E apareça sempre, para ler as novidades!

Wanderley March 8, 2008 at 10:08

Meu filho tem 07 meses e ainda é amamentado pela minha esposa. Recentemente a pediatra que o cuida, descobriu que ele tem intolerância a lactose. Tínhamos dois caminhos a seguir (segundo a médica), ou minha esposa eliminava quase totalmente de sua alimentação o leite de vaca e seus derivados, ou iniciava uma dieta à base de soja para o menino. Gostaria de uma opinião a respeito do assunto, qual o melhor caminho a ser seguido.

Valéria Rocha April 8, 2008 at 14:40

Boa tarde!
Meu filho tem 02 anos e 10 meses e desde os 06 meses toma leite de soja. Antes em menor quantidade, pois o amamentei até os 10 meses e depois simente leite de soja. Ele toma 03 mamadeiras por dia.
O que devo fazer??? Devo trocar o leite dele?? Por qual leite? E se ele tiver alguma reação?
Obrigada e aguiardo a resposta de vcs.

Adriana April 8, 2008 at 18:03

Por que precisamos do leite de vaca? Sim, somos mamíferos, mas precisamos do leite materno. O Leite de vaca é para o bezerro – que também não toma leite para sempre. Ou vocês já viram uma vaca adulta tomando leite?
Se a questào é o cálcio, há fontes vegetais muito melhores do que o leite. Pesquisem sobre os leites vegetais (gergelim, por exemplo).
Concordo que há uma panacéia em relação à soja, e pessoalmente não gosto de usá-la tanto quanto a indústria preconiza.

Debora July 25, 2008 at 16:50

meu filho tem 03anos e toma leite de soja desde 01ano.Ele tem rinite alergica e o leite de vaca piora sua alergia foi receitado o leite de soja e percebi que as crises alergicas nao sao frequentes. gostaria de saber porque os pediatras receitam esse leite e se tem um outro substituto para o leite de vaca ja que é dificil as criancas ficarem sem o

Luciana Soares August 17, 2008 at 11:23

Olá

Meu filho está com quase 2 anos e há 5 meses com diagnóstico de asma, possivelmente alérgico a leite de vaca conforme acompanhamento clinico e melhora após retirada. Introduzi fórmula de soja mas agora estou preocupada devido pesquisas que passei a ler… Ele sente necessidade e prazer de mamar principalmente para dormir. O que fazer?

magali August 18, 2008 at 11:27

nossa que horror mas sinceramente nao acredito porque meu neto esta com 13anos é muito inteligente tamanho normal para idade e muito sadio nunca adoeceu nao sabe o que é gripe infecçao de especia alguma e se criou tomando leite de soja toma 1litro por dia pois gosta muito e tem mais nao é gordo

paloma August 18, 2008 at 11:30

minha filha era gorda e nao tinha nada que fizesse ela enmagrecer a barriga era sempre inchada com volume passou a tomar leite de soja tem o peso normal para a estatura sumiu a barriga e ela é bem saudavel

Marcos Finotti August 19, 2008 at 23:43

O leite e seus derivados estão contaminados por HIV bovina, ( 80 % das vacas leiteiras argentinas estão contaminadas por HIV bovina), vários tipos de bactérias, pus, fezes, produtos tóxicos e agrotóxicos, pesticida, antibióticos, vacinas bovinas, hormônios de crescimento bovino e muitos outros não são removidos ou neutralizados por pasteurização, a pasteurização é totalmente ineficaz para o leite! Existem provas científicas de que o leite, durante muito tempo considerado um alimento «completo» para todas as faixas etárias da população humana, incluindo adultos, é gerador de condições particularmente favoráveis ao desenvolvimento do câncer, já que fornece os nutrientes essenciais para o crescimento das células cancerosas (metionina – proveniente da caseína – e colestrol).

Fonte: Wikipedia e The Truth About Milk

Dr. Alexandre Feldman August 20, 2008 at 8:14

O comentário acima está correto ao apontar os perigos do leite contemporâneo, que é pasteurizado, homogeneizado, proveniente de vacas que receberam hormônios e antibióticos, e “enriquecido” com vitaminas e outros “nutrientes” nada naturais.

Porém, esse raciocínio não procede quando aplicado ao LEITE CRU, especialmente aquele proveniente de vacas criadas em pasto. Há inúmeros exemplos de grupos populacionais saudáveis e longevos que utilizaram leites de várias espécies de animais como esteio de suas dietas – por exemplo, os Masai e outras tribos do leste africano criadoras de rebanhos bovinos, os Suíços que há milênios subsistiram quase exclusivamente do leite de vaca e seus derivados, e vários povos do Oriente Médio com leite de camelo.

O motivo pelo qual esses povos prosperaram à base de leite é porque aquele leite é muito diferente do leite contemporâneo: ele não era pasteurizado, não era homogeneizado, e provinha de animais criados em ecossistemas auto-sustentáveis. Além disso, as civilizações tradicionais que viviam à base de leite, quase sempre fermentavam-no antes de consumi-lo. A fermentação aumenta o conteúdo nutricional e as enzimas, tornando-o mais fácil de digerir.

Curiosamente, o comentarista é defensor da soja (clique aqui para conferir), que é repleta de antinutrientes e quase sempre altamente processada, plantada sob a forma de monocultura que depleta a terra de nutrientes, colhida, embalada, armazenada e transportada às custas de equipamentos altamente poluentes que contribuem significativamente com o efeito-estufa. As alergias à soja e seus derivados são quase tão prevalentes quanto as do leite contemporâneo.

Diz o comentarista que a metionina é um “nutriente essencial para o crescimento das células cancerosas”.

A ciência classifica a metionina como um aminoácido (portanto nutriente essencial. Ponto.

A definição de “nutriente essencial” é: nós precisamos desse nutriente e não somos capazes de fabricá-lo, por isso precisamos ingeri-lo a partir de fontes externas. E essas fontes externas incluem exatamente os nutrientes de origem animal, como o leite. A soja, ao contrário, é deficiente neste e em outros nutrientes essenciais, como o aminoácido cisteína. Além disso, ao contrário do leite in natura, a soja não possui vitaminas A e D, necessárias para a assimilação e utilização das proteínas ingeridas.

Sobre o colesterol: o leite industrializado é fonte de colesterol oxidado, altamente prejudicial. Já o leite de verdade é fonte, sim, de colesterol – um nutriente essencial para nosso organismo, ao contrário do que nos fazem acreditar. Já escrevi sobre isso no livro “A Dor de Cabeça Morre Pela Boca”, e em outros lugares.

Por último, mas não por fim, as fontes citadas. Realmente as informações na internet requerem uma boa dose de julgamento por parte do leitor. E sabidamente, a Wikipedia é uma das piores fontes de informação, pois qualquer um pode escrever lá. As fontes das informações da Wikipedia precisam sempre ser duplamente checadas. Há escolas, nos EUA, que nem sequer aceitam dos alunos a Wikipedia como referência para suas pesquisas – o que eu, pessoalmente, acho errado, pois está se desperdiçando a oportunidade de ensinar esses alunos a julgar e checar as informações. Quanto à outra fonte – The Truth About Milk (http://www.rense.com/general26/truth.htm), ela é um artigo de opinião, que diz respeito aos malefícios do leite contemporâneo, industrializado, produto da manipulação abusiva de animais, gerador de toxinas e poluição. O próprio artigo pondera: “Onde estava todo esse leite, tão absolutamente necessário, antes da refrigeração, pasteurização e transporte em massa? Nos tempos em que as vacas davam 0,5 a 2 quilos por dia, esse leite era transformado rapidamente em manteiga e queijo! Hoje, essas mesmas vacas são distorcidas e injetadas com Posilac para produzirem 25 ou mais quilos por dia… praticamente o ano inteiro”. À parte da informação incorreta sobre “quilos” versus “litros” de leite (e que as vacas na natureza na verdade produzem mais que 0,5 a 2 litros por dia, e que as “tratadas” com hormônios na verdade podem produzir bem mais de 25 litros por dia), essa ponderação é muito verdadeira, e vai totalmente de encontro ao que nós, aqui, sustentamos: para o bem da nossa saúde, das nossas crianças e do nosso planeta, devemos boicotar o consumo desse veneno que chamam de leite! Devemos, isso sim, buscar o leite de verdade, in natura, de vacas criadas soltas por pequenos produtores CONSCIENTES. E a exemplo dos nossos ancestrais, consumi-lo, preferencialmente, na sua forma fermentada. E respeitar os ciclos da Natureza, pois de fato, as vacas não dão leite o tempo inteiro.

Por último e por fim: HIV bovina não existe! HIV significa “Human Immunodeficiency Virus” – tradução: “Vírus da Imunodeficiência HUMANA”. Uma vaca não é um ser humano.

O que existe é um lentivirus que causa a imunodeficiência BOVINA. Quem quiser se aprofundar, leia este artigo que aponta as diferenças: http://www.pubmedcentral.nih.gov/articlerender.fcgi?artid=111987

Marizete September 17, 2008 at 16:44

pois é depois de ler tudo isto, stou com medo de dar qualquer tipo de leite pra minha filha de 8 meses, ha não ser o meu.Mas por favor me ajude, ela é mto ressecada e o medico recomentou o leite de soja, stou com medo, me de uma sugestão a respeito, ela tem mtas colicas, preciso ajuda-la mesmo porque não dorme direito até hoje.
Obrigada, e adorei.

Andrea January 6, 2009 at 23:18

Muito legal todas as suas informações. Pena que não vivemos em fazendas, vivemos sim em cidades, onde é extremamente difícil saber a procedência dos leites comercializados, então o leite bom para beber é o leite da fazenda (cru e de boa procedência!). Caso contrário, melhor não bebê-lo, certo? Porque todos os leites que encontramos nas prateleiras dos supermercados são modificados, cheios de aditivos químicos para conservação etc, vêm de vacas provavelmente criadas com muito hormônio para engordarem e darem muito leite para que a indústria não vá à falência e os consumidores continuem comprando!!! Será que o leite de arroz pode ser bom para o desenvolvimento das crianças (não digo dos bebês)?

Pat Feldman January 7, 2009 at 7:44

Andrea, quer cidade maio do que São Paulo? Quer cidade mais distante da vida de fazenda do que essa? Pois então, é aqui que eu vivo!! Não foi fácil encontrar , mas eu procurei, fui atrás e consegui meu leite cru, consegui meus ovos caipira orgânicos e consegui minhas verduras e legumes orgânicos.

O frango eu não encontro do orgânico, mas encontro uma boa marca de frango caipira, que só de sentir o gosto e a textura da carne, se comprova que é caipira mesmo. E esse eu encontro em supermercado mesmo!! Não qualquer supermercado, mas em alguns. Está lá, disponível para quem se interessar.

A carne orgânica eu já encontro algumas peças, mas infelizmente não tudo. O meu caldo de carne é feito com ossos comprados em aóugues comuns. Açougues nos quais eu confio no quesito higiene e data de validade, porém não orgânicos.

Quando eu ocmecei a pesauisar sobre alimentação saudável, tradicional e totalmente livre de aditivos, eu achava mesmo tudo muito difícil de achar – principalmente vivendo numa cidade imensa como São Paulo – porém com o tempo, pesquisando um pouquinho, as coisas vão aparecendo, vão entrando na nossa rotina e vão ficando mais fáceis.

Tem que começar de algum ponto, tem que tentar!

Quanto ao leite de arroz, ele não apresenta muitas vantagens nutritivas e, na minha opinião pessoal, ele é totalmente sem graça. Se for para tomar algum leite, que seja leite de castanhas ou amêndoas feito em casa (é fácil de fazer e tem a receita aqui no site: http://pat.feldman.com.br/?p=667) ou o leite de coco (a receita: http://pat.feldman.com.br/?p=98).

Iogurte natural integral também pode ser uma ótima opção. O ideal é prepará-lo em casa, mas na falta deste, até dá para usar algumas marcas comerciais (verifique o rótulo para se certificar que ele contenha somente leite e fermento lácteo/lactobacillus).

Andrea January 7, 2009 at 10:05

Então Pat, caso eu não possa dar o leite de vaca natural para o meu filho de 4 anos (que toma leite de soja em pó!) eu posso substitui-los pelo leite de coco (ou de amêdoas) sem ter receio de perder propriedades essenciais para o desenvolvimento da criança (vitaminas, cálcio etc)? Muito Obrigada pela sua atenção! Vou começar a minha busca pelos produtos orgânicos em Brasília! :-)

Pat Feldman January 7, 2009 at 10:25

Andréa, você não só pode, como deve trocar o leite de soja por leite de coco ou de amêndoas/castanhas, sempre integrada a uma alimentação rica em carne e ovos!!! O leite de soja é muito ruim para a saúde – a longo prazo principalmente!

As necessidades de cálcio, por exemplo, você pode suprir incluindo o caldo de carne caseiro na rotina alimentar da sua casa. Todos se beneficiarão!

Carla Falcão January 23, 2009 at 17:19

Oi Pat!Acabei de ler essa matéria sobre o leite de soja e fiquei muito preocupada…tenho 2 filhos e um tomou leite de soja até uns 3 anos + ou -, e o outro de 11 meses ainda toma. Todos 2 tiveram refluxo, e por isso tomaram leite de soja, não sei o q fazer agora! Há um tempo atrás tentei dar ADES, pq o leite de soja em pó q ele toma custa 30,00 a lata e são 2 por semana…mas ele impolou o corpo todo, aí voltei com o leite em pó e melhorou. Tenho medo de dar leite de vaca e ele passar mal. Mas o q masi tenho vontade e de dar leite de vaca a ele, tenho certeza q ele vai amar o leite e seus derivados. O q vc me aconselha a fazer???

Pat Feldman January 23, 2009 at 17:30

Eu evitaria o leite de soja a qualquer custo!

Carla Falcão January 23, 2009 at 17:22

Ah! esqueci de perguntar o leite de coco é fácil de encontrar? Moro em Itaperuna, interior do Rio de Janeiro. Você tem alguma receita do leite de coco?

Pat Feldman January 23, 2009 at 17:29

Carla, o leite de coco pode ser uma boa opção, e você pode fazer em casa mesmo, é super fácil. A receita está neste link: http://pat.feldman.com.br/?p=98

Uma outra opção é tentar o iogurte natural integral. Algumas pessoas, mesmo apresentando problemas com leite, não têm problema algum com iogurte. Se você conseguir fazer em casa, com leite bem fresco, melhor ainda!

Carla Falcão January 24, 2009 at 12:20

Pat, obrigada pelas respostas! Mas, só tenho mais uma dúvida: quantyo equivale 1,5 xícara?

Pat Feldman January 24, 2009 at 15:33

Aproximadamente 370mL

Isabel Bermudez February 7, 2009 at 12:29

Gostei muito do artigo e estou repassando aos meus amigos, assim como estão fazendo com o leite e seus derivados tambem estão fazendo com a alimentação em geral, sem falar dos refrigerantes ZERO (zero saude)

Mi March 24, 2009 at 15:00

é… oriental nem consome soja pura como dissem por aqui, nem ao menos o “leite” de soja é consumido. eu como descendente sempre achei graça disso, afinal durante td vida oq eu consumia era soja fermentada, em forma de tempero, em quantidades mínimas.
eu consumo soja em grãos em pouquissima qtt, mais pq eu gosto do q por pregarem ser saudavel…

Mi March 24, 2009 at 15:02

outra coisa q eu qria entender, pq as porcarias congeladas e procesadas, fritas, cheias de gorduras SEMPRE tem q ter alguma de soja lá no meio? será q ngm mais gosta do sabor real dos alimentos, nem frango é frango mais, é proteina de soja, cheia de tranqueira…

Juliana March 26, 2009 at 13:20

Pat, você tem alguma indicação de máquina de leite de cereais?
Adoraria dar leite orgânico e iogurte caseiro pra minha pitoca, mas até traços de leite causam hemorragia intestinal nela… Se eu comer coisas com leite, ela mama e também passa mal.
Estou tentando sair da soja, mas não está fácil!
Como se rala o coco? Nunca ralei coco fresco, tenho dúvidas. Não tem nenhuma feira aqui perto, compro coco verde em uma frutaria. (serve o verde?)

Beijos!!!

Pat Feldman March 29, 2009 at 7:44

Juliana, nem precisa ralar! Use os pedaços de coco e passe tudo no liquidificador. Bata com água ou água de coco. Olha a receita pra você: http://pat.feldman.com.br/?p=98

Tem também a opção do leite de nozes ou castanhas: http://pat.feldman.com.br/?p=667

emilia castilla ulisses de carvalhp May 5, 2009 at 10:54

eu tomo leite gloria semi desnatsdo ou molico.qual a opiniao de vcs?e bom?

Pat Feldman May 5, 2009 at 16:21

Emilia, depois de ter estudado muito, eu me sinto totalmente segura em não recomendar o uso de leites em pó de qualquer tipo, muito menos leites de caixinhas. Se você não tem acesso a leite cru de qualidade, o melhor é substituir leite por iogurte natural integral.

António May 14, 2009 at 12:44

Depois de tanta pesquisa venho dar a esta página e cada vez mais me convenço que leite, só mesmo o da minha mãe, só que ela já tem 55 anos eu 35… he he he
Contudo gostei do que li, na cereza porém que a minha pesquisa não acaba aqui.
No entanto aproveito para frisar que já fiz o teste em mim próprio e se consumo leite de vaca o meu abdómen incha e os intestinos funcionam fora de horas e mal. Se não consumo viro mais elegante… he he he
Voltando uns anos atrás, aos meus 20 anos, foi a partir dessa altura que comecei a beber leite de vaca, coisa que até aí, só de cheirar dava vómitos. A partir dos meus 23 anos comecei a ter problemas respiratórios, nomeadamente alergias, por vezes 3 a 4 episódios por ano.
Comecei esta minha pesquisa à cerca de um ano e desde aí que o meu consumo de leite de vaca é mesmo só para satisfazer um gosto no acompanhamento de cereais e isso acontece talvez umas 2 vezes por mês. Talvez por esse corte no consumo do leite de vaca, já lá vai quase um ano que não tenho espisódios de alergias e as minhas constipações são meros resfriados de pouca dura.
Acho que nós consumidores somos alvos de grandes campanhas politico-financeiras e compramos tudo. No final só compramos mesmo porcaria. Sofrem uns e morrem outros para que muitos se encham de dinheiro.
Quanto ao tão falado cálcio do leite, há mais onde o ir buscar, bem como outros nutrientes, viataminas, minerais e afins necessárrias à nova vida, à nossa boa vida e de qualidade.

DANILO June 23, 2009 at 15:44

PATRICIA….MEU FILHO TEM 11 MESES E TEM TOLERANCIA A LACTOSE….O Q VC INDICARIA NO CASO DELE O PEDIATRA RECEITOU LEITE DE SOJA…..OBRIGADO

Pat Feldman June 23, 2009 at 18:03

Cada caso é diferente, mas se fosse meu filho, eu daria caldo de carne caseiro, ou leite de coco caseiro ou leite de castanhas ou amêndoas, como o que eu postei hoje, aqui: http://pat.feldman.com.br/?p=6519

Já conheceu a fórmula que postei aqui? http://pat.feldman.com.br/?p=1444 E dependendo do grau de intolerância (eu conheço casos), teu filho pode não conseguir tomar leite em pó ou leites pasteurizados em geral, mas iria bem com leite cru, como o que meu filho toma. Neste caso, eu sugiro esta fórmula: http://pat.feldman.com.br/?p=47

Claudio July 7, 2009 at 11:41

Pat, estou interessado em consumir o leite cru. Qual marca e supermercado me indicaria para a compra, por favor?
Já ouvi dizer que o consumo de soja pode influenciar episódios de doença autoimune.
Obrigado.

Pat Feldman July 8, 2009 at 6:51

Olá Claudio, sábia decisão! Porém as leis brasileiras não permitem a comercialização do leite cru. Para conseguir leite cru, o idela é ter a própria criação de gado, e gado o mais saudável e criado solto possível, ou conhecer alguém que tenha a fazenda, o gado saudável e todos os cuidados com higiene e armazenamento deste leite e que possa te ceder uma parte.
O meu conhecido que me fornece o leite cru tem produção pequena, por isso fica difícil indicá-lo. Ele me ajuda fornecendo o leite cru e eu o ajudo com sua paixão por granola, fazemos uma troca!

Paulo Zednan July 9, 2009 at 15:28

Olá, fiquei impressionado com tudo que li a respeito do leite de vaca vendido no mercado e tb sobre o leite de soja. A minha pergunta é, se não tenho acesso ao leite cru, vc disse que posso substituir por iogurte natural, vc indica alguma marca confiável? e se simplesmente posso excluir qualquer tipo de leite ou até mesmo iogurte da minha dieta alimentar, tenho 43 anos. Desde já agradeço.

Pat Feldman July 9, 2009 at 18:36

Paulo, eu faço iogurte em casa, mas a dica para saber qual marca é boa, é bem fácil! Você leia atentamente os ingredinetes, que devem ser simplesmente leite integral e fermento lácteo (ou algum tipo de lactobacilo). Qualquer coisa além disso, é “embelezador”, desnecessário e certamente artificial.

Claudio July 9, 2009 at 22:32

Pat, se você indica o iogurte que contém leite integral ao Paulo significa a mesma coisa que tomar o próprio leite integral ou há alguma diferentça?
Grato.

Pat Feldman July 9, 2009 at 22:39

Claudio, há uma enorme e fundamental diferença: o leite fermentado é muito mais fácil de digerir e no iogurte há também a presença de lactobacilos, bactérias do bem que são importantes para um bom funcionamento intestinal, aumentam a imunidade e melhoram o organismo como um todo.

Dê uma lida neste artigo, que esclarece ainda mais ponto sobre a questão do leite de vaca e o iogurte: http://pat.feldman.com.br/?p=1941

Paulo Zednan July 10, 2009 at 8:31

Obrigado Pat, você mencionou o iogurte com leite integral, alguma restrição quanto ao desnatado ou é tão bom quanto?

Pat Feldman July 10, 2009 at 9:35

No desnatado você perde os benefícios das vitaminas lipossolúveis, ou seja, daquelas vitaminas que precisam da gordura para serem aproveitadas pelo nosso organismo. Claro que também conta como a vaca que dá o leite foi criada. Uma vaca criada em confinamento, à base de ração, produzirá um leite muito menos nutritivo. Em compensação, uma vaca criada solta, pastando grama e tomando sol, produz um leite muuuuuuuuuuito mais nutritivo, e precisamos da gordura do leite paraque vários desses nutrientes sejam melhor absorvidos pelo nosso organismo.

A natureza não colocou gordura no leite à toa.

Claudio July 14, 2009 at 13:44

Pat, após ler o texto sugerido sobre IogurteXLeite, preciso le perguntar se o leite em pó tb passa pelo processo maléfico da pasteurização.
Obrigado.

JOANA DARC August 25, 2009 at 13:46

E viva Drumont! ” e agora José, para onde?”, daquí prá pouco, vamos querer morrer no mar, mas o mar secou. é esse o meu sentimento depois de ler tudo isso sobre o leite nosso de cada dia desde que que o dia é dia, e em especial, o leite de soja. Nossa que impotência, prá onde estamos caminhando, hein, amiga Pat?

Pat Feldman August 25, 2009 at 15:55

Eu senti a mesma coisa quando comecei a pesquisar e fazer essas descobertas… Parece que estamos num beco em saída da alimentação ruim… Mas pesquisando um pouco mais, descobri que ainda é possível SIM (e muito mais gostoso) se alimentar de comida de verdade, sem a dependência dos produtos industrializados.

Thalita August 25, 2009 at 18:56

Nossa,eu estou passada estava eu aqui me achando tomando um leitinho de soja,quando resolvir pesquisar sobre os seus malefícios…Q loucura minha filha tem 2 anos e a quase 1 dou leite de soja pra ela,pq ela teria uma possivel alergia ao leite de vaca,passei pelas mãos de vários especialistas gastro, alergistas,nutricionistas e pediatras(vários),e nada só discussões e controvérsias.Eu em particular passei com a nutricionista que disse q eu tb estava com sintomas de intolerancia(Senhor me ajuuuudaaa!!!)Descobri na verdade com tudo isso que li que estamos sendo enganados por uma corja capitalista que só pensam em produção em grande escala e que devem fazer negócios com indudtrias farmaceuticas um da alimentos cheios de venenos para nós e o outro o golpe final que são remédios que ao inves de nos curarem provocam mais doenças,em q mundo estamos meu Deus é o juízo final!!!!!!

Marcirei September 25, 2009 at 21:40

PAT,
Milha filha se alimentou com leite de soja, em pó, dos 10 meses de idade até mais ou menos 02 anos. Agora com 7 anos e 6 meses, começou a aparecer sinais de puberdade precoce (desenvolvimento de glândulas mamárias). Será que tem algo a ver com a alimentação enquanto bebê, devido ao refluxo que teve?

Pat Feldman September 25, 2009 at 22:32

Marcirei, segundo todas as pesquisas que li, a puberdade precoce pode sim estar relacionada ao consumo de soja e derivados.

Luiz Costa November 17, 2009 at 12:09

Pat, já ouviu falar em “kefir”? Qual a sua opinião a respeito?

Pat Feldman November 17, 2009 at 17:10

Luiz, temos um artigo sobre kefir aqui no site, sou super a favor: http://pat.feldman.com.br/?p=6631

Inaldo Paraíba cabeça chata November 17, 2009 at 19:52

Gostei muito quando o artigo diz que nós não queremos ser seres humanos. Muita gente diz que é naturalista pois não comem nada de alimentos de origem animal. Afinal de contas, os homens das cavernas não eram naturalistas?

Inaldo Paraíba cabeça chata November 17, 2009 at 19:57

Sim! Outra coisa. Gostei do HIV das vacas. Só deve ser na Argentina mesmo, pois lá os bois estão nos ares.

maria cristina November 18, 2009 at 14:48

Sou argentina e não gostei de seu comentario, se não conhece o sistema de criação de la, não fale, e não ofenda gratuitamente…
Educação e bom pra todo mundo

Pat Feldman November 18, 2009 at 17:12

Maria Cristina, peço desculpas em nome de quem comentou e em meu nome, que aprovei o comentário… Puxa, não sei como deixei passar uma grosseria dessas, desculpe!!

maria cristina November 18, 2009 at 17:53

Obrigada Pat
Desculpas aceitas
Beijos

angela November 29, 2009 at 12:31

tenho gordura no figado, e fiz uma hta total + retirada dos ovarios, há alguns meses, gostaria de saber se posso incluir na minha dieta leite de soja e como devo usá-la

Pat Feldman November 29, 2009 at 17:34

Angela, eu sou contra o ocnsumo de soja em quaisquer circusntâncias…

taize December 10, 2009 at 13:02

Boa tarde Pat,
Minha filha tem 3 anos e meio e toma leite de soja desde os 5 meses de vida, qdo foi diagnosticada alérgica a caseína (LV).
Confesso que fiquei com medo de tudo que li aqui e em outros sites, sobre os malefícios do leite de soja.
Sera que o organismo dela consegue se recuperar dos maleficios que o leite de soja pode ter causado por ela ter ingerido leite de soja por estes 3 anos??
Fiquei horrorizada com td que li.
Desde ja agradeço pelas informaçoes postadas aqui.

Pat Feldman December 10, 2009 at 20:47

Taize, cada organismo respode de uma forma ao que é bom e ao que é ruim, mas sabendo de todos os malefícios da soja, o quanto antes você cortá-la da dieta da sua filha, melhor!

Juliana December 16, 2009 at 13:50

Pat, querida,

Eu amo teu blog, mas vou fazer um pedido: não aconselhe mamães com filhos alérgicos pequenos tomarem leite de vaca fermentado, ou cru, ou extratos de outros alérgenos, como castanhas. Alergias são casos a parte, não podemos fazer esse tipo de recomendação. A introdução de alimentos para essas crianças é trabalhosa e os resultados ruins são constantes.

Letícia passou mal com leite de coco, tivermos de tirar ainda amendoim e castanhas. Ficamos no leite de soja, mesmo. Como ela já está com 2 anos, estamos retirando.Não vou substituir or nenhum leite vegetal. Fiz relactação com leite de soja e desconheço alternativas para alérgicos a não ser aqueles mega-hidrolisados de proteínas, que me parecem piores que as fórmulas de soja para bebês.

De resto, excelente artigo.

Pat Feldman December 16, 2009 at 14:56

Juliana, não dá pra generalizar nada mesmo, principalmente quando falamos em corpo humano. Cada indivíduo, em casa fase da vida, é tão diferente um do outro!!!

Conheci uma moça cuja filha sofria de alergia fortíssima a leite de vaca e qualquer outro tipo de derivado. A situação era caótica mesmo! E ela, sabendo dos malefícios da soja, recusou-se a oferecer esta opção. Recusou-se também a testar outros leites vegetais, por razões particulares, apesar de eventualmente usar o leite de coco natural com sucesso.

Eis então que ela conseguiu um fornecedor de leite cru de confiança. A vida da garotinha a filha super alérgica, mudou completamente!!! Quando com todo tipo de leite processado ela não podia tomar um único gole (vomitava muito, tinha diarréias e ficava toda empipocada), desde que passou a consumir leite cru e iogurte feito com leite cru, nunca mais teve problema algum, toma muito leite e iogurte diariamente e está feliz da vida.

Até hoje se acontecer, sem querer, dela consumir leite processado, o problema da alergia volta com força total!

Luciana Freitas December 17, 2009 at 12:47

Pat,

A filha da sua amiga não era alérgica a leite de vaca. O leite cru tem as mesmas proteínas que o leite processado. Ela pode ser alérgica, mas é a outra coisa, conservantes, não sei; às proteínas do leite de vaca eu afirmo categoricamente, sem medo de errar: ela não é alérgica.
Por favor, reveja sua posição, porque seu blog é muito acessado e alergia às proteínas do leite de vaca é um assunto que deve ser tratado com cuidado.
Ressalto que a soja causa alergia em cerca de 50% dos alérgicos a leite de vaca.

Pat Feldman December 17, 2009 at 13:43

Luciana, eu sei muito bem que alergia a proteína de soja e intolerância à lactose são duas coisas bem diferentes. fora isso, mantenho a minha posição em relação ao leite cru e ao leite de soja. Não posso dar opiniões sobre casos tão específicos, nem é a minha intenção aqui. (obrigada a quem corrigiu meu português, por vezes fico na dúvida, não sou perfeita!!)

Luciana Freitas December 17, 2009 at 18:02

Pat,
Não estou falando de rever sua posição com relação ao leite cru e à soja, mas com relação a esse caso, que já vi você citar em outros espaços, sobre o consumo de iogurtes e de leite cru por alérgicos a leite de vaca. Não existem evidências científica para isso e tal prática pode, efetivamente, colocar vidas em risco.
Seu trabalho é admirável e exatamente por isso nós, que lutamos tanto no apoio às mães de bebês alérgicos, gostaríamos que você fosse nossa aliada na divulgação de informações adequadas a respeito da doença que afeta nossos filhos.
Abçs,

Pat Feldman December 17, 2009 at 20:17

Luciana, acho que não vamos ganhar nada levando essa discussão adiante, não é mesmo? Existem muitos livros, verdadeiros tratados, escritos por grandes especialistas no assunto, tanto falando de soja como falando de leite. A minha indicação sobre soja está aqui no artigo mesmo, e sobre o leite de vaca, existem algumas inicações na minha página de livros favoritos: http://pat.feldman.com.br/?page_id=7921

Eu não sei se o caso da minha amiga, que eu realmente gosto de citar por ser muito significativo para mim, seja de alergia ou intolerância, mas o fato é que no caso dela resolveu. Um bom médico enxergou o problema, enxergou a saída e resolveu, sem remédios! A garotinha hoje em dia vive feliz da vida com seu leitinho cru!!!

Claro que não dá para generalizar. Não podemos e não devemos generalizar em nada na vida. Eu nunca achei que as minhas informações poderiam substituir uma consulta com um médico que realmente entenda do assunto (como você mesma falou, são poucos, infelizmente), mas a internet está aí, os livros estão aí e a liberdade de opinião idem. O público merece ter acesso a todo tipo de informação, para refletir e fazer o que julga a melhor escolha.

Dr. Alexandre Feldman December 17, 2009 at 20:29

Eu mesmo já testemunhei, no consultório, casos de indivíduos (inclusive bebês) alérgicos a componentes do leite industrializado, e que ao seguirem minha recomendação de mudar para o leite cru simplesmente deixaram de apresentar alergia.

A explicação é muito simples. Está comprovado *cientificamente* que o processamento (por exemplo, a alta temperatura da pasteurização além de muitos outros como homogeneização etc) alteram, deformam, desnaturam, desvitalizam o leite. Modificam a estrutura tridimensional de suas moléculas, podendo torná-las “corpos estranhos” para nosso organismo, portanto passíveis de provocar reações alérgicas e até doenças autoimunes.

É possível um indivíduo ter alergia até mesmo ao leite cru. Porém muito, MUITO menos pessoas têm alergia ao leite cru que ao processado industrialmente.

(Em tempo, é importante observar que submeter o leite cru a temperaturas acima de 46ºC, ainda que em casa, sujeita suas moléculas à deformação e alergenicidade. Portanto a ordem com o leite cru, no máximo, esquentar até 46ºC, e nunca ferver)

Barbara December 17, 2009 at 22:35

Eu além de mãe de bebê alérgico sou também pediatra, então vivencio a alergia em casa e no trabalho. E pode até haver casos isolados que o leite cru não causou alergia e o pasteurizado sim já que pode sim aumentar a alergenicidade do LV no processo de fervura. Porém isso é exceção e não regra. Não há literatura científica confiável (guideline, consenso, nada) que indique a substituição do LV por LV cru no manejo da APLV. Assim como a soja tb não é a substituta natural do LV no caso de alergia. E não por esses problemas citados no artigo mas pelo risco elevadíssimo de reação alérgica cruzada. Mas dizer que MUITO, Muito menos tem alergia a leite cru que pasteurizado dá uma certa impressão de maioria e isso com certeza não é verdade. Isso como eu disse é exceção.
Pat, eu acho que nós não vamos ganhar nada levando essa discussão adiante, mas talvez algumas mães de bebês alérgicos ganhem.
E acho muito, mas muito importante que nenhuma mãe que leia isso resolva dar leite cru pro seu filho alérgico a leite. Isso com certeza ia trazer consequências bastante desagradáveis e mesmo perigosas.
E isso não é crítica a você não, que está usando um exemplo real da sua vida e não tem a menor obrigação de saber detalhe de APLV, já que nem gastropediatras em sua maioria sabem, só estou escrevendo pra que um blog tão acessado como o seu possa servir de fonte de informação pra alguma mãe que tem um filho alérgico e esteja lendo aqui.

Pat Feldman December 18, 2009 at 7:26

Barbara, muito obrigada pela tua colaboração!

Na verdade aqui é um espaço para informações gerais, e se algum mãe decidir o destino do seu filho simplesmente baseado em textos da internet (meus, do meu site ou qualquer outro), sem nenhuma consulta médica séria e cuidadosa, essa mãe seria muito irresponsável!!

Ter informação é importante, cada dia mais importante, mas discuti-las com o responsável pelo caso, pelo especialista, também é fundamental!

O meu trabalho aqui no site, do qual gosto muitíssimo, é trazer informações pouco divulgadas, porém de fontes confiáveis. Neste artigo em particular, além do próprio temos referências importantes e uma indicação de um grande livro, escrito por uma excelente pesquisadora no assunto.

Juliana December 18, 2009 at 10:13

Pat, querida,

Esse era o ponto! Nada contra o artigo, que é muito bom. Nada de discutir por discutir, era uma preocupação, mesmo. Que bom que a Barbara conseguiu esclarecer melhor.

Nós mamães de alérgicos estamos sempre buscando a cura, e realmente fiquei com uma impressão de que a maioria dos alérgicos pode tomar leite cru, ainda mais depois das palavras do Dr. Alexandre.

Que bom que conseguimos esclarecer.

Beijos e parabéns pelo bebê.

Pat Feldman December 18, 2009 at 12:20

Pois’e Juliana, essa questão das alergias é realmente muuuuuito ocmplicada!!! Tem gente alérgica até a coisas saudáveis, como frutas ou ovos!!!! É um assunto que definitivamente não dá pra generalizar, apesar de existirem causas mais comuns.

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