Você gosta de salmão? Pense duas vezes antes de consumi-lo!

by Pat Feldman on 02/09/2012 · 39 comments

in Alimentação, AMIGOS, ARTIGOS, Dr. Alexandre Feldman, Peixes

Você gosta de salmão? Acha que consumindo salmão está fazendo um grande bem à sua saúde?

A não ser que você more no Alaska ou em qualquer outra parte do mundo onde você tenha acesso ao salmão selvagem, pescado e não cultivado, o salmão – esse que a gente encontra à venda por todo lado, a preços cada vez mais convidativos, é simplesmente um aglomerado de hormônios e corantes, muito pouco nutritivo e com grandes chances de lhe causar alergias.

Autor: Dr. Alexandre Feldman

Salmão NÃO É boa fonte de ômega-3. Todo salmão no mercado brasileiro é criado à base de ração e antibióticos que NÃO lhe conferem ômega-3.

Aliás, de todas as carnes, a de salmão é a que mais antibióticos contém.

O Abate do Salmão é o Mais Cruel Possível

Em conversa com fonte ligada à indústria de peixes, fui informado que salmões criados em cativeiro, recebem corantes, rações e antibióticos em quantidade impressionante. Além disso, o método de abate desses peixes não poderia ser mais cruel: simplesmente cortam-se as guelras e deixa-se os peixes morrendo lentamente com muito sofrimento. Tudo pela preservação de cor e outros “padrões de qualidade”.

Eu já não como salmão de cativeiro há muitos anos. Apenas salmão selvagem quando em viagem por países que possuem acesso a eles.

Ao contrário do que lemos e ouvimos, o salmão cultivado em cativeiro (que perfaz 100% do salmão disponível no Brasil) não é boa fonte de ômega-3, devido justamente à sua ração, distante da alimentação natural, que seria necessária para formar esse ácido graxo essencial.

De tão doente e deficiente em nutrientes, a carne do salmão cultivado não é rosada, mas cinza. Apenas quando o distribuidor vai comprar o salmão é que a tonalidade de rosa a lhe ser conferida será escolhida numa tabela de cores.

Salmon Confidential from Twyla Roscovich on Vimeo.

Uma opção ao salmão são peixes pescados, procure aquele que for mais comum na sua região. Alguns exemplos de peixes pescados e não cultivados são: linguado, pescada, sardinha, arenque, robalo. Na dúvida pergunte na peixaria.

Envie para um amigo Envie para um amigo Versão para impressão Versão para impressão

{ 31 comments }

Andreia September 2, 2012 at 12:49

Que coisa mais triste! Cada dia que passa ficamos mais pobres na nossa alimentação, mesmo quando queremos nos alimentar bem….

Acredito que seria papel na ANVISA e demais órgãos públicos fiscalizadores de alimentos (que não sei quais são…), além de fiscalizar, impor certos limites e regras pra criação e cultivo de todo tipo de alimento. Buscando sempre conciliar produtividade/preço acessível/qualidade. Além disso, deveriam alertar os consumidores a respeito dessas coisas.

Acho que configuraria propaganda enganosa, não?????
Um verdadeiro crime contra a saúde e o consumidor!

Pat Feldman September 2, 2012 at 12:53

Eu considero propaganda enganosa sim!

Ângela Souza September 2, 2012 at 14:33

Está cada dia mais difícil… só espero que o que a gente compre como orgânico, seja de verdade orgânico!!!

Thalita February 26, 2013 at 16:48

é isso que penso todo dia qdo compro coisas ditas orgânicas! Que não estejam me enganando aqui tb…

Joseli September 2, 2012 at 14:34

Pat,
Eu quando estava no Brasil deixei de consumir o salão depois de ler esse artigo, no site de seu esposo, há algum tempo. Agora eu moro na parte francesa do Canadá e consumo o salmão True North (www.truenorthsalmon.com). Você acha essa marca confiável?
Obrigada!

Renata September 3, 2012 at 17:28

quais peixes pescados são indicados em SP, CAPITAL? alguma informação? GRATA!

Pat Feldman September 3, 2012 at 18:53

Renata, no final do texto dou a sugestão de alguns peixes facilmente encontrados aqui em São Paulo.

Nil September 6, 2012 at 16:54

Oi Pat.

Infelizmente não como mais salmão também. Quando fui à uma consulta com o Dr. Alexandre, ele explicou a questão do salmão, e desde então (2009), não consumo mais.
ótima a sua abordagem.
Nil.

kazuotakeda1954 September 9, 2012 at 9:23

… bem que eu desconfiava. A cor (laranja) do filé do SALMãO é muito bonito para ser natural…

Sara September 19, 2012 at 18:36

Oi Pat, tudo bom?
Cheguei ao seu blog depois de um retweet da Carol Morais e vou dar uma passeada por aqui para conhecer mais (:
Faço pós em nutrição funcional, então o salmão é sempre uma preocupação justamente por tudo isso que fica escondido da mídia e dos rótulos, mas na última aula tive uma informação que existem cativeiros (não me lembro em que país, mas lembro que eles criaram os cativeiros porque o peixe está em extinção na região) em que eles coletam plantas marinhas para alimentar os peixes ao invés de ração, o que confere à carne daqueles animais o ômega 3 (eles avaliaram a carne e realmente continha ômega 3). Não foi comentado nada sobre antibióticos (muito provavelmente tem) ou sobre a forma de abate e eu não consegui achar a informação ainda. De toda forma, é uma coisa a se pensar. Acho que tecnologia para ter uma produção sustentável e saudável do peixe existe, mas falta interesse.

Pat Feldman September 19, 2012 at 18:43

Sara, a verdade é que falta interesse em tudo que não dá lucro…

Douglas Faria September 24, 2012 at 9:09

Por isso que eu sempre tive alergia e não entendia porque…

Cátia Aline Veiverberg September 24, 2012 at 11:18

Cara Pat Feldman e demais leitores,

Como Zootecnista e Doutora em Produção Animal, mais especificamente em Piscicultura (produção de peixes), acho necessário esclarecer alguns pontos polêmicos abordados em sua postagem, e que não condizem com a realidade da maior parte da produção piscícola.

Ao contrário do que é alegado na postagem, alimentar os peixes com ração não é ruim. “Ração”, neste caso, nada mais que é que a mistura de ingredientes feita de forma a atender todas as necessidades nutricionais do animal, sem excesso ou falta. Ou seja, um animal que consome ração e saudável sim, desde que seja produzido respeitando-se as boas práticas de produção.
A alteração de cor (menos “rosa”) no salmão cultivado se deve à ausência de pigmentos vermelhos nos ingredientes utilizados na formulação da ração. Mas uma carne menos rosada não significa uma carne menos saudável. Existem, na verdade, inúmeros estudos comparando a qualidade da carne do salmão cultivado com a do salmão “selvagem”, mostrando que, quando a alimentação é adequada, a qualidade é a mesma (inclusive quanto aos teores de ômega 3).

Resumindo, o que acontece com a carne do salmão é o mesmo que acontece com a gema do ovo. Ovo caipira tem a gema mais amarela por que a galinha consome alimento com mais pigmento, que é transferido para o ovo. Mas não tem mais nutrientes que o ovo produzido pela avicultura “industrial”.
O que acontece com a carne do salmão é que, para atender o consumidor exigente que não quer consumir uma carne que não seja “rosa” (ou seja, tem que ter “cara” de salmão), a indústria acrescenta, na ração, pigmentos que são transferidos para a carne do peixe e conferem o tom rosado/avermelhado.

Além disso, peixes pescados não são, necessariamente, mais “saudáveis” que peixes cultivados. Há uma preocupação constante na indústria aquícola sobre a procedência destes animais, já que eles podem ter sido pescados em áreas contaminadas com pesticidas, metais pesados ou até mesmo elementos radioativos. Recentemente foi divulgada uma reportagem sobre a captura, na Costa da Califórnia (EUA), de atuns contaminados em Fukushima (!!!). Ou seja, mais importante que a forma de obtenção do pescado (se selvagem ou cultivado), é conhecer a procedência deste peixe e da empresa que o produz/captura.

Quanto ao método de abate, o corte das guelras (sangria) só é feito depois que o animal foi insensibilizado. Normalmente a insensibilização é feita com água e gelo, uma vez que isso faz com que o peixe diminua o seu metabolismo e entre em estado de hipotermia. Associado ao corte das guelras deve ser feito o corte da coluna cervical, neste caso a morte é imediata. O que sobra de “movimentos” são apenas reflexos musculares. Existem inúmeros estudos buscando formas menos agressivas de abate, que aliem menor estresse ao animal e garantia da qualidade da carne.

Peço desculpas por ter me alongado no texto, apenas acho importante que a população seja esclarecida quanto aos esforços empregados por nós, profissionais da área de produção animal, na busca por uma produção que alie lucratividade ao produtor, sustentabilidade ambiental e qualidade do produto que chega à mesa do consumidor.
Não estou dizendo também que é tudo um mar de rosas, é claro que temos inúmeras polêmicas relacionadas à produção de peixes, como o escape de espécies exóticas para a natureza, a utilização de ingredientes transgênicos e a própria produção de peixes transgênicos, mas temos também a preocupação de garantir a produção de um alimento saudável e que atenda os anseios do consumidor.
Você sabia que existe uma universidade no Paraná que está viabilizando a produção de peixe orgânico? A tilápia orgância, cultivada, tem apresentado resultados bastante interessantes e logo, logo estará disponível no mercado.

Seguem alguns links que fazem referência às informações que apresentou aqui:

http://jn.nutrition.org/content/135/11/2639.full

http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1046/j.1365-2109.2001.00536.x/full

http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0044848699003932

http://pt.euronews.com/2012/05/29/atuns-contaminados-em-fukushima-encontrados-na-costa-da-califorinia/

http://revistagloborural.globo.com/GloboRural/0,6993,EEC1085885-5061-2,00.html

Alguns links podem aparecer bloqueados por que são internacionais (artigos científicos que só são “liberados” para a comunidade acadêmica”, se houver problema me avise que mando o arquivo PDF.

Estou à disposição para esclarecimentos.

Cátia A. Veiverberg

Fabio April 10, 2013 at 20:26

Já estava desanimando por ter que evitar o Salmão. Mas ainda bem alguém apareceu com uma explicação técnica e ampla e com referencias! O ovo foi o melhor exemplo. Parabéns pelo comentário esclarecedor que não condena de forma geral, e sim mais um alerta de saber a procedência! Assim como tudo que consumimos!

Em relação à antibióticos, isso é real ? Se sim, por qual motivo isso é feito?

Abraço.

Cátia April 27, 2013 at 16:59

Olá, Fabio!

Desculpe pela demora, só agora vi teu comentário.

Antibióticos são usados na saúde animal com a mesma finalidade que em saúde humana: para tratar doenças.
Em peixes, o uso de antibióticos na ração é prática muito rara. Quando são utilizados para tratamento, antes da comercialização deste peixe, é necessário esperar o tempo mínimo para metabolização do produto (chamado de “tempo de carência”).
Durante algum tempo, antibióticos eram utilizados de forma “preventiva” na nutrição animal (principalmente em aves e suínos): ou seja, o animal comia ração com antibiótico (uma dose baixa) durante quase todo o ciclo. A administração do antibiótico era obrigatoriamente suspensa alguns meses antes do abate, para que houvesse tempo necessário para o animal eliminar essa substância do organismo e não causar problemas à saúde humana.
Entretanto, desde 1998 o Ministério da Agricultura vem proibindo o uso destas substâncias como aditivos na nutrição animal. Em 2006, a União Europeia proibiu o uso de qualquer antibiótico na forma “preventiva” na nutrição animal. Ou seja, todo animal criado com fins de exportação (aves, suínos, peixes, bovinos, etc.) deve estar livre de antibióticos.
Associado a isso, hoje temos outros novas práticas de manejo e melhoradores de desempenho (probióticos e prebióticos) que tem mostrado resultados satisfatórios.

Pedro Almeida September 27, 2012 at 23:15

Parabéns!

Importante artigo que deve servir de alerta para todos!

Já que se dependermos do atual serviço público (ANVISA,etc.) ou das pesquisadoras formadas com dinheiro público iremos todos sofrer desta incompetência associada.

O looongo texto da Dra. Cátia nos quer mostrar que o problema é mínimo. Porém os links deixados por ela nos mostram exatamente o contrário. Fiquemos com apenas um deles, logo o primeiro: http://jn.nutrition.org/content/135/11/2639.full

Qualquer um pode lê-lo (para quem não sabe ler em inglês o Google translator está aí para isso), serei breve destacando apenas as conclusões do pesquisador.

“As we demonstrated previously (1,4), wild salmon have significantly lower contaminant concentrations than farmed salmon from any region.”

“…can minimize contaminant exposure by choosing the least contaminated wild salmon or by selecting other sources of (n-3) fatty acids”

“Our previous analyses (1,2) indicated that the feed of farmed salmon is the probable source of most contaminants in these fish, and we have recommended that the salmon farming industry take steps to reduce contaminants in feed.”

Concluindo, o salmão criado em cativeiro é perigoso para a saúde sim!
Possui muitos contaminantes, inclusive carcinogênicos.
E a Dra. Cátia, desde que se manifestou públicamente na sua auto-propalada área de expertise, teria por obrigação ética mencioná-los.

Mauro Ferreira April 15, 2013 at 13:33

Gostei bastante da opinião da Dra. Cátia, concordo que antes de tomar uma decisão devemos nos informar e ouvir os dois lados antes de nos posicionar.

Só uma observação, em nenhum momento das mensagens que ela escreveu percebi arrogância por sua parte, pelo contrário, muito atenciosa e equilibrada, ela não tem obrigação de mandar o curriculum para dar uma opinião, mas para quem for mais curioso como eu, pode jogar o nome dela no google que retorna o link para o lattes, com todo seu estudo: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=W719879

Catia A. V. September 28, 2012 at 22:29

Caros leitores,
Não expus minha titulação por deboche, mas sim
para me apresentar. Também não disse que os problemas são
mínimos, inclusive abordei isso no final do meu texto.
Disponibilizei apenas alguns links para mostrar que toda moeda tem
dois lados. Quando a Pat afirma em outro post que não
se deve comer peixe cultivado, porque não. é
saudável, não condiz com a realidade. Como eu falei, existem problemas sim,
mas que vestão sendo resolvidos, com muita pesquisa e busca por qualidade.
Posso mandar outros links que comprovam isso, caso alguém tenha interesse.
Se alguém não se sentir seguro com o salmão, pode escolher qualquer peixe cultivcultivado nativo, como tambaqui, pacu, pintado…
Enfim, não estou aqui para ofender ou converter ninguém,
apenas para sugerir que, antes de tomar uma decisão, é preciso
ouvir as duas partes envolvidas. Estou a disposição se alguém quiser
mais informações. Desculpem pelos erros de escrita, estou. no celular.

Maura Ianelli November 2, 2012 at 17:53

Dra. Catia e aos demais . Como consumidora que sou, acho que a postura da Dra. Cátia é bastante equilibrada . Lendo seus comentários, não achei que ela tivesse
qualquer outra intenção a não ser trazer esclarecimentos sobre o assunto. Se atentarmos para os comentários da dra. poderemos concluir que, no quesito alimentação, é muito difícil saber o que é realmente saudável para nós. Peixes, aves, ovos, carne bovina, legumes, folhas, arroz, feijão, etc etc etc estão cercados dos perigos da contaminação por metais pesados, poluição, trangênicos, etc etc.
Até mesmo os alimentos orgânicos são acusados de não possuirem as qualidades apregoadas.

Assim, concordo com a dra. O melhor a se fazer é procurar uma origem confiável
do que estamos comendo.

Maura Ianelli.

Jordane December 15, 2012 at 7:09

No Brasil, nada funciona.

Raquel A. P. Corcuera December 27, 2012 at 13:59

Caros
Porque não se solicita ao IDEC fazer uma avaliação do salmão vendido no Brasil, eles teriam meios de fazer isso … Inclusive vejam na revista de dezembro o artigo publicado sobre agrotóxicos usados no Brasil é uma vergonha parece que o Brasil passou a ser o pais dos (se continuo não sai na web ….) “O submundo dos agrotóxicos”
Sou associada do IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) , http://www.idec.org.br recomendo ser associado veja os serviços que oferece na web.
Um abraço, Raquel

Ivette February 26, 2013 at 17:34

E o salmão chileno? Ele às vezes é encontrado nos supermercados. Achei que eles estivessem livres desses problemas. Até pq o preço é muito além dos peixinhos cultivados…

Pat Feldman February 26, 2013 at 19:10

Salmão chileno é criado em fazendas, de cativeiro.

maria angelica mengon de godoy March 13, 2013 at 23:32

Boa noite… gostaria q a dra. Cátia fosse mais clara e objetiva em sua esplanação. Afinal, devemos ou não consumir o salmão como é oferecido hj em supermercados? n temos como avaliar se a procedencia é confiável ou não, pois são embalados sem informação alguma, só peso e preço.Prá quem n domina o assunto, é preocupante tal situação.

Pat Feldman March 14, 2013 at 5:31

Eu não consumo salmão de supermercado!

Cátia March 15, 2013 at 22:16

Maria Angélica,

Você pode (e deve) ser informada sobre a origem do peixe que está comprando. Se na embalagem esta informação não aparece, o supermercado tem que saber lhe informar, e a empresa importadora tem a obrigação de lhe dar essa informação.
A maior parte do salmão comercializado no Brasil vem do Chile, produzido em fazendas de cultivo no país (como já disse a Pat). Mas também podemos encontrar salmão vindo da China, que normalmente é mais barato. Entretanto, alguns alegam que o salmão da China poderia ser simplesmente salmão norueguês que é filetado e embalado na China.
Entendo a dificuldade de confiar em uma bandeja de peixe, e quem nem todo mundo tem acesso a uma piscicultura comercial para saber como ocorre o cultivo, e que sempre haverá a dúvida do que estamos consumindo (não só no peixe, mas em qualquer produto). Cobrar/questionar quem fiscaliza (Ministério da Pesca e Aquicultura, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, etc.) é uma forma de saber como o peixe chegou até o prato.

Entretanto, o salmão não é o único peixe a ser consumido. Temos excelentes opções nacionais, cultivadas no país com qualidade: pintado, tambaqui, pacu, tilápia…. Os benefícios para a saúde são os mesmos, e além de estar estimulando o mercado nacional, o “controle de qualidade” por parte do consumidor pode ser feito de forma mais fácil, já que a empresa é nacional.

Só volto a alertar: peixe pescado não é, obrigatoriamente, melhor do que peixe cultivado. A pesca predatória (excessiva, sem controle de quantidade e tamanho dos peixes capturados), feita sem o mínimo de cuidados pós-captura (quantidade de gelo X quantidade de peixe, qualidade do gelo, qualidade das embarcações, etc.) faz com que o produto que chega ao consumidor perca toda sua qualidade.
A piscicultura comercial, assim como outras atividades de criação animal, segue protocolos de manejo para garantir um produto economicamente viável (para vendedor e comprador), saudável, sem deixar de observar o bem-estar animal.
Deixo meu e-mail à disposição para esclarecer dúvidas ou enviar mais informações: catiaveiver@yahoo.com.br

CELSO March 22, 2013 at 12:54

Que pena que avacalham com esse peixe maravilhoso… É uma delícia… mas terei que comer menos… Ótima matéria…

CELSO March 30, 2013 at 11:58

Há supermercados que vendem o salmão fresco inteiro, mas há também o filé já cortado e embalado… Alguns são rosa claro; mas há alguns laranja escuro, que parecem soltar tinta dentro do plástico; alguém mais já reparou isso? E como agir para comprar um peixe o mais natural possível? Comprá-lo inteiro? Pouquíssimos supermercados vendem assim (Carrefour, Extra) … Se não comprarmos o salmão do Chile, de onde mais chega a um bom preço no Brasil?

Pat Feldman March 30, 2013 at 14:39

Celso salmão selvagem a bom preço é complicado. No Brasil é impossível, porque salmão selvagem nem chega aqui…

luisa April 23, 2013 at 11:58

Olá a todos,

é claro q assim como o ovo um ótimo exemplo devemos evitar ou não comer o de granja e preferir quando for comer o orgânico, ou pelo menos o caipira, faz sim mttt diferença não é apenas na cor, mas todos os hormônios associados! vc percebe o cheiro gosto e o quanto te faz mal…! não adiante dar no alimento corantes para a gema ficar mais alaranjada para as coitadas galinhas que ficam sem bico (eles queimam) para não se matarem pois vivem num cubículo e cheia de hormônios para crescerem o mais rápido possível para gerarem lucro!!!

Imagino que com o salmão aconteça o mesmo!

Por isso o melhor é sempre o mais próximo do natural, da natureza e não industrializado (envenenado com tantos corantes, conservantes etc) só deveriamos nos alimentar destes alimentos em último caso!! Mas hj em ultimo caso nos alimentamos com alimentos frescos feitos na hora que não foram congelados, requentados….

Então vamos acordar e parar de sermos tão enganados pela industria que só esta pensando no lucro e não não na sua saude!!

Todos os legumes q não são orgânicos tbm são feitos de um maneira sinistra além de todos os fertilizantes, eles passam em mais um químico antes de ir ao supermercado para ter aquela aparência linda e brilhante!!

Temos que ACORDAR pois somos muito enganados!!

Sabedoria e paz a todos!

(liberado mas meu nome deve sempre ser citado!!)

Cátia April 27, 2013 at 16:32

(eu tinha enviado o comentário antes, mas ele não apareceu… deve ter acontecido algum erro, então segue de novo)

Luisa,

A história do “uso de hormônios” em aves é um mito.
Aves de granja crescem mais e produzem mais que os caipiras (ou crioulos) por que suas linhagens passaram por processo de seleção genética e melhorias na nutrição animal.
A seleção genética é feita através de cruzamentos de diferentes linhagens e intensa seleção dos indivíduos com as características desejadas (maior crescimento, melhor conversão alimentar, menor acúmulo de gordura, etc.). As características desejadas são definidas em função das demandas de produtores e de consumidores. Por exemplo, hoje já existem empresas produzindo linhagens específicas de frangos e galinhas poedeiras para criação em sistema caipira (mais rústicos, crescimento mais lento, e outros).
Quanto à nutrição animal, através de estudos e pesquisas, hoje conhecemos as exigências nutricionais de cada espécie (aves, suínos, peixes), finalidade (produção de carne, ovos, leite) e categoria (inicial, crescimento, engorda). Deste modo, o animal consome exatamente o que necessita de nutrientes, sem faltar nada e com o mínimo possível de excesso. Assim, ele cresce melhor (mais rápido), o custo de produção é menor e a excreção (produção de dejetos) também é menor – resulta em menor impacto ambiental.

Comments on this entry are closed.

{ 8 trackbacks }

Previous post:

Next post: