O Leite A (Chutando o Balde)

by Pat Feldman on 03/11/2009 · 29 comments

in Alimentação, AMIGOS, ARTIGOS, Leitores do Crianças na Cozinha

Picture 5Eu conheci o José Luiz há alguns anos, numa das minhas idas à feira de orgânicos da Água Branca. Junto com meu marido, já tivemos longos e intressantíssimos bate-papos, sempre muito críticos e complexos, à respeito de como anda a nossa alimentação atualmente.

O mais interessante dos nossos papos são as diferentes visões que temos sobre o mesmo assunto. Eu sou culinarista, mãe e dona de casa. Meu marido é médico. O José Luiz é agrônomo e criador de gado. Vocês podem imaginar o que sai desses papos? Num dos nossos almoços (no saudoso Empório Siriuba), conversamos sobre leite e desse papo foi que eu ouvi falar pela primeira vez de um tal de “leite A1”, “leite A2” e um monte de outros nomes relacionados.

Hoje o meu querido amigo, Dr. Carlor Braghini, me mostrou um texto sobre esses leites todos que conversamos com o José Luiz, um artigo do próprio, que eu incrivelmente já conhecia (está publicado no site Enxaqueca), mas não me lembrava. Já li com atenção e achei que valia a pena dividir com vocês.

Texto de José Luiz Garcia

Não é novidade para ninguém que o leite de vaca esteja causando alergia às pessoas. Não estou falando de intolerância a lactose (o açúcar do leite) por falta de lactase (a enzima que digere a lactose), pois esse é um fator mais ligado a herança genética, mas sim de alergia propriamente dita, ou seja, uma reação imunológica gerada pelo nosso corpo a proteínas do leite.

Para explicar esse fenômeno o que não faltam são “profetas de plantão” geralmente oriundos das escolas e vertentes de pensamento naturebas com explicações do tipo: ” o homem é o único animal no mundo que toma leite na idade adulta”. Essa frase dita e repetida “ad nauseum” por “gurus” nutricionais e até mesmo por alguns médicos desavisados, soa bastante verossímil.

Essa explicação aparentemente correta sempre desafiou a minha modesta inteligência. Me explico: Como descendente direto de ibéricos sou geneticamente equipado para desconfiar de tudo e de todos. O ” Hay gobierno ? Soy contra” está intimamente amalgamado no meu DNA.

Decidi estudar o leite de vaca na evolução da espécie humana. Decidi também estudar a veracidade da afirmação natureba. Logo de cara descobri que o homem é o único animal de toma leite na idade adulta por ser dotado de livre arbítrio.

Descobri que até pássaros tomam o leite de vaca, passando por cachorro, gato, e o que mais for e até mesmo o próprio gado, se o leite, a eles, for oferecido. Hipótese cada vez mais remota com o preço do leite nos patamares atuais.

A razão do bezerro/a não tomar leite de vaca após uma  certa idade, é que a um determinado ponto a vaca, sabiamente, dá um “basta!” não mais permitindo ao seu rebento esse privilégio para que o mesmo por si próprio passe a se alimentar de capim, o alimento preferencial para o qual o gado bovino está geneticamente aparelhado para garantir a sua subsistência . Nesse momento a vaca sabiamente passa a hostilizar a própria cria, pois irá necessitar de toda a sua energia para gerar a próxima cria. É apenas mais uma faceta da natureza sábia.

NOTA DA PAT: Pessoal, leite cru não é qualquer leite que a gente simplesmente não aquece. Leite cru é aquele que é “leite de verdade”, que sai da vaca e não passa por NENHUM processamento ou aquecimento.

Descobri, igualmente, que o homem toma leite de vacas há mais de 10.000 anos e que nunca teve problemas de alergia nos últimos 9.900 anos. Descobri também, que o leite de vaca foi fundamental para o desenvolvimento da própria espécie humana, tirando dos homens parte do trabalho diário de obter alimentos, quer pela caça quer pela coleta de alimentos.

O que estaria acontecendo hoje em dia, então ?

A resposta pode estar em uma descoberta recente por parte da ciência. Os pesquisadores descobriram que todas as fêmeas, incluindo a mulher, cabra, égua, camela, etc… produzem , no leite, uma proteína denominada Beta caseina A2, mas que, a aproximados 10.000 anos atrás, algumas vacas sofreram uma mutação genética e passaram a produzir também uma proteína denominada Beta Caseina A1. A única diferença entre as duas proteínas é apenas um amino acido na 67ª posição entre 203 amino ácidos que compõem as duas proteínas. A Beta Caseina A1 possui uma histidina enquanto que a Beta Caseina A2 tem uma prolina na 67ª posição.

Entra uma histidina no lugar de uma prolina, e como a natureza é caprichosa, essa aparente pequena diferença faz com que a proteína seja clivada ( quebrada ) nessa posição dando origem a um peptídeo (parte de proteína) denominado “Beta Caso Morfina A7” por ter uma estrutura química semelhante a morfina.

É criado no estomago, por meio da digestão ácida, um opiáceo.

Segundo vários autores, as Beta Caseinas A1 e seu peptídeo, principalmente um denominado Beta Caso Morfina 7 estariam implicadas em uma serie de reações alérgicas.

Estudos europeus demonstraram estar esse peptídeo associado a casos de autismo, morte súbita e diabetes tipo-1 em crianças e problemas coronarianos, problemas neurológicos e colesterol elevado em adultos.

Esse fato fez com que os pesquisadores estudassem todas as raças bovinas e descobrissem quais as que produziam uma maior quantidade de leite A1 e A2.

Uma pesquisa genética de nossos patrícios da USP de São Carlos demonstrou que todas as raças zebuínas ainda  produzem leite A2 na sua quase totalidade ( números bem próximos a 100%), não tendo sido afetadas por aquela mutação genética. Ponto para os criadores de Gado Gir Leiteiro. Além das características já conhecidas de rusticidade e resistência a parasitos externos aparece agora mais essa vantagem, o leite do Gir é não alergênico.

Nas raças taurinas (européias) apenas a raça Guernsey, que já foi a raça leiteira mais criada no Brasil e infelizmente se extinguiu devido a vários fatores e que agora está aumentando a nível mundial, produz exclusivamente o Leite A2, ficando a raça Jersey em segundo lugar com 75% de leite A2 e 25% de leite A1 alergênico e a raça holandesa com 50% de leite A1 e 50% de leite A2.

Como em todas as descobertas científicas que colocam em cheque o sistema estabelecido essas descobertas também estão sendo e irão ser combatidas como sempre foram pelos cientistas de aluguel, mídia de aluguel e finalmente por políticos/legisladores de aluguel vendidos aos interesses econômicos contrariados. A título de ilustração vejam o que está acontecendo com a idéia que propõe a utilização de sacolas de supermercados feitas com material biodegradável e vejam os argumentos usados pela industria de plástico poluente para a manutenção da sua sobrevivência.

Uma outra hipótese nos chama a atenção para o manejo e a alimentação das vacas leiteiras nos últimos 60 a 70 anos. A bem da verdade é bom que se diga que as vacas leiteiras evoluíram comendo capim. São seres pastejadores herbívoros. Deveriam, portanto, se alimentar preferencialmente de capim. Certo ?

……………….Errado!.

As vacas leiteiras, hoje em dia,  comem quase tudo menos capim. Vejam por exemplo alguns exemplos de componentes da dieta exótica das vacas leiteiras nos últimos 70 anos:

– Esterco de galinha (proibido mas ainda utilizado na clandestinidade no Brasil)

– Caroço de Algodão

– Polpa de Laranja ( sub-produto industrial)

– Farelo de Soja

– Uréia, Sulfato de Amônio ( derivados de petróleo)

– Farinha de Carne ( hoje proibida)

– Farinha de Penas ( hoje proibida)

Finalmente após todo esse cardápio indigesto vocês não poderiam ficar surpresos se eu lhes contasse que 80% de todo o Bicarbonato de Sódio produzido nos EUA sejam utilizados na alimentação de vacas de leite.

Haja Bicarbonato de Sódio !!!!

O homem descobriu um atalho para a pobreza dos nossos solos e ao invés de fertilizar os solos prefere dar aos animais diretamente os sais que na verdade deveriam ser usados como adubos de solo.

Se as duas hipóteses estiverem corretas qual seria a vaca que teoricamente produziria o leite mais  alergênico ?

Exatamente!  A vaca holandesa que produz mais proteína A1 alimentada com a dieta exótica que é utilizada nas fazendas-fábricas que são preconizadas pelo status-quo técnico-científico do chamado agro-negócio, que insiste em tentar reduzir  todas as tarefas biológicas a meros produtores de moeda corrente sem levar em consideração as necessidades fisiológicas de cada espécie animal, isto é , uma dieta altamente acidificante e geradora de problemas já bastante conhecidos de todos os criadores de gado leiteiro, a saber, laminite, indigestão, empanzinamento, abomaso desalojado, baixa longevidade ( vida curta), etc…

Também, não poderiam ficar surpresos se eu lhes disse-se que a média de lactações de uma vaca nos Estados Unidos, a Meca do conhecimento científico e onde todos os técnicos e cientistas brasileiros se espelham, é de apenas 1,8 lactações ou até menos. Não é para menos.

Mas, afinal, quem se importa?

O Status Quo acadêmico-científico nos diz o que é certo e o que é errado e o que conta no fim do dia é produzir mais leite não importando as conseqüências.

Entretanto, vamos admitir por um átimo de tempo que ambas hipóteses poderão estar corretas. A Nova Zelândia já se adiantou a registrar o nome “A2 Milk” e está certificando laticínios ou fazendas que trabalhem exclusivamente com Leite A2 determinado por meio de exame de DNA dos animais do rebanho e normas de manejo que contemplem o livre acesso dos animais ao pasto, luz solar e ar livre dos animais em lactação.

No mundo todo consumidores conscientes estão demandando alimentos cada vez mais produzidos de forma ecologicamente correta e leite produzido em fazendas-fábricas de gado holandês criado em confinamento (também ironicamente chamado de Free-stall) recebendo dieta exótica e acidificante que produz leite alergênico não é propriamente o que se pode chamar de ecológico e nem de correto ou até mesmo de salutar.

Asneira ! Non-Sense ! Irão protestar o sistema e as autoridades constituídas.

O tempo dirá quem está realmente com a razão.

Da minha parte eu posso lhes garantir que estou trabalhando para ter o meu leite de vacas Guernsey, Jersey e Gir ou giradas que comam preferencialmente pasto ou feno produzidos em solos remineralizados com altos teores de fósforo, cálcio, magnésio e potássio e com teores expressivos de ferro, manganês, zinco, cobre, boro, cobalto e molibdênio e com uma microbiologia ativa para garantir um bom suprimento de húmus que irá se contrapor as secas e estiagens, cada vez mais freqüentes, e gerar plantas mais sadias e nutritivas.

Talvez um dia, quem sabe, algum consumidor mais exigente irá dar valor ao meu produto. Antes tarde do que nunca !


(*) O Autor é formado em Agronomia pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e

tem Mestrado em Bioquímica e Fisiologia de Plantas pela Michigan State University.

Também é criador de Gado Guernsey e Jersey no Sul de Minas.

(Esse artigo tem Permitida sua divulgação na íntegra.)

Envie para um amigo Envie para um amigo Versão para impressão Versão para impressão

{ 28 comments }

Kelly November 4, 2009 at 3:22

Oi Paty, primeiro de tudo quero parabeniza-la pelo lindo site!!! estou apaixonada, acesso todos os dias e nao me canso de achar receitas e dicas maravilhosas. Sou nutricionista e moro na Australia…. Sigo os mesmos principios que vc, amo todos os livros que vc mensiona aqui! Fiquei feliz em encontrar vc pois sempre que vou para o brasil fico com dificuldade de achar certos produtos organicos. Estudei numa faculdade ortomolecular por isso me interesso muito pelo site do seu marido tb.
Enfim, aqui na Australia a polemica do leite eh muito forte, adorei o texto acima e espero que muitas pessoas que nao consumam leite cru pelo menos possa entender e escolher melhor o leite pasteurizado em que consuman.
Obrigada pelo lindo site… Amo o seu trabalho, Parabens!!!!!
kelly

Pat Feldman November 4, 2009 at 6:53

Obrigada pelo carinho, Kelly!!

Pelo que sei, aí na Austrália só é permitida a venda de leite cru quando este for destinado aos “pets”. É isso mesmo?

Kelly November 4, 2009 at 18:26

Oi Paty, nao tenho certeza qto a venda destinada a pets, mas o leite em que estou acostumada a recomendar ven de uma fazenda aqui perto e eles destinam como leite para banho. Cleopatra’s bath milk!!!!!
ate breve!!

Pat Feldman November 4, 2009 at 19:08

O bom é que aí, nem que seja usando um argumento diferente, ao menos se consegue o tal leite.

Irlene November 4, 2009 at 9:01

Oi Pat,
– você sabe qual é a raça do gado da Fazenda São José, que produz o leite que compramos na Feira da Água Branca?
– o Dr. Braghini comercializa o leite das vacas da fazenda dele?
Irlene

Flávia November 4, 2009 at 9:27

Parebéns pelo artigo! Gostaria somente de lembrar que além da “ração” de péssima qualidade as fazendas-fábricas também submetem as vacas a um processo de tortura ao separem delas seu filhotes recem nascidos. As femeas são criadas tomando leite em balde e os machos sao abatidos de imediato ou são também torturados para virarem vitela. As vacas leiteras sofrem frequentemente de mastite, liberam pus no leite, e tomam grandes doses de antibióticos e aintinflamatórios. Sei que este não é o objetivo deste site, mas acho importante ressaltar o prejuizo que o número excessivo de vacas tem causado ao meio ambiente. No Brasil a estimativa é de quase uma cabeça de gado por pessoa!!!

Silvia November 4, 2009 at 9:59

Pat, não entendi quem é o autor do texto. Esclarece pra mim, please? :-)

Pat Feldman November 4, 2009 at 10:13

Silvia, o autor é o José Luiz

Irlene November 5, 2009 at 7:55

Ah, achei que o texto fosse do Dr. Braghini. Então, minha pergunta muda: conseguimos comprar aqui em São Paulo o leite A2 da fazenda do José Luiz? Obrigada. Irlene

Pat Feldman November 5, 2009 at 21:04

Irlene, como eu já tenho meu ótimo fornecedor, nunca perguntei isso ao José Luiz. Vou verificar!

Guilherme December 12, 2012 at 12:17

Pat, pelo que vi tem bastante gente que gostaria de conseguir leite com o José Luiz, eu inclusive. Conseguisse conversar com ele para ver se isso é possível?
Abraço

Carolina G. November 5, 2009 at 10:48

Pat!
Gostaria de entrar em contato com o José Luís. Quero saber se posso comprar o leite de vaca com ele, moro em Belo Horizonte e ainda não consegui achar um fornecedor plenamente confiável, estou procurando a meses!!!!!!
QUERO MUITO!
Obrigada

Pat Feldman November 5, 2009 at 21:01

Carolina, vou pedir a ele um contato e passo aqui no site.

Fernanda May 27, 2010 at 11:03

Paty, tb moro em Belo Horizonte e gostaria de um contato confiavel de fornecedor. Vc poderia me passar o contato dele tb …. muito obrigada :-)

Carolina G. November 5, 2009 at 21:20

Obrigada Pat, aguardo ansiosa!

Roberta November 6, 2009 at 2:46

Oi, Pat, parabens, menina por esse site tão tão bacana e tão útil.
Assim como as vacas acabei de desmamar o filhote :) Ele está com um ano e pouquinho e, teoricamente, poderia começar a beber leite de vaca em pó. Ocorre que após rápida verificação da tabela nutricional de um leite em pó bastante conhecido, achei que a quantidade de sódio era muito grande. Me deu um bloqueio mental, sei lá, passar de leite materno praquilo?? Desde então estou comprando fórmula (que já não seria o indicado pois ele já tem mais de 1 ano.) Gostaria MUITO que vc me desse uma luz? Qual o teu fornecedor? O que vc faria no meu lugar?
Desde que voltei de Londres, onde morei por 5 anos, tenho um pouco de preconceito com o gosto e qualidade dos leites e laticinios no Brasil. Mas agora não tem jeito, o filhote precisa de uns 500 ml por dia e eu me recuso a dar qualquer porcaria pra ele. Tô exagerando? Socorro?
Beijos, obrigadérrima!
Roberta

Pat Feldman November 6, 2009 at 5:54

Roberta, orecisar do leite, não precisa tanto assim. Uma das opções é trocar leite por iogurte. Se você está preocupada com o cálcio, leite passa longe de ser a melhor opção, porque apesar de ser rico no mineral, o cálcio proveniente do leite é de difícil absorção pelo nosso organismo. Não adianta ter tanto cálcio no leite, e ele não ir para onde deve, não é mesmo?

Uma melhor e mais bem aproveitada fonte de cálcio é o caldo de carne caseiro.

ana maria balbueno November 6, 2009 at 10:48

Interessante e esclarecedor o artigo. Como moro no interior tenho condição de comprar direto de pequeno produtor, que tem uma vaquinha e vende pros vizinhos. O medo, entretanto, é da condição da vaca e do controle de doenças, especialmente vermes. E, após encontrar seus textos sobre iogurte e soro (estou aproveitando muito em grãos e p/a fermentar pão) utilizo o leite cru. O autor, agrônomo, liberaria e-mail para orientações?
Abs e obrigada.

Ana Maria

Priscila Braga December 10, 2009 at 23:31

Pat, depois que uma amiga indicou o site, tenho consultado constantemente… adoro!!! Parabens!
queria saber sua opiniao sobre uma ideia que tive:
tenho uma filha de 10 meses e estou pensando no desmame para daqui +/- 2 meses…. o que acha de tira-la do peito mas continuar dando meu proprio leite na mamadeira??? ideia maluca??? se continuar tirando, provavel que continue tendo, certo???

Pat Feldman December 11, 2009 at 7:04

Priscila, amamentação (infelizmente) não é muito a minha especialidade, mas eu imagino que se você continua estimulando o seio, ele continue produzindo leite – só não sei se o estímulo da bomba é o mesmo do bebê mamando, se é suficienteMas se você precisa mesmo desmamar, e não interessa o motivo, a tentativa de tirar o leite com a bombinha e dar na mamadeira me parece boa – quanto mais sua filha puder mamar leite materno, melhor!

Judy August 9, 2010 at 0:27

A alergia existe há muito, mas era chamada de quebranto, de mal de simioto, etc. Bebês morriam de desnutrição mesmo tomando um leite de vaca excelente, naturalíssimo, pois sendo alérgicos não conseguiam absorver os nutrientes.

Rodrigo August 11, 2010 at 13:27

Muito interessante esse artigo. Mas como pesquisador gostaria de me aprofundar mais nesse saber e se possível gostaria que você me disponibilizasse o contato com o autor para conhecer melhor seus estudos e pesquisas.

Abraços.

MAURO March 12, 2011 at 11:56

Olá, dra. Patrícia.
Gostaria de saber se é possível ter boa saúde trocando a carne vermelha por carne branca, especialmente peixes, desde estes não sejam oriundos da piscicultura. Eu me preocupo com a saúde, mas também com o futuro do planeta. E todos sabemos do impacto ambiental causado pela enorme população bovina necessária para suprir as demandas por carne e laticínios. Seria importante levarmos em consideração também a saúde do planeta quando fazemos nossas escolhas dietéticas, pois sem um planeta saudável, ficará cada vez mais difícil e inacessível ser saudável.

Respeitosamente,
Mauro

ANDREA July 18, 2013 at 9:30

Pat
Amo seus posts! Me inspiro em seu modo de conduzir sua família a uma nutrição saudável. Nem sempre dá pra fazer tudo. Consumir frutas orgânicas como morangos, maçãs, peras, avocado, é um sonho ainda, pois em minha cidade (Recife), não dispomos dessas frutas por não termos produtores locais por causa do clima. Mas, opto pelas que encontro. Em relação ao leite, temos uma forte tradição de consumirmos o queijo coalho, cujos ingredientes são: coalho, leite crú e sal. Também consegui encontrar um leite orgânico, mas não é cru, é pasteurizado para poder ser comercializado. Minha pergunta: Vale a pena consumir o leite orgânico mesmo pasteurizado, ou melhor não consumir leite pasteurizado de forma nenhuma? E o queijo, pode aquecer para consumir?
Grata
Andrea

Gabriel Silva Eccard August 30, 2015 at 10:57

Olá Pat, bom dia.
Primeiramente meus parabéns pela publicação, sou criador de Gir Leiteiro em Santo Antônio de Pádua, interior do Rio de Janeiro e dou muito valor a alimentação natural, e saudável. Considero o Leite um alimento fantástico e buscando produzi-lo sem os “venenos”, exemplo destes os que mencionou acima, optei pelo gir como uma saída.
Minha filha mais nova está para fazer 2 anos e desde o 3º mês de vida necessitou introduzir leite a sua dieta e desde então bebe o do gado gir.
No entanto sempre ouvi falar muito bem do gado Guernsey, devido a qualidade de seu leite, mas não encontro exemplares desta raça e gostaria de saber se pode passar o contato do Sr. José Luiz para eu saber onde posso encontrá-la.
Desde já muito obrigado e parabéns mais uma vez.

Janice November 6, 2015 at 15:38

Existe alguma marca nacional a venda no mercado compatível com os gados leiteiros que você mencionou como bons para consumo humano?

Pat Feldman November 8, 2015 at 19:22

Não conheço nenhuma marca, e mesmo que tenha, em geral o leite é tão processado, que os maiores benefícios se perdem….

Denise April 12, 2016 at 11:13

Olá Pat, cheguei até aqui nas minhas incansáveis buscas por um produtor orgânico de leite cru, gado livre alimentando em pastos sem antibióticos. Consegui chegar até um de Itaipava que irá me fornecer. Meu irmão médico, ficou alarmado pelos riscos gravíssimos à saúde se não for feito um criterioso processo de assepssia, como fervura, congelamento e assepssia dos recipientes para armazenamento. Fiquei apavorada qdo li a respeito dos coliformes, salmonella e outras bactérias que podem causar dentre diversas doenças, meningite, pielo nefrite, etc… O que vc teria para dizer a esse respeito? Obrigada Denise

Comments on this entry are closed.

{ 1 trackback }

Previous post:

Next post: