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Bebidas Isotônicas

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Eu já cansei de ver por aí pais e mães oferecendo isotônicos comerciais aos seus filhos, e o pior é que eles o fazem na certeza de que estão oferecendo uam opção super saudável, acima de qualquer suspeita. Grande engano!!!

A minha crítica aos isotônicos comerciais já começa pela sua composição. Fui pesquisar no site do isotônico mais conhecido para poder reproduzia aqui a sua composição. Sabe o que tinha escrito lá, no item composição? “G…” é uma formulação científica composta de água, carboidratos, eletrólitos (minerais) e elementos que dão cor e sabor. E o que significa isso afinal de contas??

Eu não sei vocês, mas eu prefiro beber água, água de coco, refrescos naturais de qualquer sabor e prefiro até passar sede do que beber uma FORMULAÇÃO CIENTÍFICA!!! Formulação científica para mim soa mais como remédio. “Carboidratos” é vago demais… Fruta contém carboidrato, açúcar refinado contém, mel contém, etc… Minerais?? A tabela periódica mostra vários, alguns bastante tóxicos. Especificar cada um deles com as respectivas quantidades seria no mínimo obrigatório. “Elementos que dão cor e sabor”?!? Corantes e flavorizantes artificiais, pura e simplesmente, apenas escrito de um jeitinho mais bonito, mais comercial em se tratando de uma bebida voltada aos esportistas, um público “teoricamente” mais saudável.

Não contente com todas as minhas críticas, li hoje no caderno Ciência e Saúde do UOL uma matéria mostrando outros graves malefícios dos isotônicos comerciais. Segue abaixo a matéria reproduzida. Para ler a matéria orginal, CLIQUE AQUI.

Ao final da matéria confira as minhas opções naturais de isotônicos!

As bebidas esportivas contêm carboidratos, sódio, potássio e outros componentes que fazem com que sejam rapidamente absorvidas e promovam uma rápida reidratação após a atividade física prolongada ou intensa. Mas o consumo excessivo desses isotônicos pode ser bastante prejudicial aos dentes, segundo estudo apresentado no dia 3 de abril na reunião anual da Associação Internacional de Pesquisa em Odontologia, em Miami, Estados Unidos.

O trabalho, feito por pesquisadores da Universidade de Nova York, verificou que o consumo prolongado de bebidas esportivas pode promover uma condição conhecida como erosão dentária.

Segundo a Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas (APCD), erosão dentária é um processo progressivo e destrutivo, caracterizado pela perda do tecido duro dos dentes, por ação de ácidos contidos em bebidas, alimentos ou ainda provenientes do próprio organismo. A condição resulta no enfraquecimento e até mesmo na destruição do dente, independentemente da presença de bactérias.

“Nosso estudo relacionou diretamente o ácido cítrico presente em bebidas esportivas com a erosão dentária”, disse Mark Wolff, professor e presidente do conselho da Faculdade de Odontologia da Universidade de Nova York, autor principal do estudo.

O grupo de Wolff cortou pela metade dentes de boi, que foram usados no estudo por conta de semelhanças em sua constituição com dentes humanos. Enquanto metade foi imersa em água, a outra parte foi inserida em isotônicos.

“Os dentes foram imersos em bebidas esportivas por 90 minutos para simular os efeitos de bebericar tais líquidos de tempos em tempos durante um dia inteiro”, disse Wolff.

Ao observar as duas metades em microscópio e realizar análises químicas, os pesquisadores observaram um significativo aumento no amolecimento e na erosão nas partes mergulhadas em isotônicos.

Segundo os cientistas, o problema pode ser ainda maior se o usuário escovar os dentes imediatamente após o consumo desse tipo de bebida. Nesse caso, por conta de o esmalte estar amolecido, os dentes estariam mais suscetíveis às propriedades abrasivas dos cremes dentais.

“Para prevenir a erosão dentária, consuma bebidas esportivas com moderação. E, após a ingestão, espere pelo menos meia hora para escovar os dentes, para dar tempo de reendurecer o esmalte dentário. Quem consome tais bebidas com frequência deve consultar o dentista para saber se precisa usar uma pasta que neutralize a acidez e ajude a reendurecer o esmalte”, disse Wolff.

Segundo a APCD, a ingestão de produtos altamente ácidos, como refrigerantes, bebidas energéticas e sucos de frutas naturais ou industrializados, é a causa mais frequente da erosão dentária.

O estudo apresentado foi “The potential for acid damage on dentin from sports drinks”.

Aqui no site Crianças na Cozinha eu já apresentei algumas boas opções naturalmente isotônicas. Que tal experimentar?

  • Água de coco (mas por favor, que seja água de coco tirada do coco na hora! Nada de caixinhas ou congelados!)
  • Gatorade caseiro ou Beet Kwas (que além de isotônica é probiótica)
  • Ginger Ale (também, além de isotônico, é probiótico)

Quem é a Pat FeldmanPat Feldman

Pat Feldman é culinarista, criadora do Projeto Crianças na Cozinha (www.criancasnacozinha.com.br), que visa difundir para o grande público receitas infantis saudáveis, saborosas e livre de industrializados. É também autora do livro de receitas A Dor de Cabeça Morre Pela Boca, escrito em parceria com seu marido, o renomado médico Alexandre Feldman.

12 comentários

  1. O pediatra dos meus pimpolhos condena Gatorade em todas as idades porque o associa as doencas renais. Pedro teve rotavirus esses dias e o medico mandou dar Ginger Ale. Ele nao gostou muito, mas pelo menos, nao vomitou. Tentamos Pedialyte, mas ele colocou tudo para fora.

    Outro mito e usar Gatorade em dietas. Vc ja viu a qtde de carboidratos e acucar numa garrafa media? Horripilante.

    Beijos

    1. Quando meu filho teve rotavirus a reposição da flora intestinal foi fundamental para a recuperação. Ele não aguentava muita coisa na barriguinha, então diluía uma colher de sopa de iogurte em água, batia com 1/4 de maçã sem casca e dava na mamadeira (na época era mamadeira ainda). Meus pais ficaram horrorizados de me ver dando iogurte para o pequeno, mas foi o que controlou a virose e o fez melhorar mais rápido.

      Você viu a receita de ginger ale aqui do site? Cheia de lactobacillus do bem, ideal para esse tipo de enfermidade!

  2. Oba, eu vou ver essas receitas sim! Tivemos que dar o Ginger Ale em formato de refrigerante. Por isso ele nao curtiu porque nao toma refri. Obrigada pela dica. Esta anotada.
    Beijos

    1. Julia,
      Trabalho como “bartender”, preparo de drinques e coquetéis, e estou louco atrás desse refrigerante: o Ginger Ale. Saberia informar onde posso: comprar, encomendar, site de venda…
      PS: Fiquei bastante surpreso com seu depoimento: “Pedro teve rotavirus esses dias e o medico mandou dar Ginger Ale.”.
      Sou do Rio de Janeiro e desde já agradeço sua atenção.

  3. Onde eu moro não tem água de côco tirada na hora, só de caixinha mesmo. Tomei bastante durante a gravidez e agora estou curiosa em saber o porquê da objeção? Talvez tenha menos valor nutritivo, pois tem q ser pasteurizado etc, mas mesmo assim é melhor do q nada…

    1. Fernanda, eu evito ao máximo os industrializados – para falar a verdade, cada vez mais, tenho conseguido os evitar 100%. Entre beber água de coco de cixinha e não beber, ou beber água filtrada comum, fico com a última opção – água hidrata!

      Eu tenho acesso a água de coco com facilidade num sacolão perto da minha casa. A água é tirada na hora, bem fresquinha, uma delícia! Mas em 2 ou 3 dias já está completamente azeda, imprópria para consumo. Eu não consigo portanto confiar numa água de coco que vem embalada numa caixinha e é capaz de durar meses fora da geladeira. Como isso pode ser natural?

    1. Desde que seja água de coco natural, por que não tentar? Eu nunca tentei, mas se você testar, venha nos contar o resultado!

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