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Medo de Gordura??? Sai dessa!!!!

Aulas de culinária infantil.

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Autor: Dr. Alexandre Feldman, médico

O Engodo do Colesterol

A hipótese equivocada de que o colesterol causa doenças do coração surgiu na década de 50, não passou pelos testes cientí­ficos mais básicos e, mesmo assim, sobrevive. Sobrevive porque os pesquisadores interessados nessa hipótese menosprezam e simplesmente se recusam a levar em consideração todas e quaisquer observações cientí­ficas que a contradizem. Estes pesquisadores se agarram à associação mais fraca que poderia apoiar sua hipótese e a chamam de prova irrefutável.

A teoria da moda você já conhece, pois está sempre em todas as revistas populares, jornais e na TV: a alimentação à base de gordura de origem animal determina os ní­veis de colesterol no sangue. Alimentos com altas quantidades de colesterol – ovos, leite, carne, banha, sebo, bacon e gordura de coco – seriam os principais culpados. Em seguida, esse colesterol alto seria a causa da chamada aterosclerose, o endurecimento das artérias. E por fim, esse colesterol entupiria as artérias coronárias e cerebrais, provocando infartos e derrames.

Assim, por muitos anos e décadas, milhões de pessoas aturaram uma dieta insí­pida e monótona, lutaram contra os sérios efeitos colaterais de remédios para abaixar o colesterol e gastaram verdadeiras fortunas – em vão, pois pesquisas cientó­ficas já demonstram, faz tempo, que todo esse esforço é inútil.

Tudo começou em 1953, quando o diretor do Laboratório de Fisiologia da Universidade de Minnesota (EUA), dr. Ancel Keys, publicou um artigo no qual dizia estar “abundantemente claro” que as doenças cardí­acas poderiam ser prevenidas – e que ele já sabia quais eram as medidas a serem tomadas.

A comida gordurosa era a culpada, e ele provou isso com um gráfico. Esse gráfico ilustrava, em um dos eixos, a taxa de mortalidade cardí­aca em seis paí­ses, e no outro eixo, a quantidade de gordura ingerida nesses paí­ses. Os pontos do gráfico traçavam uma curva (correlação) quase perfeita. Tão perfeita que o gráfico mais parecia resultar de um experimento em fí­sica do que em biologia. Estava lá: quanto mais gordura um determinado paí­s consumia, mais alta era a taxa de mortalidade cardiovascular. A curva era tão perfeita que sugeria que se uma pessoa evitasse completamente a gordura, ela jamais morreria do coração.

O gráfico do Dr. Ancel Keys

O gráfico do Dr. Ancel Keys

Um ano mais tarde, uma das mais renomadas revistas cientí­ficas (The Lancet) publicou a seguinte declaração: “A curva demonstra uma relação quase convincente entre a quantidade de gordura da alimentação e o risco de morte coronariana”.

Para começar: como foram medidas as taxas de mortalidade cardí­aca nesses seis paí­ses? Através dos atestados de óbito. E quem disse que aquilo que está escrito naquele papel é a verdade?

Um artigo publicados no prestigioso The New England Journal of Medicine e The Lancet aponta que é colocado o diagnóstico errado em um de cada três atestados de óbito .

No gráfico do dr. Keys, o paí­s com mortalidade cardí­aca mais baixa era o Japão. Sabe-se que, segundo a cultura tradicional japonesa, morrer do coração seria considerado uma coisa degradante, de modo que muitos parentes pediam a seus médicos que omitissem do atestado essa causa de morte.

O interessante, aqui, é entender por que o autor usou apenas seis países em seu gráfico, quando na época já existia essa mesma informação para 22. A razão é simples: se todos os paí­ses tivessem sido incluí­dos no gráfico, a correlação diminuiria incrivelmente.

Em paí­ses consumidores de muitas gorduras, como o México, a taxa de mortalidade era sete vezes menor que da Finlândia, que consumia praticamente as mesmas quantidades de gordura. Essa falha chegou a ser apontada em um artigo no The New York State Journal of Medicine . O incró­vel é que os seus autores, apesar de terem oferecido uma visão crí­tica à pesquisa apresentada, são citados em um livro de 1979 como partidários da hipótese .

Outro detalhe: Por que, com o passar das décadas, a taxa de mortalidade cardí­aca aumentou quando o consumo de gordura diminuiu?

O pesquisador R. Masironi publicou, em 1970, no Boletim da Organização Mundial de Saúde , um trabalho mostrando que a taxa de mortalidade cardiovascular em cidadãos iugoslavos de meia idade aumentou de três a quatro vezes entre 1955 e 1965, enquanto a ingestão de gordura diminuiu em 25 por cento. O autor concluiu que não há prova de que a gordura exerça algo além de um papel marginal na causa das doenças cardí­acas.

O engraçado é que esse mesmo autor e essa mesma pesquisa são citados, anos mais tarde, como sendo também a favor da correlação positiva entre ingestão de gordura e colesterol .

Na Inglaterra, entre 1930 e 1970, houve um aumento dos ataques cardí­acos, enquanto a ingestão de gordura animal permaneceu constante desde 1910 .

Nos Estados Unidos, a mortalidade cardí­aca aumentou em cerca de dez vezes entre 1930 e 1960. Manteve o patamar durante a década de 60 e, desde então, vem diminuindo bem lentamente. É verdade que, durante este lento declí­nio, o consumo de gordura diminuiu; porém esse consumo também havia diminuí­do durante as três décadas de aumento vertiginoso da mortalidade .

A explicação mais provável é que um número cada vez maior de indiví­duos sobrevive ao ataque cardí­aco graças aos avanços nos tratamentos.

A Suíça apresentou, a partir da década de 40, um declí­nio na taxa de mortalidade cardí­aca e um aumento de 20 por cento na ingestão de gordura de origem animal .

No iní­cio da década de 60, o professor George Mann, da Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos, levou um laboratório móvel para o Quênia, na África, a fim de estudar uma tribo cuja dieta era apenas leite, carne e sangue de animais. A tribo era radical. Nada de verduras. Só leite, carne e sangue para os mais jovens. Quatro litros de leite por dia, portanto quase meio quilo de gordura. Bastante carne também.

E sabe o que acontecia? Eles não morriam do coração, pois o colesterol deles era baixo. A explicação é óbvia: nós e todos os mamí­feros deste mundo fabricamos colesterol no organismo. Afinal, ele é muito importante para nossa sobrevivência. Quando comemos gordura animal ou colesterol, a nossa produção automaticamente diminui. E vice-versa. Esse mecanismo de preservação dos ní­veis de colesterol é muito importante para nossa saúde e bem-estar; por essa razão é tão difí­cil abaixar o colesterol a longo prazo com dietas.

Mas a conclusão de outros pesquisadores de Chicago – dr. Bruce Taylor e sua equipe – foi diferente. Ele teorizou que estas tribos africanas teriam vivido isoladas por milênios, e assim desenvolvido uma capacidade genética especial de lidar com o colesterol. Este pesquisador nem sequer cogitou a possibilidade desse fenômeno ser controlado por outros fatores, como por exemplo atividade fí­sica e fatores ambientais.

Todo cientista sabe que podem existir explicações diferentes para uma mesma observação, porém este pesquisador e sua equipe simplesmente ignoraram qualquer outra hipótese e publicaram a mesma teoria em quatro revistas cientí­ficas. Na época, a publicação dos mesmos resultados em diferentes periódicos era comum e, também, um método fácil para turbinar a ascensão na carreira profissional. Hoje em dia as coisas mudaram; um pesquisador que faça isso pode se prejudicar imensamente .
Em primeiro lugar, a teoria de que você adquire uma caracterí­stica favorável e em seguida a transmite geneticamente é infundada e já foi descartada há mais de um século. Qualquer caracterí­stica ou já está presente na carga genética ou surge espontaneamente, a partir de uma mutação. Se for importante para a sobrevivência, o número de indiví­duos com ela aumentará com o passar das gerações, e acabará ultrapassando o número de indiví­duos sem ela.

Mas isso só acontece se essa caracterí­stica aumentar a sobrevivência antes da maturidade sexual. Ora, indiví­duos com uma caracterí­stica genética protetora contra alguma doença que ataca somente após a maturidade sexual – no caso as doenças coronarianas – não têm a menor chance de aumentar sua população em comparação com indiví­duos sem a tal caracterí­stica, pois estes últimos transmitem a sua carga genética para seus filhos antes de desenvolverem a doença.

Este pesquisador e sua equipe poderiam, se quisessem, ter aproveitado a visita ao Quênia e ido até a sua capital, Nairóbi, para ver o que acontecia com os membros da tribo que a abandonaram e se tornaram “civilizados”. Afinal, a dieta em Nairóbi é muito mais diversificada.

Se o colesterol baixo daquela tribo era uma questão genética, deveria permanecer baixo na cidade grande, onde se consome bem menos gordura do que naquela tribo exótica.

Estudos posteriores demonstraram ní­veis de colesterol 25 por cento mais altos nos membros da tribo que se mudaram para a capital .

Mas mesmo assim as grandes autoridades mundiais sustentadoras do engodo do colesterol adoram a teoria genética para explicar aquela tribo, e escrevem: “… o fato é que as peculiaridades daqueles nômades primitivos não possui relevância na (…) nossa população.” Mas simplesmente não explicam a razão .

Outro trabalho que, curiosamente, nunca é citado em tratados cientí­ficos de revisão sobre o assunto é do dr. S. L. Malhotra, que estudou, durante cinco anos, a incidência de doenças do coração em mais de um milhão de empregados da rede ferroviária da Índia. Desta população, os indiví­duos da cidade de Madras, no sul do paí­s, tinham a maior taxa de mortalidade cardí­aca (135 indiví­duos para cada cem mil empregados); e os indiví­duos da cidade de Punjab, no norte, detinham a taxa mais baixa de todas (20 indiví­duos para cada cem mil empregados). O detalhe: Os indiví­duos de Punjab comiam 10 a 20 vezes mais gorduras que aqueles de Madras, que preferiam produtos e óleos de origem vegetal. (Malhorta SL: Epidemiology of ischaemic heart disease in India with special reference to causation. British Heart Journal 29: 285-905).

A dieta mediterrânea é freqüentemente lembrada pelos cientistas que acreditam no engodo do colesterol. As populações mediterrâneas de modo de vida simples possuem uma vida longa e saudável, em comparação a muitas outras. Possuem o colesterol baixo e um í­ndice bem menor de doenças cardí­acas. Infelizmente, lemos e ouvimos diariamente que a dieta mediterrânea é baseada quase exclusivamente de ingredientes vegetarianos e massas das mais diversas, banhados em azeite de oliva e regados a vinho.

Mas quem já visitou a Grécia, Itália, Marrocos e paí­ses mediterrâneos – e não ficou só passeando nos shoppings – sabe que esses povos não são nada vegetarianos. Eles também comem carne e peixe diariamente, utilizam ovos para fazer molhos, sopas, ensopados e cozidos, além de salsicha, manteiga, creme de leite e toicinho. Na Grécia, o consumo de queijo é altí­ssimo. Estima-se que o cidadão de Creta coma, sozinho, quase meio quilo de queijo de cabra por dia.

Se você não visitou a Grécia, não tem problema. Vá à livraria mais próxima e dê uma olhada nos livros de receitas tradicionais da região do Mediterrâneo. Você vai se surpreender.

Um detalhe: Na ilha grega de Corfu, cuja população possui ní­veis de colesterol mais baixo do que em Creta, morre-se cinco vezes mais do coração.

Além disso, existe o chamado paradoxo francês: em muitas regiões da França, existem populações com taxas de colesterol alta e baixa mortalidade do coração. Se você já fez uma excursão gastronômica pela França, com certeza sabe que a dieta dos franceses é repleta de margarina, ovos, queijo, creme de leite, fí­gado, patês e carnes gordurosas. Na região da Gascênia, onde o patê de fí­gado de ganso é a base da dieta, os í­ndices de mortalidade coronariana são baixí­ssimos. Como explicar isso?

Simples: não há explicação, se você se basear nos valores de colesterol. Estes dados provam que a gordura e o colesterol, em si, não possuem relação de causa/efeito com a doença cardí­aca.

No Japão, os as pessoas geralmente têm baixo colesterol e baixo í­ndice de mortalidade cardí­aca. Mas quando migram para o ocidente, o seu colesterol e os í­ndices de mortalidade se equiparam ao do paí­s para o qual migraram.

Em 1958, o dr. Ancel Keys (o mesmo que deu o pontapé inicial na história do colesterol) publicou essas constatações em um estudo, como sendo mais uma comprovação de que o colesterol entope as artérias. O que ele não constatou é que esses japoneses, após migrarem para os Estados Unidos, apresentaram não apenas um aumento da mortalidade cardí­aca mas também uma diminuição, em igual proporção, da mortalidade por derrame cerebral, e uma diminuição ainda maior da mortalidade total .

No ano de 1958, o Japão era um paí­s pobre, em plena fase de recuperação da Grande Guerra. Ninguém precisa ir ao Japão de 1958 para concordar que pobres não comem carne. No mundo inteiro, gordura sempre foi comida de rico. No Brasil, existe até a expressão “nata da sociedade”. Na França, “crême de la crême”.

No Japão de hoje, as coisas mudaram, mas mesmo assim ainda se fala – erradamente – que seu povo, detentor da mais alta taxa de expectativa de vida do planeta, come uma dieta com baixos teores de gordura. Entretanto eles consomem muita gordura animal, inclusive ovos, carne suí­na, bovina, de galinha, miúdos e frutos do mar. O que eles não consomem em quantidade é óleo vegetal, farinha branca e alimentos processados industrialmente.

A expectativa de vida dos japoneses aumentou desde a Segunda Guerra Mundial, em compasso com um aumento no consumo de gordura e proteí­na na dieta desse povo .

Quando os imigrantes do Japão pobre foram para os Estados Unidos, paí­s rico e diversificado, eles fizeram muito mais do que só comer mais gordura. Existem inúmeros fatores no seu novo estilo de vida que podem ter provocado doenças cardí­acas: menos atividade fí­sica, mais estresse, mais poluição… Além disso,é preciso lembrar que no Japão é degradante morrer do coração, ao passo que é extremamente digno morrer de derrame.

Dr. Michael Marmot, um médico britânico, estudou a relação entre os ní­veis de colesterol e os hábitos e estilo de vida dos japoneses imigrantes nos Estados Unidos e demonstrou que os imigrantes que adotavam estilo ocidental (filosofia de vida, modo de vestir e agir, padrões de estresse, sono, atividade fí­sica, religião) e continuavam comendo aquilo que comiam no Japão adoeciam do coração duas vezes mais que os que mantinham as tradições japonesas e comiam dieta americana repleta de gordura. Postulou que existiriam fatores na cultura tradicional japonesa que os protegeriam de adoecer do coração. Estes fatores estão presentes até hoje naquela cultura, entre os quais estão a estabilidade social, as virtudes da união de esforços para a obtenção de resultados, a coesão entre os grupos sociais e a famí­lia e o apoio constante por parte do grupo social. Tudo isso protege contra o estresse emocional e social, que o dr. Marmot acredita serem importantes causas de doenças cardí­acas. Essas tradições japonesas são totalmente diferentes da filosofia ocidental, americanizada, individualista .

Pergunto: esses estudos são mencionados na literatura cientí­fica de revisão sobre o assunto? Não. São ignorados, juntamente com todos aqueles já mencionados, além de inúmeros outros. As autoridades médicas preferem olhar apenas para aqueles estudos que sustentam a relação colesterol/doenças do coração. Os estudos que não a sustentam são desvalorizados.

Quando um pesquisador escreve um artigo cientí­fico, ele sempre menciona, cita, os trabalhos de outros autores, mais ou menos da mesma forma como eu estou fazendo neste livro. Existe até um Índice Internacional de Citações, onde você pode descobrir quem citou um determinado trabalho, o quanto esse trabalho está sendo citado, e em quais publicações. As revistas cientí­ficas de maior prestí­gio são aquelas que têm seus artigos citados com mais freqüência. Os trabalhos dos cientistas mais brilhantes, como por exemplo aqueles que ganham o prêmio Nobel, são muití­ssimo citados. Se você é um pesquisador cientí­fico, então o seu prestí­gio é proporcional ao número de vezes que os seus trabalhos são utilizados em trabalhos de seus colegas. Assim, qualquer um poderá consultá-lo.

Os trabalhos cientí­ficos aqui mencionados, e que não sustentam – pelo contrário, derrubam totalmente – o engodo do colesterol, foram muito bem realizados, publicados em revistas cientí­ficas de prestí­gio, e esquecidos. Quase ninguém os cita. É como se fosse um verdadeiro boicote contra a verdade, dentro de um classe que deveria trabalhar a serviço da saúde e bem-estar da humanidade.

Importantes pesquisas cientí­ficas revelam algo que você precisa saber: quando se abaixa o colesterol das pessoas através de dieta, drogas ou ambos, ocorre também um aumento na taxa de mortalidade provocada por suicí­dio e outros atos violentos.

A explicação: o colesterol é uma substância extremamente importante para o organismo, e possui, no cérebro, um elo fundamental com a serotonina.

Existem estudos demonstrando que quando a concentração de colesterol nos neurônios de ratos aumenta, aumenta também o número de receptores de serotonina. Quanto mais baixa a taxa de colesterol, mais baixo será o número desses receptores.

Doenças como enxaqueca, depressão, ansiedade e agressividade excessiva estão associadas a uma diminuição do número de receptores de serotonina nos neurônios.

Assim, é perfeitamente possí­vel que concentrações muito baixas de colesterol no sangue possam resultar em uma diminuição dos receptores de serotonina do cérebro, ocasionando enxaquecas, crises de depressão, ansiedade, cansaço crônico e comportamento agressivo .

Nem todo o colesterol é bom

O colesterol é uma substância importantí­ssima para o bom funcionamento do nosso organismo. Porém, se exposto a condições de temperatura muito alta, como é o caso do processamento industrial de certos alimentos, ele pode se danificar, oxidando-se. O colesterol oxidado tem sido relacionado a lesões e obstruções nas paredes das artérias.
Esta modalidade alterada de colesterol, pode ser encontrada, por exemplo, no leite em pó, soro de leite desidratado, ovos desidratados, carnes e gorduras submetidas a altas temperaturas, como frituras e churrascos preparados muito próximos à brasa.

CLIQUE AQUI para ler de onde surgiu o moto de que gordura faz mal.

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