Leite – Verdades e Mentiras

by Pat Feldman on 26/08/2008 · 428 comments

in Alimentação, AMIGOS, ARTIGOS, Dr. Alexandre Feldman

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Imagem: www.goinghometoroost.com

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Existem “leites” e “leites”, e para desmistificar um pouco este assunto, um texto bastante esclarecedor  e completo do Dr. Alexandre Feldman, um dos colaboradores do site Crianças na Cozinha.

Este artigo é parte integrante do livro de minha autoria (o Dr. Alexandre Feldman é o co-autor – uma participação muito especial!) A DOR DE CABEÇA MORRE PELA BOCA. Lá tem muito mais sobre leite e outras informações interessantíssimas a respeito de alimentos!

Boa leitura!

O leite do supermercado é rotulado, por muitos (inclusive a maioria dos médicos e nutricionistas), como um alimento quase perfeito, muito necessário para o desenvolvimento dos ossos e dentes; tudo isso por conta do cálcio na sua composição.

Quem já não ouviu que a criança precisa tomar bastante leite para evitar o raquitismo, enquanto que o adulto e o idoso devem ingerir muito leite para evitar a osteoporose? E que a proteína do leite é boa para o crescimento saudável?

Tomar leite de supermercado não previne osteoporose. Está provado. Em um estudo científico enorme realizado pela universidade de Harvard, nos anos 90, e que recebeu o nome de Harvard Nurses Study, foram estudadas mais de 70 mil mulheres, e a conclusão foi estarrecedora: aquelas que tomavam pelo menos dois copos de leite ao dia, tinham significativamente mais osteoporose que o grupo que tomava um copo por semana.

Como pode ser?

Terá a ciência modificado seu conceito sobre o leite?

Ou terá o leite se modificado?

Pois é… foi o leite que mudou!

Em muitas das minhas palestras, quando começo a falar sobre os malefícios do leite de supermercado, alguém, normalmente mais velho, na platéia, se levanta e pergunta: “- Mas doutor, como é possível? Eu e meus irmãos fomos criados na fazenda, tomando leite puro, quentinho, direto da vaca, e tivemos uma infância e adolescência muito saudável, nos tornamos adultos altos e fortes… Como pode o leite não ser bom?”

E eu respondo: Aquele leite era ótimo!

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Existe uma grande, imensa diferença entre o leite tomado puro, recém-saído da vaca (ou da cabra, cavalo etc) e o leite de supermercado..

O leite de supermercado é pasteurizado. Homogeneizado. Centrifugado. Clarificado. Filtrado. Bactofugado. Tratado à vácuo. Aquecido e reaquecido várias vezes. Só então ele alcança as gôndolas do mercado. Isso quando ele não é desnatado. Ou desidratado (em pó). Ou ambos.

Como veremos, a indústria do leite está interessada apenas nos cifrões, na quantidade. Não na saúde. Para eles, todo esse processamento do leite é sinônimo de qualidade. Mas infelizmente, esse leite não possui mais nenhum parentesco com o leite cru, in natura. Ambos são brancos. Mas a semelhança para por aí. Em termos bioquímicos, enzimáticos e nutricionais, eles são completamente diferentes.

A importância das enzimas presentes nos alimentos está começando a ser estudada só agora, pela ciência de ponta. A pasteurização do leite destrói as suas enzimas. Uma delas, a fostatase, é essencial para a absorção do cálcio. Agora, me responda: de que adianta o leite conter cálcio, se a sua absorção está prejudicada? Na prática, tudo se passa como se esse leite fosse pobre em cálcio! Você já reparou que a osteoporose está atacando pessoas cada vez mais jovens?

Outra enzima presente no leite, a lipase, é útil para a absorção dos ácidos graxos (gorduras). Porém, é destruída pela pasteurização. A enzima galactase, importante para a digestão do açúcar do leite (que recebe o nome de galactose), é perdida. A catalase, peroxidase, diastase… todas as enzimas que facilitam e propiciam a utilização dos nutrientes desaparecem. Os próprios nutrientes do leite se alteram ou são destruídos com a pasteurização e o processamento industrial. Por exemplo: Você, que sempre acreditou nos benefícios do leite, rico em cálcio, aos dentes, precisa levar em conta que a destruição e alteração de outros de seus nutrientes, pelo processamento industrial, acaba causando um efeito radicalmente inesperado.

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O Dr. Ralph Steinman, professor emérito da faculdade de odontologia da Universidade Loma Linda na Califórnia, realizou num estudo científico em ratos, dividindo-os em 3 grupos: o primeiro, alimentado com ração normal, teve menos de uma cárie, em média, ao longo da vida. O segundo grupo recebeu uma alimentação recebeu numa dieta repleta de açúcar, e apresentou uma média de 5,6 cáries por rato, ao longo da vida. Mas o terceiro grupo foi alimentado com leite pasteurizado homogeneizado, e apresentou 9,4 cáries por rato, em média. A propósito, o processo de formação de cáries é idêntico em ratos e seres humanos. Se o leite industrializado faz isso com os dentes, imagine então os ossos!

Agora, imagine as crianças, que além de leite industrializado, consomem avidamente chocolate, brigadeiro, leite condensado, bolacha, batata frita, macarrão e outras fontes de açúcar!!! O pior é que esse péssimo hábito é reforçado pelos pais, pela escola, pelos buffets infantis, pelos avós, enfim, por todo mundo! A saúde dos dentes reflete a saúde do organismo como um todo. Dentes ruins são sinal de saúde ruim. Hoje em dia, os cardiologistas já comprovaram que a aterosclerose e as cáries andam de mãos dadas. Ambos os processos fazem parte de um mesmo estado degenerativo. A única diferença é que as cáries aparecem primeiro.

Você percebe?

Não basta apenas o cálcio.

O leite cru possui uma série de nutrientes, alguns dos quais ainda não foram nem sequer isolados e identificados pela ciência, mas cujos efeitos podem, sim, ser observados após a perda ou alteração desses nutrientes pelo processamento industrial. O leite contém um açúcar chamado lactose. Por sinal, em grandes quantidades. Se o leite for cru, essa lactose não possui o efeito destrutivo do açúcar comum (sacarose), pois é absorvido bem mais lentamente e, assim, não sobrecarrega o pâncreas na produção de quantidades excessivas de insulina.

Por outro lado, se o leite for pasteurizado, a coisa muda: o aquecimento a altas temperaturas transforma a lactose em beta-lactose, que é um açúcar muito mais rapidamente absorvido pelo organismo, resultando em picos excessivos de insulina e sobrecarga do pâncreas. Quando essa insulina acaba de cumprir o papel de livrar o sangue do excesso de açúcar, ela permanece na circulação por mais um tempo, desta vez retirando açúcar necessário ao bom funcionamento do cérebro e do organismo. O organismo reage imediatamente a essa baixa anormal de açúcar, provocando uma sensação de fome. Fome por alguma coisa que reponha rapidamente esse açúcar, como por exemplo, um doce, ou quem sabe, mais leite. A coisa vira um ciclo, uma espiral, uma bola de neve. Um dos resultados é a obesidade, que por sinal, está se tornando uma epidemia.

Outro resultado é a enxaqueca, depressão, ansiedade, crises de pânico e desequilíbrio hormonal (e suas conseqüências). O processo de homogeneização do leite consiste em filtrá-lo sob alta pressão, de modo a reduzir ao máximo o tamanho dos glóbulos de gordura que nele contém, de modo que o leite não separe, ou seja, não forme nata. Fique sempre homogêneo. Esses glóbulos de gordura possuem uma membrana externa, microscópica, constituída por uma certa proporção de proteínas e gorduras. Com a homogeneização, ocorre um aumento brutal na área de superfície desses glóbulos de gordura, a perda da estrutura original das membranas desses glóbulos e sua substituição por uma proporção bem maior de proteínas que no leite cru. Este fator pode ser um dos responsáveis pela tendência do leite industrializado a provocar alergias.

As proteínas do leite, como a caseína, lactoalbumina e lactoglobulina, são estruturas químicas complexas que, quando aquecidas além de 46 graus, começam a sofrer um processo chamado desnaturação. Esse nome é ótimo, porque diz tudo. Com a pasteurização, Elas perdem (des) o seu estado natural (naturação) e se tornam substâncias estranhas ao organismo de quem as ingere. Quando entramos em contato com elas, nosso sistema imunológico as reconhece – em maior ou menor grau – como se fossem corpos  estranhos! Quando é em maior grau, o indivíduo tem sorte, pois já sabe que, se tomar o leite do supermercado, sofrerá uma série de reações intensas (digestivas e outras). Quando esse reconhecimento é em menor grau, como no caso da maioria das pessoas, as reações não são visíveis, nem óbvias, mas acontecem. Um sistema imunológico voltado, ainda que em baixo grau, para uma reação inútil contra estruturas do leite de supermercado, está passando por uma sobrecarga desnecessária. E constante, naqueles indivíduos que fazem uso quotidiano desse leite. O sistema imunológico é quem comanda a regeneração e cura das doenças. Um sistema imunológico sobrecarregado não combina com nenhum tipo de melhora!

Crianças e adultos, no meu consultório, com gripes e resfriados, infecções de ouvido freqüentes, dores de cabeça, enxaquecas… param o leite de supermercado, e em 3 meses, nunca mais querem ver esse leite pela frente, pois sentem-se melhor!

Tente você também.

E tem mais: essa reação do sistema imunológico, por menor que seja, é uma reação denominada inflamatória. Acompanhe o raciocínio: Qualquer dor, inclusive a dor de cabeça, compreende, entre outras coisas, no seu mecanismo, uma inflamação. Se você, além de sofrer de dores de cabeça, consome, sistematicamente, algum ingrediente que pode causar uma resposta inflamatória do corpo, estará criando um estado pró-inflamatório no seu organismo. Fica muito mais fácil ter dor!

O leite de supermercado pode predispor a doenças auto-imunes, pois os anticorpos voltados contra as estruturas do leite podem, “sem querer”, reconhecer estruturas do nosso próprio corpo (articulações, pâncreas e outros órgãos e tecidos) como se fossem as estruturas do leite. Nessa hora, você começa a ser atacado pelos seus próprios anticorpos. São as assim chamadas doenças auto-imunes.

Bebês que, nos primeiros 6 meses, se alimentam com leite pasteurizado em detrimento do materno, têm maior incidência de infecções respiratórias, diarréia, pneumonia, infecções de ouvidos, e outras doenças bacterianas e virais. Há até cientistas correlacionando a ingestão de leite pasteurizado no primeiro semestre de vida, com o aparecimento maior de doenças do sistema imune, por exemplo, diabetes, colite ulcerativa, doença celíaca e outras, em comparação aos não-consumidores de leite de vaca.

Por que, então, consumimos leite pasteurizado?

A resposta é simples: Propaganda, propaganda e propaganda.

A última moda, agora, é o leite ultrapasteurizado. Dê uma olhada em muitas caixinhas de leite de supermercado, e você poderá ver as letras UHT impressas no rótulo. UHT nada mais é que a abreviatura de Ultra HighTemperature – temperatura ultra alta. Pelo que você já leu até aqui, já dá para entender que isso não é uma coisa nada boa. Pesquisadores da Universidade de Washington, em 1960, ficaram interessados em resultados de estudos mostrando uma incidência maior de infarto em portadores de úlcera do estômago, e levantaram a suspeita de que o leite pasteurizado, utilizado na época pelos pacientes para aliviar seus sintomas de queimação, pudesse estar exercendo um papel nesse processo. Fizeram, então, um estudo estatístico ligando o consumo do leite à incidência de infarto, e que foi publicado na revista Circulation, volume 21, página 438. O estudo comparou a incidência de ataques cardíacos em consumidores quotidianos de leite pasteurizado versus não consumidores.

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O resultado? Três vezes mais consumidores de leite tiveram ataques cardíacos, nos Estados Unidos. Na Inglaterra, seis vezes mais.

Quem levou a culpa? A gordura do leite. E assim, desnataram o leite. O mundo inteiro passou a consumir leite desnatado e alimentos com baixos teores de gordura.

Será que essa atitude levou a uma diminuição das doenças coronarianas? As estatísticas dizem que não.

Atenção, leitora: apesar do que você lê ou ouve, saiba que qualquer recomendação para diminuir o consumo de gordura animal não possui fundamento científico. As gorduras animais são substâncias biológicas estáveis, não se oxidam facilmente, não dão origem a radicais livres facilmente e, sobretudo, contêm nutrientes fundamentais, essenciais, vitais para a sua saúde e da sua família. As crianças, em particular, necessitam de um ótimo suprimento de gordura animal de boa qualidade, a fim de garantir o seu perfeito desenvolvimento físico e neurológico.

A que interesses atende o consumo de leite industrializado? Aos interesses de uma indústria multibilionária.

A megaindústria investe bilhões para romancear o seu produto, associá-lo a bichinhos, a cenas da infância e musiquinhas, em propagandas espalhadas por todos os lugares, que absorvemos através dos nossos cinco sentidos, todos os dias, repetidas vezes. Uma verdadeira lavagem cerebral.

E não descuidando de influenciar inteligentemente as áreas de conhecimento formadoras de opinião – nutrição e medicina – no sentido de convencer os profissionais dessas áreas (e assim, toda a população) de que o leite é a única fonte realmente boa de cálcio, e que sem o leite, o castigo será maligno, nossos ossos vão se desintegrar.

Além disso, a grande mídia, a grande imprensa, se recusa a questionar os trabalhos que seguem os mandamentos ditatoriais da indústria multibilionária de alimentos. Pelo contrário, encoraja a todos que bebam bastante leite de vaca industrializado, e consumam seus derivados. Leite de soja também.

Vamos supor que uma matéria é publicada numa revista de grande circulação e muito conhecida, falando bem sobre o leite, ou então algum novo remédio ou tratamento para dor de cabeça. Se nas próximas, 3 ou 4 edições não aparecer nenhuma contestação ou ressalva, isso significa, para todos os leitores, que a questão está fechada. O assunto está encerrado. Não há contestação. Pois caso houvesse, a revista publicaria, uma vez que a imprensa é livre. Mas veja bem: a imprensa também é livre para publicar ou não publicar, de modo que a revista, ou o jornal/rádio/TV, só vai publicar aquilo que estiver de acordo com os seus interesses. E os seus interesses coincidem com aqueles de seus anunciantes e patrocinadores, entre eles, quase sempre, a poderosa indústria de alimentos e de remédios. É claro que eles entrevistam médicos, nutricionistas, professores universitários e pessoas revestidas de autoridade em saúde. Eles entrevistam aquela parcela de profissionais que, honestamente, acredita que a natureza não foi capaz de criar alimentos suficientemente saudáveis, e que o homem pode melhorá-los através de processos industriais e engenharia genética. Eles entrevistam a parcela que acredita, honestamente, que as doenças nada mais são que um estado de deficiência de remédios.

Toda essa filosofia foi criada por uma indústria visando um mercado multibilionário de alimentação e saúde. Os entrevistados típicos são profissionais altamente inteligentes, graduados e capacitados, que algum dia se envolveram em um trabalho científico de pesquisa que levou ao patrocínio de alguma indústria alimentícia e/ou farmacêutica, ou indiretamente, através de algum órgão governamental (no Brasil ou fora dele) controlado, financeiramente, pela indústria. Se alguma pesquisa destes cientistas apontar para um efeito negativo do remédio ou alimento em questão, este resultado é simplesmente omitido. Deixado de lado. E caso outro pesquisador qualquer tenha apontado para o mesmo problema, a solução típica é ignorar essa informação e, de quebra, o pesquisador. Assim, ninguém fica de consciência pesada.

É claro que existem inúmeras pesquisas, patrocinadas pela indústria, sobre alimentos e remédios, realizadas por grandes cientistas, e todas estas pesquisas são de enorme importância – desde que seus resultados venham de encontro com os interesses maiores da indústria, e dêem a ela suporte de modo a evitar qualquer conflito de opiniões.

Dica: Troque o Leite Pelo Iogurte

Recebi uma pergunta, através do formulário que disponibilizo no meu site para esse propósito, de uma internauta de São José dos Campos (SP). Eis aqui a questão:

O site é bem organizado e muito esclarecedor para quem sofre de enxaqueca. Sofro deste mal, há muitos anos. Vi que o leite é um dos alimentos que é recomendado evitar, mas os seus derivados como o iogurte não. Por quê? Tudo que estava no leite está no iogurte, principalmente o caseiro. Entrei na menopausa (e a enxaqueca continua), mas não faço nenhum tipo de reposição hormonal, e acho o leite importante p/ evitar a osteoporose, sendo a fonte com grande quantidade de cálcio. É um dilema: tomar ou não tomar leite para evitar a enxaqueca.

Esta pergunta é muito importante, e é com muita alegria que recebo esta oportunidade de tocar no assunto leite versus iogurte.

O leite, em seu estado original (ou seja, recém-saído de uma vaquinha saudável, criada solta e não em confinamento, que não recebe hormônios e se alimenta não de ração mas sim de pasto – sem agrotóxicos – em suma, uma vaquinha feliz!), é um alimento muito saudável, denso em nutrientes importantíssimos, que nutriu nossos antepassados das mais variadas partes do planeta, em toda a sua jornada ao longo da História.

Com o adensamento das cidades e a Revolução Industrial, a criação das vacas deixou de ser atributo de indivíduos que valorizavam os animais, passando a pessoas pagas para tal função, não necessariamente fazendo isso por vocação ou amor. As vacas se transformaram, de companheiras do homem, em fábricas de leite. O leite era ordenhado por pessoas mal-pagas, sem nenhuma noção de higiene. As vacas foram transferidas do campo para lotes de confinamento, e alimentadas com grãos cereais e uma série de alimentos inapropriados.

As epidemias, nessa época, foram uma conseqüência natural. Tuberculose, brucelose, cólera e tantas outras, ceifaram muitas vidas.

De repente, os cientistas da segunda metade do Século 19 descobriram os micróbios. Concluiu-se, com razão, que eram eles os responsáveis pelas doenças que causavam epidemias. Em seguida, descobriu-se que a fervura matava os micróbios. Nasce a pasteurização.

Dentro desse contexto de falta absoluta de higiene, infecções, doenças, epidemias e alta mortalidade no Século 19, a pasteurização mudou drasticamente o cenário. Bastava submeter o leite sujo e contaminado a uma alta temperatura… e matavam-se os micróbios!

Cuidados de higiene nos estábulos, na ordenha, nos funcionários, no armazenamento do leite? Para que?? A pasteurização mata tudo!

De fato, mata. Inclusive o próprio leite.

O que, naquela época, não se sabia, é que existem componentes do leite cuja estrutura química sofre modificações com a pasteurização. E essas modificações tornam tais componentes prejudiciais à nossa saúde, facilitando inclusive o surgimento de reações inflamatórias de toda espécie. E onde há inflamação, há dor.

O mais sensato, face à potencial contaminação por micróbios nocivos, seria tirar o leite de vacas saudáveis, que se nutrem de capim e pasto (alimentos que a natureza lhes reservou para se manterem saudáveis); e comercializar esse leite como um produto altamente perecível. Isso é impossível numa mentalidade industrial cujo principal objetivo é o lucro, não a saúde. Afinal, o leite de verdade (não pasteurizado, portanto cru) pode facilmente azedar ou coalhar – e como explicar isso para o consumidor?

A propósito, leite cru azedo ou coalhado é tão ou mais saudável que a versão original. Essa transformação (na verdade, em uma forma de iogurte) é levada a cabo pelas bactérias benéficas que habitam o leite (lactobacilos vivos). Essas mesmas bactérias fazem um bem imenso ao nosso organismo e protegem o leite cru de contaminações por micróbios nocivos. Os lactobacilos, habitantes naturais do leite, morrem todos com a pasteurização, tornando-o vulnerável à contaminação pelo primeiro micróbio nocivo que aparecer. Esse sim é um produto perigoso!

Se a estrutura química do leite é modificada pela pasteurização a ponto de se tornar estranha ao nosso sistema imunológico, a transformação desse leite – mesmo pasteurizado – em iogurte, modifica novamente a estrutura molecular do leite de modo a neutralizar o potencial malefício.

Por isso, minha dica desta semana é: substitua o leite pelo iogurte em sua vida.

Cuide apenas para que o iogurte seja integral e não desnatado. Quanto menos processamento, melhor.

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Lembre-se que não estou me referindo aos iogurtes que já vêm com sabor de frutas, repletos de corantes, conservantes e outras substâncias químicas. Prefira o iogurte natural, que você pode bater no liqüidificador com a fruta da sua preferência.

ATENÇÃO:

The Whole Soy Story, livro imperdível!!

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SE VOCÊ LEU O ARTIGO, ACHOU INTERESSANTE, FICOU COM MEDO DO LEITE DE VACA COMERCIAL E PENSA EM TROCÁ-LO PELO LEITE DE SOJA, LEIA ANTES O QUE JÁ FOI PUBLICADO SOBRE O ASSUNTO AQUI NO SITE CRIANÇAS NA COZINHA:

Soja, a história não é bem assim: http://pat.feldman.com.br/?p=5

Você ainda vai dar leite de soja para os seus filhos?: http://pat.feldman.com.br/?p=859

Israel contra o leite de soja: http://pat.feldman.com.br/?p=1507

E SE TIVER OPORTUNIDADE LEIA O LIVRO: The Whole Soy Story



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{ 394 comments… read them below or add one }

anita July 12, 2014 at 21:20

BOM ARTIGO, MAS…LEITE SAÍDO DO CAVALO???

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Pat Feldman July 13, 2014 at 9:05

Égua, né Anita!!! kkkkkk

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Mauro Cabral July 31, 2014 at 8:59

Prezado,

Gostei muito do artigo. Explicou um pouco o que meus filhos passam.
Porém ficou uma dúvida: Moro num sítio e temos leite de cabra. Costumamos ferver o leite antes de beber, pois não confiamos no trato higiênico da caseiro ao tirar o leite.

A fervura do leite também traz os mesmos maefícios da pasteurização?
O leite de cabra é realmente mais saudável que o de vaca, para os humanos?

Grato.
Mauro.

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Pat Feldman August 3, 2014 at 7:14

Mauro,a fervura doméstica é muito menos agressiva que a pasteurização industrial, mas ainda assim pode destruir fatores importantes que só estão presentes no leite cru.

Se diz por aí que o leite de cabra é mais digerível pelos humanos. A verdade verdadeira é (e pode rir!!) que como eu detesto leite de cabra, acabei nunca me informando muito sobre ele!!!

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Frederico August 13, 2014 at 14:53

Pat, gostei muito do seu artigo. Agora preciso que me diga onde encontrar este marvilhoso leite direto da vaca, aqui em SP?

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Pat Feldman August 13, 2014 at 19:25

Não é nada fácil, infelizmente!

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Natália August 15, 2014 at 8:27

Pat,
Esse assunto me fez lembrar da cafeteira que estou querendo comprar, aquela Dolce Gusto, sendo que as cápsulas são industrializadas. O que acha?
Beijos e obrigada por tanta informação preciosa.

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Pat Feldman August 15, 2014 at 8:51

Não gosto dessa cafeteira…

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Natália August 15, 2014 at 9:04

Indica alguma?

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Pat Feldman August 15, 2014 at 9:12

Eu uso Nespresso, mas não troco pelo meu café de coador!

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Cibele August 21, 2014 at 9:24

Pat, e se consumir aqueles leites frescos do supermercado, que duram 5 dias no máximo, ajuda? faz bem? são melhores?
Quem mora na cidade é difícil ter acesso ao leite fresco.

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Pat Feldman August 21, 2014 at 13:58

Cibele, infelizmente todo leite comercial é industrialmente pasteurizado, o que faz com que ele perca muito do que tem de bom e se torne um alimento de difícil digestão. Na falta do leite cru, eu optaria pelo iogurte natural integral, uqe mesmo do comercial, não é tão ruim.

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Frederico August 22, 2014 at 11:00

Pat, permita-me um comentário: tenho estudo muito o assunto da criação de vacas leiteiras e sei que o uso de medicamentos e concentrados para alimentação são grandes. Não se deveria falar em ingestão destes alimentos que não fossem ‘ORGÂNICOS”. Infelizmente no Brasil ainda é difícil encontrar estes produtos, mas não devemos simplesmente falar em ‘menos pior’, temos que buscar ‘o melhor’.

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Priscila August 27, 2014 at 17:43

Boa noite Pat! Se eu for utilizar o leite pasteurizado, aquele de saquinho, somente para fazer iogurte, ele deixa de ter o efeito maléfico? Obrigada!

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Pat Feldman August 28, 2014 at 13:51

O leite de saquinho é um pouco menos processado, e na hora em que o fermentamos para virar iogurte, não é que fica melhor, mas os lactobacilos que fazem essa transformação o tornam mais fácil de digerir.

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Priscila September 1, 2014 at 11:36

Obrigada Pat!

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Mariana Tobias August 28, 2014 at 18:08

Olá, Pat, adoro seu site e suas receitas, gostaria de saber mais sobre o leite e os estudos sobre ele que foram apresentados no post, você poderia me passar as referências?
Obrigada!!

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Pat Feldman August 29, 2014 at 17:38

Mariana, a literatura é enorme! Tem sites e livros, alguns deles já citados aqui no site, procure na minha biblioteca.

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Henrique September 3, 2014 at 15:47

Pat, como você disse, o leite não faz bem, o que praticamente acaba com as opções de bebidas, já que o refrigerante é pior ainda, os sucos naturais contém muito açúcar, o chá e o café possuem cafeína. Então, o que aconselharia a tomar como acompanhamento, uma vez que água e iogurte não combinam com muitos alimentos?

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Pat Feldman September 3, 2014 at 18:55

Henrique, água combina com tudo!!!!! Aqui em casa só matamos a sede com água. Quando encontro, água de coco fresca também é uma ótima opção. As águas perfumadas também.

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Priscila September 8, 2014 at 16:12

Pat, boa tarde! Gostaria de saber o que vc acha do leite orgânico? Sei que não é como o leite cru de vacas bem cuidadas. Mas gostaria de saber se aquele leite (o orgânico) não faria mal ao organismo. Obrigada!

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Pat Feldman September 10, 2014 at 20:49

Priscila, o leite só será bom se não for ultra processado, então se for leite de caixinha orgânico, é tão ruim quanto qualquer caixinha, ou pior, porque ele com certeza será bem mais caro!

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Priscila September 17, 2014 at 13:34

Obrigada Pat!

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Simone September 12, 2014 at 15:44

Pat, boa tarde!
Tenho uma dúvida. Tenho leite direto da fazenda, mas sempre fervemos. O leite chega muito gordo. As vezes fervemos duas vezes pra retirar a nata. Esse processo é o mesmo da pasteurização? Devo usar o leite cru? Obrigada!

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Pat Feldman September 14, 2014 at 20:12

Simone, a fervura é uma pasteurização doméstica, muito menos agressiva que a industrial, mas que ainda assim causa perdas importantes no leite. Na minha casa eu uso leite cru, confio plenamente no me fornecedor.

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Maria September 23, 2014 at 16:26

Você tem um fornecedor de leito cru aqui em São Paulo??? onde?

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Maria de Lurdes September 14, 2014 at 14:55

Por favor, gostaria de saber sobre os queijos feitos de leite de vaca. São saudáveis? Quais os mais saudáveis? Porque tirar o leite ainda consigo, mas o queijo é que é difícil… Obrigada e aguardo resposta. Lurdes

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Pat Feldman September 14, 2014 at 20:10

Maria de Lurdes, qualquer queijo artesanal, feito com leite de boa procedência pode ser muito saudável! Já os queijos industrializados eu não recomendo!

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cibele September 15, 2014 at 0:31

Pat, o leite pasteurizado encontrado nas padarias precisa ser fervido??

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Pat Feldman September 15, 2014 at 6:46

Precisa sim, Cibele!

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Milena September 22, 2014 at 15:27

Oi pat, depois de muita persistência, consegui um fornecedor de leite cru orgânico, sendo da raça de gado girolando, alimentando em pasto com ração de milho orgânico também. Inclusive perguntei se eles consumiam seu próprio leite in natura e a resposta foi sim.
Minha filha hoje está com 10meses, o que vc acha deu introduzir este leite cru ???

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Pat Feldman September 24, 2014 at 17:02

Milena, os meus filhos tomaram desde antes dos 10 meses, inicialmente diluido e depois puro. Nunca tive problemas!

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Milena September 24, 2014 at 20:49

Ok, e na fórmula ja vou tirar a lactose, preciso diminuir quantidade de agua ou continua tudo igual?

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LAURA September 30, 2014 at 11:06

OLÁ

TENHO UMA DÚVIDA, O LEITE EM PÓ DE CRIANÇAS, FAZ MAL TAMBÉM?

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Pat Feldman October 1, 2014 at 21:08

Laura, eu não daria nada tão processado quanto uma fórmula de leite em pó para os meus filhos!

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Celso October 21, 2014 at 14:02

Boa tarde

Li o artigo e gostei muito, pois diz o que eu sempre pensei sobre leite in natura. No entanto tenho um bebê, e hoje com 8 meses. Amamentou-se se até os 5 meses com leite materno, após isto passou a tomar fórmulas, como era muito caro, passamos para o de vaca, e aos 7 meses e meio foi identificado anemia em alta quantidade. O médico mandou cortar o leite de vaca imediatamente acusando-o de culpado. Voltamos com a fórmula. Pergunto se realmente está correto este diagnóstico médico?

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Pat Feldman October 21, 2014 at 19:25

Celso, se você ficou em dúvida com o diagnóstico do seu médico, procure uma segunda opinião médica. É o mais seguro a fazer!

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Patricia Pompeu October 22, 2014 at 1:05

Ola Pat, gostei da matéria mas fquei com algumas duvidas… Se eu fizer o iogurt com o leite desnatado, qual seria o melhor leite? Nao confio em nenhuma marca…o leite cru pode passar alguma bacteria?

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Pat Feldman October 23, 2014 at 8:04

Patricia, tanto leite cru como pasteurizado podem se contaminar com as mais diversas bactérias… Confiar mesmo, acho que só dá pra confiar na vaca do nosso quintal, na nossa imaginação…. Quanto ao leite desnatado, definitivamente não recomendo!!

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Claudia October 30, 2014 at 10:28

Meu filho mamou até 1a 6m e por iniciativa própria deixou o peito… ele está com 1a 8m e ainda não ofereci outro leite, resisto em dar estas farinhas açucaradas que chamam de leite e vivo na dúvida em relação as caixas/pacotes do mercado… Qual sua opinião sobre eu simplesmente não oferecer leite e dar um potinho de iogurte natural batido com fruta por dia? Melhor? Ele tem uma alimentação equilibrada, come frutas e vegetais…

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Pat Feldman October 30, 2014 at 14:05

Claudia, eu acho que se ele tiver uma alimentação bem variada e fresca, esses compostos lácteos em pó não fazem falta alguma!! Iogurte é legal por conta dos probióticos.

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vanessa November 14, 2014 at 18:48

Oi Pat! Parabéns pelo site, posso dizer que mudou minha visão sobre alimentação! Este ano perdi mais de 20kgs (com saúde! apenas abrindo mãos dos exageros, dos industrializados e excesso de sal e açucar) e seus textos foram parte essencial desta conquista. Obrigada!!! Tenho duas dúvidas:
1) Você mencionou que não é fã da cafeteira Dolce Gusto. Tenho uma e uso apenas para café espresso (puro), pois as outras versões são acrescidas de emulsificantes e outras porcarias. Você acha ruim por questões do gosto pessoal ou alguma desconfiança em termos de saúde??
2) Substitui o leite de vaca industrializado pelo de amêndoas e aveia. Você acha muito ruim usar estes leites vegetais industrializados? Uso uma marca italiana, orgânica, chamada IsolaBio. Queria sua opinião…
Um beijo enorme,

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Pat Feldman November 19, 2014 at 13:37

Vanessa, a DolceGusto é só gosto pessoal memso, e pra falar a verdade, cada vez gosto mais do bom e velho café de filtro!!
Quanto aos leites vegetais industrializados, DETESTO!! Se quiser mesmo, faça em casa, é super fácil!

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anderson afonso silva December 27, 2014 at 16:47

Pat, estou com uma dúvida cruel, estou comprando leite in natura, devo ferver esse leite? e quando eu fervo e ele azeda, está estragado ou posso usá-lo?

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milena January 9, 2015 at 18:30
Rosa January 21, 2015 at 14:26

Gostaria de saber a vossa opinião sobre o leite UHT fermentado com kefir. Obrigado

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Pat Feldman January 21, 2015 at 15:40

Rosa, eu evito leite UHT o quanto posso. É um leite completamente desnaturado e acho que nem fermentá-lo vale a pena….

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Marieli Godoi February 8, 2015 at 8:42

Se eu tivesse onde por, comprava uma vaquinha agora.
Pat, a Julia mama no peito até agora, com 2,6.
Claro, só a noite e pela manhã bem cedo.
Penso que se tirar o peito não vou dar nem um pq não tenho como ter leite fresco de vaca…então estou dando, e tem bastante leite até eu fico admirada.
Beijos, até mais.

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Vah February 12, 2015 at 16:38

Olá!
Você diz que o leite cru azedo é mais saudável. Teria alguma indicação de como usá-lo?
Obrigada!

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Raquel February 13, 2015 at 9:31

Olá Pat. Muito bom esse artigo. Se possível gostaria que quando tiver disponibilidade fazer um outro artigo sobre o leite rebatendo argumentos de vários especialistas, médicos, naturalistas, etc, que agora estão demonizando o leite, inclusive o leite cru, esse que você diz que é saudável. Entre os argumentos está o de que o ser humano é o único que toma leite de outra espécie; que o único leite que deve ser ingerido é o leite materno, por bebês. Isso nem estou falando do leite pasteurizado, porque esse realmente faz mal, mas do leite cru, sem hormônios (de vaquinhas felizes..rs) também. E tenho visto que a maior parte dos supostos gurus da alimentação natural e pessoas preocupadas com a saúde estão aderindo a essa idéia, o que eu nunca consegui comprar. Não tenho argumentos para debater os supostos “males” que eles tanto atribuem ao leite. O que sigo é minha intuição. Como sou cristã, acredito na veracidade da bíblia, nunca consegui enxergar o leite como maléfico ou a carne vermelha. A bíblia mesmo fala muito do leite, coalhada,etc. O termo “uma terra que mana leite e mel” é usado diversas vezes. Porque estou dizendo isso? Porque eu acredito por intuição e porque acredito na bíblia. Mas como eu disse anteriormente não tenho argumentos científicos para provar que essas pessoas que demonizam o leite estão erradas.

Abraço.

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MORELLI, RAIMONDO February 23, 2015 at 21:55

Pat

Interessantíssima sua matéria sobre o leite. Já houve alguma contestação sobre o que você falou?

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Beto March 2, 2015 at 17:27

Kefir de Leite cru precisa ferver ou não? O processo do Kefir não elimina eventuais más bactérias que seriam destruidas ao ferver?

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pixotim July 27, 2015 at 1:03

Não precisa ferver, as bactérias do kefir comem as bactérias nocisas, há de se ter mais cuidado com agentes de limpeza como o cloro do que mesmo com bactérias maléficas pois as bactérias do kefir em seu ambiente adequado são mais fortes e detém as maléficas. O kefir de leite cru é o melhor possível, é o ideal, aliás foi onde o kefir começou a ser fermentado a 4.000 anos, foi feito pra ser usado em leites in natura mesmo, são os melhores, junta os benefícios dos lactobacillos do kefir com os do próprio leite original e natural, principalmente o leite de ovelha que como poucos sabem, é o melhor.

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Maria das graças nascimento. April 10, 2015 at 20:20

Eu já estava desconfiada, disso , adoro leite. Fui criada tomando leite puro. Hoje passo mal , com alergia, e distúrbios gastro intestinas . Os médicos, dizem que é intolerância, à lactose. Que os idosos cstumam apresentar esse quadro. Eu fico revoltada, e não creio nisso. Vi tantos idosos, na minhas infância e juventude, tomar leite, e ninguém apresentava esse quadro. Só que eu imaginava, que tudo isso , ocorria, por causa dos produtos, que eles colocam para aumentar o volume, e para que não estragUE, durante o tandporte, para o local onde vaí ocorrer a pasteurização. Vi recentemente. Numa emissora de TV num desses jornais, que vão ao ar bem cedo, uma matéria sobre um produtor de leite, do Sul do país, que havia posto uma quantidade enorme de uréia, no leite, e se não me engano, água oxigenada, também. Eles inclusive, interceptaram, conversa, do produtor, com alguém, sobre esse fato. O apresentador, disse. Na ocasião, que não poderia dizer, qual a .marca do produto. Enquanto não houvesse uma investigação, maior. Eu fiquei atenta pra saber qual a marca , mas não se falou mais nada , nem nos próximos noticiários, da emissora, em questão, será que era um dos seus patrocinadores? Ah! Inclusive, no noticiário, foi comentado, que o leite , viajou do Sul para São Paulo, sem estragar devido à grande quantidade, dessas substâncias. Eu estou com osteporose, já não tomo leite há muitos anos. O meu ortopedista, me aconselhou , a tomar o da marca X sem lactose. Eu comprei mas não tivesse coragem de tomareceber pois é pasteurizado, também. Gostaria de encontrar leite puro, tenho certeza que não iria sentir nenhum sintoma que o pasteurizado, provoca.

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juniorbueno781@gmail.com April 12, 2015 at 21:46

Ola sou o Flávio.O correto então é não consumir leite algum se não tiver o natural?

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Pat Feldman April 13, 2015 at 5:39

Essa é a minha opinião, Flávio!

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Miriam C. Costa April 26, 2015 at 10:11

Achei a matéria excelente, diminui bastante o consumo de leite, mas de vez em quando ainda tenho umas tentações e compro um pouco de leite, o de melhor sabor na minha opinião foi da linha da Batavo, os outros considero horríveis, algumas marcas pouco conhecidas nem tive coragem de experimentar…não sei se estou procedendo corretamente, digo de de vez em quando tomar leite por uns 3 dias seguidos, isso porque acabo comprando umas 4 caixinhas de leite…, ou só terei se eliminar de vez!?! já conversei com alguns médicos, mas eles desconhecem a respeito…poderia me indicar algum profissional? Agradecida

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Pat Feldman April 26, 2015 at 11:58

Se for pra tomar leite de caixinha, melhor eliminar de vez!!!! Meu marido é médico e tem muita informação sobre o assunto: http://www.enxaqueca.com.br

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Thalita Pimentel May 20, 2015 at 23:14

Olá Pat, amei o artigo!! Há tempos uso o leite direto da vaca… compro numa mercearia perto de casa. Mas, uma dúvida, é melhor ferver o leite ou consumi-lo cruzão? Não corro o risco de tomar um leite com doenças? Como evitar possíveis contaminações no leite? Grande abraço!!

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Pat Feldman May 22, 2015 at 15:00

Aqui em casa, o meu leite, eu não fervo, mas só porque confio cegamente no meu fornecedor.

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Joyce June 6, 2015 at 9:27

Gostei muito do texto, me deu uma visão diferente do leite, mas gostaria de saber se o leite de saquinho ainda é o mais indicado nessa situação? Pois eu ainda tenho crianças pequenas que consomem leite todos os dias….

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luciani June 17, 2015 at 10:27

Sou do interior, e o pediatra, mandou dar para meu filho, que apresentou intolerância a lactose, o leite de vaca dividido com água, meu filho aos poucos foi se acostumando, não apresentando mais vomito, febre e diarreia e cólicas, ele chegava a ficar roxo e todo molinho, mas melhorou, o pediatra, disse para fazer isso, ou futuramente, meu filho não iam poder comer nada, derivado do leite, hoje com 6 anos ele come de tudo. Mas gostaria de saber se é mito ou verdade, vizinhos e conhecidos ,comentam que leite com água se separa no estomago e o leite azeda, e faz muito mal par criança.

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Pat Feldman June 17, 2015 at 14:08

Luciani, nunca ouvi falar disso!

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Beto June 18, 2015 at 10:44

Tem uma certa lógica: Leite cru com certeza é mesmo mais forte, puro, do que qualquer outro, pois uso Leite A pra Kefir e percebo que tem muito mais agua ao separar o soro pra fazer Yacut. Como em princípio leite bovino foi feito pra bovino, e inclusive tem calcio até em excesso, além da Lactose, que é o lixo do leite e que no Kefir eu consigo eliminar ao menos boa parte, penso que faz sentido misturar com água.
Ainda assim, Leite cru é o menos pior, seguido por saquinho Tipo A, B.
Leite Caixinha sai fora. Lixo

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Ary June 18, 2015 at 17:42

Excelente texto, muitíssimo grato pelas informaç?es!!

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Diego Vieira June 30, 2015 at 10:53

Pat, aqui na minha cidade (São José dos Campos/SP) encontrei um fornecedor de leite tipo A, ele diz que é o leite cru com um choque térmico. Vc acha que compensa tomá-lo ou é a mesma coisa do leite tipo B encontrado nos supermercados?
Vc não pode informar qual é o seu fornecedor de leite cru?

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Pat Feldman July 3, 2015 at 9:16

A pasteurização é um choque térmico!!!! O meu fornecedor é um amigo, ele nem tem produção para oferecer para muita gente, e infelizmente a lei não permite que ele venda…

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SALMO July 11, 2015 at 14:43

E O QUE VOCE TEM A FALAR SOBRE O LEITE DE SAQUINHO AQUELE CUJO A VALIDADE E BEM MENOR ACHO Q UNS 5 OU 10 DIAS NAO SEIO CERTO?E MAIS SAUDAVEL

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Michélle July 14, 2015 at 21:17

Querida Pat,
Finalmente consegui uma fornecedora de leite de vaquinha solta e à base de pasto, mas tenho fervido este leite pois a fornecedora me recomenda isto. Faço também o iogurte deste leite (fervido), mas na hora do lanche, gostamos mesmo é do leite morninho ou café com leite e melado. Mas confio nas suas matérias e entendi que a fervura diminui o valor nutritivo do leite…aí vêm as dúvidas:
1) Para não comprar creme-de-leite de caixinha ou lata, tenho deixado o leite cru na geladeira em pote tipo de sorvete e, após 24 horas, raspo todo o creme da superfície e uso na cozinha. Faço isso há uns 4 meses e por enquanto não tivemos problemas ou infecções, isso indica que posso confiar na higiene do caseiro e dar esse leite cru para meus filhos? Pois é assustador o que nos colocam sobre o consumo do leite cru:
http://www.milkpoint.com.br/radar-tecnico/qualidade-do-leite/consumo-de-leite-cru-e-condenado-pelo-conselho-nacional-de-mastite-dos-eua-63207n.aspx
e
http://www.cbql.com.br/posicao-conselho-nacional-mastite-eua-consumo-leite.php
2) O que eu devo observar da minha fornecedora para me certificar dos cuidados?
3) Você pega o seu leite todo dia? Eu tenho pego algumas vezes na semana e mantenho na geladeira metade cru (para separar o creme) e fervo a outra metade.
Por fim, agradeço a dedicação, seriedade e, desde já, a atenção. Sou como você quanto aos industrializados, aqui é tudo do zero, mas quanto ao leite só agora consegui me desvencilhar das caixinhas e gostaria de proporcionar todos os benefícios desse alimento milenar à minha família, mas sem riscos. Forte abraço.

Reply

Michélle July 15, 2015 at 16:42

Querida Pat,
Finalmente consegui uma fornecedora de leite de vaquinha solta e à base de pasto, mas tenho fervido este leite pois a fornecedora me recomenda isto. Faço também o iogurte deste leite (fervido), mas na hora do lanche, gostamos mesmo é do leite morninho ou café com leite e melado. Mas confio nas suas matérias e entendi que a fervura diminui o valor nutritivo do leite…aí vêm as dúvidas:
1) Para não comprar creme-de-leite de caixinha ou lata, tenho deixado o leite cru na geladeira em pote tipo de sorvete e, após 24 horas, raspo todo o creme da superfície e uso na cozinha. Faço isso há uns 4 meses e por enquanto não tivemos problemas ou infecções, isso indica que posso confiar na higiene do caseiro e dar esse leite cru para meus filhos? Pois é assustador o que nos colocam sobre o consumo do leite cru!
2) O que eu devo observar da minha fornecedora para me certificar dos cuidados?
3) Você pega o seu leite todo dia? Eu tenho pego algumas vezes na semana e mantenho na geladeira metade cru (para separar o creme) e fervo a outra metade.
Por fim, agradeço a dedicação, seriedade e, desde já, a atenção. Sou como você quanto aos industrializados, aqui é tudo do zero, mas quanto ao leite só agora consegui me desvencilhar das caixinhas e gostaria de proporcionar todos os benefícios desse alimento milenar à minha família, mas sem riscos. Desculpa tanta pergunta! Forte abraço.

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Pat Feldman July 20, 2015 at 16:55

ichelle, eu pego meu leite todos os sábados, e eles duram super bem, crus mesmo, no fundo da geladeira, que eu deixo bem gelada. Eu nunca fervi o meu e confio simplesmente porque o meu fornecedor toma o próprio leite cru, e acho que ele confiar naquilo que produz é o melhor certificado. Quem não conhece sobre o assunto, vai te apavorar, não tem jeito!
Não é que nunca vai haver um leite contaminado, mas no caso do leite cru eu quase arrisco dizer que isso é secundário (espero que não soe irresponsável), não porque pear uma doença não seja preocupante, mas uma pessoa que se alimenta de um leite tão rico e nutritivo está com o organismo tão forte, que algumas doenças eventualmente nem conseguem se manifestar! É uma bola de neve do bem!
Se você não tem confiança total, não ofereça o leite cru. A fervura doméstica não é o ideal, mas é infinitamente menos agressiva que a pasteurização industrial.

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Thiago July 16, 2015 at 10:03

Bom dia Pat,

Sou um grande fã do trabalho seu, graças a seus vídeos e reportagens mudei totalmente minha forma de se alimentar a mais de um ano atras.

Vi o seu vídeo sobre leite e acredito que o melhor leite que poderíamos consumir seria o leite cru de uma vaca feliz criada solta comendo capim. Porem como vivo aqui no grande ABC isso é quase impossível. Diante disso eu encontrei 2 marcas de leite e fiquei na dúvida da qual seria mais apropriada:

Leite Xandô http://www.xando.com.br/produtos-leite.php: (liguei no Sac. deles para obter essas informações)
Gado confinado em baias individuais com ar condicionado e alimentado com ração
Leite extraído e envasado no mesmo local
Pasteurizado
Ingredientes: Leite

Leitíssimo http://www.leitissimo.com.br/
Gado criado solto e alimentado com grama
Leite extraído e envasado no mesmo local
Processo UHT
No site deles diz que não são usados antibióticos nos animais.
Ingredientes: Leite, citrato de sódio

Eu não tomo o leite puro, deixo ele fermentar 24h com kefir. Eu consumo o leite pasteurizado já faz mais de um ano, um dia não tinha na padaria e acabei comprando o UHT em um mercado próximo de casa. Percebi que o leite da Leitíssimo fermentado com kefir ficou mais amarelado e bem mais “grosso”.

Diante da situação, e enquanto não tenho acesso a leite cru de qualidade, qual deles vocês me recomendam?

Muito obrigado!! e parabéns pelo trabalho de vcs que ajuda tanta gente.

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Pat Feldman July 20, 2015 at 16:50

Pois é, o leitíssimo tinha tudo para ser um leite excelente, até eles aplicarem o UHT, que acaba com qualquer coisa boa que o leite tenha a oferecer….. Uma pena… Como você fermenta, ele ganha algumas enzimas e fica mais fácil de digerir. Eu acho que entre esses dois…. Eu alternaria entre um e outro!! hehehehe A criação confinada e com ração é péssima, UHT idem…
Sem pensar muito, um leite que precisa de refrigeração para se manter me passa mais confiança, mas quando nos atentamos ao modo de criação do animal, complica..
Falei muito e não disse nada, né?!? Porque realmente não sei ao certo o que escolheria diante dessas opções…

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Gabriel July 17, 2015 at 15:05

Ótimo artigo, em referência ao Leite Cru e Leite In Natura qual é a diferença enter eles? Já que sites de renome falam que Leite In Natura é o leite Pasteurizado, já outros sites falam que Leite In Natura é a mesma coisa que o Leite Cru.

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Pat Feldman July 17, 2015 at 20:12

Gabriel, pra mim leite in natura é o leite que acabou de sair da vaca, portanto, cru!

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Michélle July 20, 2015 at 18:11

Muito obrigada por compartilhar sua opinião! Tenho oferecido algumas vezes o leite cru, em doses “homeopáticas” rs e tem estado tudo bem, graças a Deus. E super concordo com a questão da resistência do organismo, temos excelente imunidade e creio que essas doses de leite cru contribuirão ainda mais com isso.

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Patricia Irgang July 21, 2015 at 11:42

Olá Pat, minha filha é APLV desde os 7 meses de vida hoje ela está com 3 anos e comecei a introduzir traços e derivados do leite na alimentação dela vi que estavamos indo bem e resolvi dar leite de vaca do jeito que vc explicou sem ferver eu e ela tomamos cerca de 1 litro e não tivemos nenhuma reação desagradavel, fiquei bem surpresa pois quando eu consumia leite UHT ou em Pó eu ficava com intestino preso ou tinha diarreia. minha duvida é o que devo observar no local onde pego o leite, eles lavam as tetas da vaca secam e ordenham em um balde tudo feito ali mesmo onde a vaca fica na terra e depois colocam em uma garrafa pet. e agora ? fervo ou não?

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Pat Feldman July 30, 2015 at 7:27

Patricia, difícil dar as dicas exatas, porque a minha escolha foi mais subjetiva: o meu produtor toma seu próprio leite cru – isso pra mim vale mais do que qualquer coisa! Comida de verdade quando não está boa tem aspecto ruim, cheira mal, etc. Tendo qualquer dúvida, ferva. Eu não fervo porque confio! Um outro amigo meu, de quem eu peguei leite por vários anos, tirava o leite exatamente nessas condições que você descreveu. O leite sempre foi tudo de bom. Mas vou repetir: em caso de qualquer dúvida ferva e/ou não consuma.

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Grazielli July 22, 2015 at 9:59

Bom dia Pat!
Muito obrigada por compartilhar tantas ricas informações, e por responder a tantas questões aqui.
O que você diz das iogurteiras? Fazem o mesmo processo que o natural? Eu não tenho, mas tinha interesse em adquirir, e se o iogurte dessa for saudável vou correr pra comprar já.

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Pat Feldman July 22, 2015 at 19:51

Grazielli, não são ruins, mas são desnecessárias. Eu faço iogurte na panela, embrulho numa manta ou toalha e mantenho o pacote dentro do forno até o iogurte ficar pronto.

Reply

Grazi July 23, 2015 at 7:56

Me ajudou muito! Encontrei no seu site a receita completa do iogurte natural, e tbm compartilhem com varias pessoas.
Você é uma mulher virtuosa, como a de Provérbios 31.10-31
Beijos!!

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David Kim July 22, 2015 at 21:12

Muito esclarecedor o seu artigo. Estava na dúvida se deveria ferver o leite cru que comecei a comprar de um produtor local que cria suas vacas à base de pasto e silagem do milho orgânico produzido por ele mesmo. O gerente da fazenda me disse que, em seus quinze anos ali, suas vacas nunca ficaram doentes. Não preciso ferver esse leite, preciso?

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David Kim July 22, 2015 at 21:18

Ops, depois de comentar, já vi sua resposta a uma outra postagem anteior. Não vou ferver, pois confio no produtor. Obrigado.

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Débora July 28, 2015 at 8:52

Olá Pat!

Estou em busca de fornecedores de leite cru, porém eles se localizam a uns 100 km de onde moro e não tenho como buscar sempre. Posso trazer uma quantidade maior e congelar? O congelamento é indicado?

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Pat Feldman July 28, 2015 at 16:05

Eu não gosto do gosto do leite congelado, mas o congelamento não prejudica o leite.

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